O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com a Caixa Econômica Federal, dá continuidade aos repasses financeiros relativos ao mês de agosto. O cronograma do Bolsa Família prioriza os dias úteis do mês e organiza os depósitos de acordo com o último dígito do Número de Identificação Social (NIS) do beneficiário.
Nesta sexta-feira, dia 21 de agosto, o pagamento fica disponível para as famílias que possuem o NIS terminado no número 4. O modelo escalonado evita filas nas agências bancárias e garante a estabilidade do sistema de pagamentos digitais em todo o país, injetando bilhões de reais na economia local de pequenos e grandes municípios.
Em diversas regiões, a renda proveniente do programa impulsiona diretamente o comércio de alimentos e itens de primeira necessidade. Em estados do Centro-Oeste como Mato Grosso do Sul, por exemplo, o benefício injeta mais de R$ 100 milhões mensais para atender mais de 150 mil famílias cadastradas, demonstrando a relevância social da transferência de renda.
Para acompanhar as próximas libertações até o final do mês, o beneficiário deve observar o cronograma oficial de agosto:
- Final do NIS 4: 21 de agosto
- Final do NIS 5: 24 de agosto
- Final do NIS 6: 25 de agosto
- Final do NIS 7: 26 de agosto
- Final do NIS 8: 27 de agosto
- Final do NIS 9: 28 de agosto
- Final do NIS 0: 31 de agosto
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Projeção das datas para o segundo semestre
O calendário operacional do Bolsa Família estabelece que a liberação dos recursos ocorre rotineiramente nos últimos dez dias úteis de cada mês. Essa previsibilidade orçamentária é essencial para que os chefes de família façam o planejamento financeiro da casa.
Para o encerramento do ano, as datas limite de depósito seguem o planejamento padrão do Governo Federal:
- Setembro: entre os dias 17/9 e 30/9
- Outubro: entre os dias 19/10 e 30/10
- Novembro: entre os dias 16/11 e 30/11
- Dezembro: antecipado para o período entre 10/12 e 23/12 devido às festas de fim de ano
Estrutura do benefício: valor mínimo e complementos financeiros
O valor piso do Bolsa Família garante R$ 600 por família cadastrada. Contudo, a estrutura atual do programa foi desenhada para atender as especificidades e a composição de cada núcleo familiar, adicionando parcelas complementares que aumentam o tíquete médio do benefício repassado.
Esses adicionais têm foco direto na proteção à infância e à maternidade, oferecendo suporte financeiro proporcional aos custos de nutrição e desenvolvimento dos dependentes.
Benefício Variável Familiar Nutriz e outros adicionais
Mães com bebês de até seis meses de vida recebem o Benefício Variável Familiar Nutriz, um adicional de R$ 50 mensais pago durante seis parcelas consecutivas. O objetivo principal deste suplemento é garantir a segurança alimentar da mãe e promover as condições necessárias para o aleitamento materno.
Além disso, a legislação do programa prevê o adicional de R$ 150 para cada criança de zero a seis anos de idade, e o valor extra de R$ 50 para gestantes, nutrizes e jovens com idade entre sete e 18 anos incompletos.
Critérios de elegibilidade e obrigações para manter o pagamento
A inclusão no Bolsa Família depende do cumprimento do limite de renda per capita estipulado pela legislação vigente. O valor máximo de renda por pessoa da família deve ser de R$ 218 mensais para que o grupo seja considerado em situação de vulnerabilidade e elegível ao programa.
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A inscrição e a manutenção no Cadastro Único (CadÚnico) representam a porta de entrada obrigatória. No entanto, estar cadastrado não garante o recebimento imediato, pois a concessão passa por uma análise automatizada mensal realizada pelo governo central.
Condicionalidades de saúde e educação
Para continuar recebendo o valor sem interrupções, o núcleo familiar precisa cumprir compromissos sociais nas áreas de saúde e educação, conhecidos como condicionalidades:
- Manter a frequência escolar mínima para crianças e adolescentes em idade escolar.
- Realizar o acompanhamento pré-natal no caso de gestantes.
- Acompanhar o crescimento e desenvolvimento de crianças menores de sete anos, incluindo o cumprimento do calendário nacional de vacinação e o monitoramento do peso.
Como consultar e movimentar o dinheiro

A verificação do saldo, a composição detalhada dos valores adicionais e a data correta de liberação podem ser feitas diretamente pelo aplicativo Caixa Tem ou pelo aplicativo oficial do Bolsa Família. As plataformas estão disponíveis de forma gratuita para celulares com sistema Android e iOS.
Pelo aplicativo Caixa Tem, o beneficiário pode realizar pagamentos de contas, transferências via Pix, compras presenciais por meio de cartão de débito virtual ou QR Code e agendamento de saques sem necessidade do cartão físico.
Caso ocorra qualquer divergência ou bloqueio, o responsável pelo cadastro deve procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo de sua residência para atualizar os dados e regularizar a situação cadastral.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital



