A maior criptomoeda do mundo, o Bitcoin (BTC), encerra a semana com forte valorização, sendo negociada acima dos US$ 94 mil nesta sexta-feira, 25 de abril de 2025. Após um feriado prolongado, os mercados globais abriram com apetite renovado por risco, e o BTC se destacou entre os principais ativos financeiros com uma performance robusta.
Bitcoin hoje: criptomoeda supera US$ 94 mil e empolga mercado com novo ciclo de alta
O Bitcoin rompe a marca de US$ 94 mil e lidera uma semana positiva para o mercado cripto. Análise aponta continuidade da tendência de alta com suporte institucional e otimismo crescente.
Segundo dados da plataforma CoinMarketCap, o preço do Bitcoin registra alta de 1,7% nas últimas 24 horas, atingindo US$ 94.391. Na variação semanal, o ativo acumula ganhos de mais de 11%, consolidando-se como uma das melhores performances entre os ativos globais.
Além da valorização pontual, o Bitcoin também avançou em termos de capitalização de mercado, superando a prata como o sétimo ativo mais valioso do planeta.
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Contexto de mercado: otimismo domina o cenário
Segundo analistas, o Bitcoin quebrou uma resistência técnica importante em US$ 94.300, o que sinaliza que o movimento ascendente ainda pode ter fôlego nas próximas semanas.
“O mercado como um todo mantém momentum positivo. O Bitcoin vem atraindo fluxos compradores consideráveis, especialmente após romper níveis críticos de resistência. Com uma performance mensal de mais de 14%, a tendência é de continuidade”, avalia João Galhardo, analista da Mynt, plataforma de criptoativos do BTG Pactual.
Além disso, o Índice de Medo e Ganância (Fear & Greed Index), usado para medir o sentimento do mercado, marca 60 pontos, indicando um cenário de “ganância moderada”. Esse dado corrobora a tese de que investidores institucionais e varejistas estão confiantes com a continuidade do ciclo de alta.
Apoio institucional fortalece fundamentos
A gestora BlackRock, maior administradora de ativos do mundo, tem dado sinais positivos em relação ao Bitcoin. Jay Jacobs, chefe global de estratégia da empresa, afirmou que o BTC tem se descorrelacionado de ações de tecnologia e demonstrado resiliência em cenários de incerteza econômica.
“O Bitcoin prospera em ambientes macroeconômicos desafiadores. Isso o torna cada vez mais atrativo como ativo de diversificação para carteiras institucionais”, disse Jacobs.
Essas declarações têm grande peso no mercado, especialmente após a aprovação dos ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos e o crescimento constante dos volumes negociados por grandes fundos.
Suíça discute inclusão do BTC em reservas nacionais
Na Europa, o movimento institucional em direção ao Bitcoin também ganha tração. Um membro do conselho do Bitcoin Suisse, uma das maiores instituições cripto da Suíça, sugeriu recentemente que o banco central suíço deveria considerar a inclusão do BTC em suas reservas oficiais.
Esse tipo de discussão reforça a visão de que o Bitcoin está deixando de ser um ativo marginal para se tornar parte integrante das estratégias macroeconômicas de países e grandes corporações.
Análise técnica do Bitcoin: o que os gráficos mostram?

Os analistas técnicos observam que o Bitcoin formou uma base sólida acima de US$ 92 mil, estabelecendo um suporte imediato nesse patamar. A resistência anterior, que era de US$ 94.300, agora atua como suporte, sinalizando reversão de tendência no curto prazo.
Principais níveis de suporte:
- US$ 92.000 (curto prazo)
- US$ 88.500 (médio prazo)
- US$ 84.000 (longo prazo)
Principais níveis de resistência:
- US$ 96.000
- US$ 98.500
- US$ 100.000 (alvo psicológico importante)
“Caso o Bitcoin rompa a faixa dos US$ 96 mil com volume, o movimento pode ganhar força e buscar a região dos US$ 100 mil rapidamente”, apontam analistas técnicos do TradingView.
Indicadores de momentum e volume
Indicadores como o RSI (Índice de Força Relativa) estão acima de 65 pontos, mas ainda abaixo da zona de sobrecompra, o que sugere que há espaço para continuidade da alta antes de um possível recuo técnico.
Além disso, o volume de negociação se manteve elevado durante a semana, sinalizando forte interesse do mercado, tanto por parte de investidores de curto prazo quanto dos de longo prazo (holders).
Panorama macroeconômico impulsiona o Bitcoin
Com o cenário geopolítico em constante tensão — especialmente em relação ao Oriente Médio e à instabilidade nos Estados Unidos com eleições se aproximando — os investidores têm buscado proteção em ativos alternativos, como o ouro e o Bitcoin.
“Enquanto os rendimentos dos títulos dos EUA oscilam com declarações do Fed, o Bitcoin se fortalece como uma alternativa frente à volatilidade dos mercados tradicionais”, destaca o economista Carlos Vieira, da Universidade de Brasília.
Essa migração de capital, somada à maior adoção institucional e à escassez digital do BTC, cria uma tempestade perfeita para um novo ciclo de valorização.
Inflação e juros em pauta
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O comportamento do Federal Reserve (Fed) continua sendo um dos principais fatores de influência sobre o mercado. A expectativa de manutenção dos juros nos EUA por mais tempo pode limitar o apetite por ações, mas impulsiona o Bitcoin como reserva de valor.
Além disso, os dados de inflação nos Estados Unidos seguem voláteis, fazendo com que muitos investidores considerem o BTC como um “hedge” contra perda de poder de compra.
Halving do Bitcoin reforça narrativa de escassez
Outro fator fundamental que impulsiona o preço do Bitcoin é o chamado halving, que aconteceu em abril de 2024. O evento reduziu pela metade a recompensa por bloco minerado, diminuindo o ritmo de emissão de novos BTCs no mercado.
Historicamente, os halvings precedem ciclos de valorização, como foi observado em 2012, 2016 e 2020. Com menos oferta disponível e maior demanda, o preço tende a subir.
“A oferta diária de novos bitcoins caiu para cerca de 450 BTC por dia. Isso intensifica a dinâmica de escassez e torna o ativo ainda mais atrativo em ciclos de alta”, explica o analista Gustavo Cunha, da corretora cripto Blockwave.
Expectativas para o futuro: Bitcoin pode ultrapassar US$ 100 mil?
Com base nas análises técnicas, nos fundamentos macroeconômicos e no comportamento do mercado institucional, a maioria dos especialistas acredita que o Bitcoin pode romper os US$ 100 mil ainda no primeiro semestre de 2025.
Alguns bancos, como o Standard Chartered, mantêm projeções de que o BTC pode atingir até US$ 150 mil até o fim de 2025, dependendo da conjuntura macro global.
Principais fatores que podem impulsionar o Bitcoin:
- Fluxo contínuo para ETFs spot nos EUA;
- Crescimento da adoção por países e bancos centrais;
- Redução na oferta diária de BTC após o halving;
- Crescente instabilidade nas finanças tradicionais;
- Migração de investidores institucionais para o Bitcoin como ativo de diversificação.
Conclusão: Bitcoin entra em nova fase e atrai atenção global

A valorização recente do Bitcoin e sua permanência acima de US$ 94 mil são sinais claros de força do mercado, impulsionado por fundamentos técnicos, suporte institucional e um ambiente macroeconômico favorável.
Se o otimismo se mantiver e os fatores externos continuarem contribuindo para a busca por ativos alternativos, o Bitcoin pode estar apenas no início de um novo ciclo de valorização, com potenciais alvos acima de US$ 100 mil ainda em 2025.
Para investidores, o momento é de cautela estratégica: acompanhar os movimentos do mercado, entender os riscos envolvidos e manter atenção às condições macroeconômicas e às decisões de política monetária global será essencial para navegar esse novo cenário com inteligência e segurança.
