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Bolsa Família de agosto: veja quando cai o pagamento e os valores

Bolsa Família de agosto começa dia 18. Veja o calendário por NIS, valores, quem recebe e como consultar o pagamento.

Bruna MachadoPor Bruna Machado··12 min de leitura
bolsa familia

O pagamento do Bolsa Família de agosto de 2026 começa no dia 18 e será liberado de forma escalonada conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS).

Os depósitos seguem até 31 de agosto, quando recebem os beneficiários com NIS final 0. A regra permite que cada família saiba antecipadamente quando o dinheiro estará disponível.

Além da data de pagamento, outra dúvida comum é sobre o valor recebido. O Bolsa Família mantém valor mínimo de R$ 600 por família, mas a quantia pode ser maior dependendo da composição do domicílio e da presença de crianças, adolescentes, gestantes ou nutrizes.

Confira o calendário completo de agosto, entenda como o benefício é calculado e veja o que fazer caso o pagamento não apareça.

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Quando cai o Bolsa Família de agosto de 2026?

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O Bolsa Família de agosto começa a ser pago em 18 de agosto, para os beneficiários com NIS terminado em 1.

Os pagamentos seguem nos dias úteis seguintes, sempre de acordo com o último número do NIS. Em agosto, o cronograma termina no dia 31, com o grupo de final 0.

O calendário oficial de 2026 foi divulgado pelo MDS e estabelece as datas de pagamento de cada mês do ano.

Calendário do Bolsa Família em agosto

Final do NISData de pagamento
118 de agosto
219 de agosto
320 de agosto
421 de agosto
524 de agosto
625 de agosto
726 de agosto
827 de agosto
928 de agosto
031 de agosto

Assim, uma família cujo NIS termina em 5 terá o benefício liberado em 24 de agosto. Já quem possui NIS terminado em 0 recebe em 31 de agosto.

Existe uma exceção importante para municípios que estejam em situação de emergência ou calamidade pública reconhecida pelo Governo Federal. Nesses locais, o pagamento pode ser unificado no primeiro dia do calendário.

Qual é o valor do Bolsa Família em agosto?

O Bolsa Família mantém um valor mínimo de R$ 600 por família.

Isso não significa, porém, que todas as famílias recebam exatamente R$ 600. O programa utiliza uma estrutura de benefícios que considera o número de integrantes e as características de cada família.

O cálculo começa pelo Benefício de Renda de Cidadania, de R$ 142 por pessoa. Quando a soma dos benefícios não alcança R$ 600, é aplicado o Benefício Complementar para completar o valor mínimo.

Além disso, existem pagamentos adicionais para determinados integrantes da família.

Quem pode receber os adicionais?

O programa prevê:

  • R$ 150 por criança de até 6 anos de idade;
  • R$ 50 por gestante;
  • R$ 50 por criança ou adolescente de 7 a 18 anos incompletos;
  • R$ 50 para nutrizes, ou seja, responsáveis por bebês de até 6 meses.

Esses valores são calculados de acordo com a composição familiar registrada no CadÚnico.

Por isso, duas famílias que recebem o Bolsa Família podem ter valores diferentes no mesmo mês.

Exemplo de como o valor pode mudar

Imagine uma família formada por dois adultos e duas crianças, sendo uma delas com 4 anos e a outra com 10 anos.

Além do valor mínimo do programa, a composição familiar pode gerar o adicional de R$ 150 pela criança na primeira infância e R$ 50 pela criança de 7 a 18 anos.

O valor final, entretanto, depende da composição registrada no sistema e dos demais critérios aplicáveis ao benefício.

Quem pode receber o Bolsa Família?

A principal regra para entrar no programa é ter renda mensal por pessoa de até R$ 218.

Para chegar a esse resultado, deve-se somar a renda mensal da família e dividir o total pelo número de pessoas que fazem parte do grupo familiar considerado no Cadastro Único.

Por exemplo, uma família com quatro integrantes e renda mensal total de R$ 800 terá renda de R$ 200 por pessoa.

Nesse caso, a renda per capita está abaixo do limite de R$ 218.

Isso, porém, não significa que o pagamento será liberado imediatamente.

Estar no CadÚnico garante o Bolsa Família?

Não.

O Cadastro Único é a porta de entrada para o Bolsa Família, mas estar inscrito não significa aprovação automática.

Depois da inscrição, o Governo Federal realiza uma análise das informações da família para verificar se ela atende aos critérios do programa e se há disponibilidade orçamentária para a inclusão.

O próprio MDS destaca que a entrada no Bolsa Família não ocorre automaticamente após o cadastro.

Por isso, quem acabou de fazer o CadÚnico precisa acompanhar a situação da família e aguardar a análise.

Como fazer o cadastro para receber o Bolsa Família?

A inscrição no Cadastro Único é realizada presencialmente nos municípios, normalmente por meio da rede de assistência social.

O responsável pela família deve apresentar as informações dos integrantes do grupo familiar e manter os dados atualizados.

Entre as informações importantes estão endereço, composição familiar, renda, nascimento de novos integrantes e eventuais mudanças na situação de trabalho.

A atualização cadastral é especialmente importante quando ocorre alguma mudança na renda da família.

Quem já recebe precisa atualizar o CadÚnico?

Sim.

A manutenção de informações corretas no Cadastro Único é fundamental para evitar problemas no benefício.

Mudanças como nascimento, falecimento, alteração de endereço, mudança na composição familiar ou aumento ou redução da renda devem ser informadas.

O governo também realiza cruzamentos de dados para verificar a situação das famílias. Por isso, informações desatualizadas ou inconsistentes podem resultar em convocação para revisão cadastral.

Em 2026, o MDS mantém ações de qualificação cadastral e revisão das informações dos beneficiários.

O que é a Regra de Proteção do Bolsa Família?

A Regra de Proteção foi criada para evitar que uma família perca imediatamente o benefício quando sua renda aumenta.

Isso é importante, por exemplo, quando um integrante consegue emprego formal e a renda familiar passa a ficar acima do limite de entrada no programa.

Pelas regras atuais, famílias que entram na Regra de Proteção podem continuar recebendo 50% do benefício, desde que a renda por pessoa não ultrapasse R$ 706.

O período de permanência pode chegar a 18 meses para os grupos submetidos às regras atuais.

Na prática, a medida funciona como uma espécie de transição. A família ganha tempo para se adaptar ao aumento da renda sem perder imediatamente toda a transferência.

Quem consegue emprego perde o Bolsa Família?

Não necessariamente.

Conseguir um emprego ou começar a trabalhar não significa, por si só, cancelamento automático do benefício.

O que importa é a renda familiar por pessoa e a situação da família dentro das regras do programa.

Uma família pode, inclusive, ter integrante com carteira assinada, ser composta por trabalhador autônomo ou ter um MEI e ainda atender aos critérios de acesso.

Se a renda aumentar, é fundamental informar a mudança no Cadastro Único para que a situação seja analisada corretamente.

Quais são as condições para continuar recebendo?

O Bolsa Família não depende apenas do critério de renda.

As famílias também precisam cumprir compromissos relacionados principalmente à saúde e à educação.

Entre as principais condicionalidades estão:

  • manter a vacinação das crianças conforme o calendário nacional;
  • realizar acompanhamento nutricional de crianças menores de 7 anos;
  • garantir o pré-natal das gestantes;
  • manter a frequência escolar mínima exigida para crianças e adolescentes.

Na educação, a frequência mínima é de 60% para beneficiários de 4 e 5 anos e de 75% para beneficiários de 6 a 17 anos e determinados jovens até 21 anos que recebem o benefício correspondente e ainda não concluíram a educação básica.

Essas exigências não existem apenas como uma condição para receber dinheiro. A proposta é vincular a transferência de renda ao acesso das famílias a serviços básicos de saúde e educação.

O que acontece se as condicionalidades não forem cumpridas?

O descumprimento pode gerar efeitos sobre o benefício, dependendo da situação e das regras aplicáveis.

Por isso, uma família que tiver dificuldades para levar uma criança ao acompanhamento de saúde ou garantir a frequência escolar deve procurar a rede municipal de assistência social.

O MDS orienta que situações que impeçam o cumprimento das condicionalidades podem ser apresentadas aos responsáveis pelo acompanhamento no município.

O ideal é não esperar o benefício ser bloqueado para procurar atendimento.

Como consultar o pagamento do Bolsa Família de agosto?

O beneficiário pode acompanhar informações sobre o pagamento pelos canais oficiais.

Entre as opções estão:

  • aplicativo Bolsa Família;
  • aplicativo Caixa Tem;
  • canais de atendimento da Caixa;
  • Disque Social 121, do MDS.

O aplicativo permite consultar informações sobre o benefício e verificar a situação do pagamento.

O MDS também informa que o telefone 121 pode ser utilizado para dúvidas relacionadas ao programa, enquanto a Caixa mantém o 111 para atendimento aos beneficiários.

Como movimentar o dinheiro do Bolsa Família?

Depois que a parcela é liberada, o beneficiário pode movimentar o dinheiro pelos canais disponibilizados pela Caixa.

O Caixa Tem permite realizar pagamentos e transferências, inclusive por Pix, conforme as funcionalidades disponíveis para a conta.

Também é possível utilizar o cartão do Bolsa Família para compras e pagamentos ou realizar o saque nos canais autorizados.

Por isso, não é necessário necessariamente retirar todo o dinheiro em espécie assim que a parcela é depositada.

O que fazer se o Bolsa Família não cair na data?

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Se o pagamento não aparecer na data indicada pelo calendário, o primeiro passo é conferir o final do NIS e consultar a situação do benefício.

Também é importante verificar se existe alguma mensagem de bloqueio, suspensão ou pendência cadastral.

Se houver uma convocação para atualização do Cadastro Único, o responsável familiar deve procurar o atendimento indicado pelo município.

Em caso de dúvida sobre o pagamento, o beneficiário pode utilizar os canais oficiais do MDS ou da Caixa.

É importante evitar intermediários que cobrem dinheiro para liberar, desbloquear ou antecipar o Bolsa Família.

Bolsa Família tem 13º em 2026?

Não existe uma 13ª parcela nacional do Bolsa Família prevista no programa.

O MDS já esclareceu que o programa não possui um pagamento anual de 13º. O pagamento extraordinário realizado em 2019 ocorreu por meio de uma medida específica e não se tornou uma parcela permanente do benefício.

Assim, o beneficiário deve desconfiar de mensagens que prometam um suposto “13º do Bolsa Família” em troca de cadastro, pagamento de taxa ou fornecimento de dados pessoais.

O que o beneficiário deve conferir em agosto?

Com o calendário de agosto definido, algumas verificações ajudam a evitar problemas no recebimento.

O primeiro passo é identificar corretamente o último número do NIS. Depois, basta conferir a data correspondente na tabela.

Também vale conferir:

  1. se o benefício está ativo;
  2. se o Cadastro Único está atualizado;
  3. se houve alguma mudança na renda familiar;
  4. se as condicionalidades de saúde e educação estão sendo cumpridas;
  5. se existe alguma mensagem ou pendência no aplicativo.

Esses cuidados são especialmente importantes porque o Bolsa Família passa por atualizações e cruzamentos de informações ao longo do ano.

Histórico do Bolsa Família

O Bolsa Família foi criado em 2003 a partir da unificação de diferentes programas de transferência de renda do governo federal.

Ao longo dos anos, passou por mudanças de estrutura, valores e critérios. Em 2021, foi substituído pelo Auxílio Brasil, mas o programa com o nome Bolsa Família foi retomado em março de 2023.

Na reformulação, o governo estabeleceu o piso de R$ 600 por família e criou uma estrutura de benefícios adicionais voltada principalmente para crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes.

A lógica atual procura combinar transferência direta de renda com acompanhamento das famílias nas áreas de saúde, educação e assistência social.

O que muda para o beneficiário em agosto?

Para quem já recebe o programa, a principal informação é objetiva: o pagamento de agosto começa dia 18 e segue até 31 de agosto, conforme o final do NIS.

O valor continua tendo piso de R$ 600, mas pode ser maior de acordo com a composição familiar e os adicionais previstos.

Já para quem está inscrito no CadÚnico e ainda não recebe, é importante entender que o cadastro não garante entrada automática. O governo precisa analisar as informações e selecionar as famílias que atendem aos critérios do programa.

Por fim, manter os dados atualizados é uma das principais formas de evitar problemas. Mudanças na renda, endereço ou composição familiar devem ser informadas, e eventuais mensagens de bloqueio ou convocação precisam ser verificadas pelos canais oficiais.

Perguntas frequentes sobre o Bolsa Família de agosto

Bolsa Família
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

Qual é o primeiro dia de pagamento do Bolsa Família em agosto de 2026?

O pagamento começa em 18 de agosto, para beneficiários com NIS final 1.

Quando termina o pagamento do Bolsa Família em agosto?

O calendário termina em 31 de agosto de 2026, quando recebem os beneficiários com NIS final 0.

Qual é o valor mínimo do Bolsa Família?

O valor mínimo é de R$ 600 por família. O total pode aumentar conforme a composição familiar e os benefícios adicionais.

Quem recebe R$ 150 a mais no Bolsa Família?

O adicional de R$ 150 é pago por criança de até 6 anos incompletos que faça parte de uma família beneficiária.

Quem pode receber o adicional de R$ 50?

O adicional de R$ 50 pode ser destinado a gestantes, nutrizes e crianças e adolescentes de 7 a 18 anos incompletos, conforme as regras do programa.

Quem está no CadÚnico recebe Bolsa Família automaticamente?

Não. A inscrição no Cadastro Único é necessária, mas a entrada no Bolsa Família depende da análise do governo e da disponibilidade orçamentária.

Quem trabalha de carteira assinada pode receber Bolsa Família?

Pode, desde que a família continue dentro dos critérios de renda e das demais regras do programa. Dependendo do aumento da renda, também pode haver aplicação da Regra de Proteção.

Como saber se o Bolsa Família foi liberado?

A situação pode ser consultada pelo aplicativo Bolsa Família, Caixa Tem e pelos canais oficiais de atendimento.

Existe 13º do Bolsa Família em 2026?

Não há uma 13ª parcela nacional do Bolsa Família prevista no programa. O MDS esclarece que o benefício não possui 13º permanente.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

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