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Black Friday: cartão parcelado sem juros deve ser a preferência dos consumidores

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 5 min de leitura
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A Black Friday de 2026 deve ser menos concentrada em um único dia e mais espalhada pelas semanas que antecedem a data oficial. Uma pesquisa da LWSA com 1.044 consumidores de diferentes regiões e classes sociais mostra que metade dos entrevistados começa a pesquisar ofertas com mais de 30 dias de antecedência. O levantamento também aponta que 72% se organizam financeiramente para aproveitar as promoções.

A data oficial será 27 de novembro, mas o comportamento do consumidor indica que muitas decisões de compra serão tomadas bem antes. A própria pesquisa mostra que 54% pretendem distribuir as compras durante novembro, conforme encontrarem ofertas consideradas interessantes. Apenas 20% afirmam que devem concentrar as compras na sexta-feira da Black Friday.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A antecipação muda a lógica tradicional da Black Friday. Em vez de esperar a última sexta-feira de novembro, o consumidor passa a acompanhar preços, comparar produtos e organizar o orçamento semanas antes.

Esse comportamento também cria uma diferença importante entre pesquisar e comprar. Uma pessoa pode encontrar uma oferta considerada vantajosa no início de novembro e decidir adquiri-la imediatamente, enquanto outro consumidor pode esperar uma nova campanha, um cupom ou uma condição de pagamento melhor.

A pesquisa da LWSA indica ainda que 47% dos entrevistados podem deixar algum produto para a Cyber Monday, marcada para 30 de novembro de 2026. Isso amplia ainda mais a janela de decisão e transforma o período em uma sequência de oportunidades, em vez de uma única data comercial.

Eletrônicos estão entre os produtos mais procurados

Entre as categorias de maior interesse aparecem os eletrônicos, citados por 50% dos participantes da pesquisa, seguidos por eletrodomésticos, com 44%, e roupas, mencionadas por 41%.

Para quem pretende comprar itens de maior valor, a antecedência pode ser especialmente relevante. A comparação de preços feita antes da Black Friday permite estabelecer uma referência e identificar se o desconto anunciado realmente representa uma redução.

A Secretaria Nacional do Consumidor recomenda justamente pesquisar os valores com antecedência e acompanhar o histórico de preços. O órgão também alerta para situações em que um produto tem o preço elevado antes da promoção para posteriormente receber um desconto aparentemente expressivo.

Consumidor pesquisa em vários canais antes de fechar a compra

A jornada de compra também ficou mais fragmentada. Segundo o levantamento, marketplaces são utilizados por 56% dos consumidores durante a pesquisa, enquanto 42% recorrem aos sites das próprias marcas e 33% consultam aplicativos.

Na hora de efetivar a compra, entretanto, os sites das lojas aparecem na frente, utilizados por 55% dos entrevistados. Aplicativos representam 40%, marketplaces 37% e lojas físicas 28%.

A inteligência artificial começa a participar dessa jornada. Ferramentas como ChatGPT, Gemini e Claude já são utilizadas como ponto inicial de pesquisa por 13% dos participantes. Entre esse grupo, 63% afirmam usar essas ferramentas sempre ou frequentemente para pesquisar produtos. Resumos produzidos por IA em mecanismos de busca também influenciam as decisões de 45% dos consumidores, segundo a pesquisa.

Isso significa que o consumidor pode descobrir um produto em uma rede social, comparar preços em um marketplace, consultar uma ferramenta de inteligência artificial e finalmente concluir a compra no site da própria loja.

Frete e pagamento podem decidir a compra

Preço baixo não é o único fator capaz de definir a escolha. O frete aparece como um dos principais pontos de atenção: 55% dos entrevistados dizem procurar sempre opções com entrega gratuita, mesmo que o prazo seja maior. Além disso, 36% afirmam que poderiam desistir de uma oferta considerada boa por causa do custo de entrega.

O pagamento também pesa. O cartão de crédito parcelado sem juros é a opção preferida de 58% dos consumidores pesquisados, enquanto 39% apontam o Pix. Para 56%, a possibilidade de parcelamento é decisiva, e 59% consideram determinante receber desconto ao pagar via Pix.

Na prática, isso mostra que comparar somente o preço anunciado pode levar a uma conclusão equivocada. O valor final precisa considerar frete, juros, número de parcelas, eventuais descontos condicionados e prazo de entrega.

Experiência depois da compra também influencia

A relação com o consumidor não termina quando o pagamento é aprovado. De acordo com a pesquisa, metade dos entrevistados deixaria de comprar novamente em uma determinada loja caso enfrentasse atraso excessivo ou recebesse um produto danificado.

Atendimento ruim ou demorado é citado por 45%. Já uma experiência considerada fluida é apontada por 42% como fator que favorece uma nova compra, enquanto 37% valorizam um pós-venda de qualidade. Problemas no site ou aplicativo também podem comprometer a conversão: 25% afirmam que abandonariam uma boa oferta diante de falhas técnicas.

Para o consumidor, isso reforça a importância de verificar não apenas o preço, mas também reputação da empresa, condições de entrega, política de troca e canais de atendimento.

Como aproveitar a Black Friday sem cair em falsa promoção

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O Código de Defesa do Consumidor determina que informações sobre produtos e ofertas sejam claras e precisas e proíbe publicidade enganosa. Se uma empresa não cumprir uma oferta anunciada, o consumidor pode, em determinadas situações, exigir o cumprimento da oferta, aceitar produto equivalente ou rescindir a compra com restituição do valor pago.

Por isso, antes da Black Friday, vale criar uma lista dos produtos realmente necessários, estabelecer um limite de gastos e começar a acompanhar os preços. Guardar capturas de tela do anúncio, do valor, do carrinho e da confirmação da compra também pode ser útil caso apareça algum problema.

Nas compras pela internet, existe ainda o direito de arrependimento previsto no artigo 49 do CDC, que permite desistir da contratação no prazo de sete dias a contar da assinatura ou do recebimento do produto ou serviço, conforme o caso.

Com a Black Friday 2026 cada vez mais distribuída pelo calendário, a principal mudança não está apenas nas estratégias das lojas. O consumidor também passou a pesquisar antes, comparar em mais canais e decidir quando a combinação entre preço, frete, pagamento e segurança faz sentido.

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