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Mil beneficiários do Bolsa Família precisam regularizar dados escolares em Campos

Avatar de Jéssica Cassana Jéssica Cassana · · 8 min de leitura
Bolsa Familia campos

Famílias que recebem o Bolsa Família em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, precisam ficar atentas caso crianças ou adolescentes tenham mudado de escola durante 2026.

Em alerta divulgado em 9 de setembro, a Prefeitura informou que cerca de mil beneficiários ainda precisavam comunicar a troca de unidade escolar à Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct).

Até 8 de setembro, 964 estudantes já haviam sido localizados pelo município. A orientação envolve alunos beneficiários das redes municipal, estadual, federal e particular que mudaram de escola neste ano.

A regularização é importante porque a frequência escolar faz parte das condicionalidades do Bolsa Família. Quando o estudante não está corretamente vinculado à escola que frequenta, pode haver dificuldade para registrar sua presença no Sistema Presença, utilizado no acompanhamento educacional do programa.

Isso não significa que uma simples mudança de colégio provoque automaticamente o cancelamento do Bolsa Família. O problema aparece quando a informação incorreta impede o acompanhamento da frequência e gera registros de descumprimento das condicionalidades.

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Quem precisa procurar a Secretaria de Educação?

Segundo a Prefeitura de Campos, o alerta é direcionado às famílias do Bolsa Família cujos filhos trocaram de escola em 2026 e ainda não tiveram a nova unidade corretamente identificada no acompanhamento educacional.

Bolsa Família
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A orientação municipal alcança estudantes beneficiários entre 4 e 18 anos matriculados nas redes:

  • municipal;
  • estadual;
  • federal, incluindo Ensino Médio;
  • particular.

A Prefeitura reforça que o objetivo é localizar o aluno na instituição em que ele realmente estuda para que a frequência seja registrada corretamente.

Quem não mudou de escola não precisa realizar esse procedimento apenas por causa do alerta.

Por que a mudança de escola interfere no Bolsa Família?

O Bolsa Família não é formado apenas pelo pagamento mensal.

As famílias participantes também assumem compromissos relacionados à educação e à saúde, conhecidos como condicionalidades.

Na área educacional, crianças e adolescentes beneficiários precisam estar matriculados e atingir um percentual mínimo de frequência escolar.

O acompanhamento é realizado pelo poder público por meio das informações registradas pelas escolas.

Quando um aluno muda de instituição e o sistema continua procurando sua frequência na escola anterior, ele pode aparecer como não localizado ou ficar sem registro adequado das presenças.

Foi justamente por esse motivo que a Secretaria de Educação de Campos iniciou a busca pelas famílias.

Qual é a frequência escolar mínima do Bolsa Família?

As regras nacionais estabelecem dois percentuais diferentes conforme a idade do estudante.

Para beneficiários de 4 a 6 anos incompletos, a frequência mínima mensal é de 60%.

Já para beneficiários de 6 a 18 anos incompletos, que ainda não tenham concluído a educação básica, a exigência sobe para 75% da carga horária mensal.

Na prática:

IdadeFrequência mínima
4 a 6 anos incompletos60%
6 a 18 anos incompletos75%

Essas regras valem nacionalmente para o acompanhamento educacional do Bolsa Família.

Mudança de escola bloqueia o Bolsa Família automaticamente?

Não.

O simples fato de trocar uma criança ou adolescente de escola não provoca bloqueio automático.

A dificuldade surge quando a nova matrícula não é localizada pelo sistema responsável pelo acompanhamento e, por consequência, a frequência do estudante deixa de ser registrada adequadamente.

A coordenadora do Bolsa Família na Seduct explicou que a ausência dessas informações pode gerar registros que, se não forem corrigidos, podem resultar em advertência, bloqueio, suspensão e, em situações persistentes, cancelamento do benefício.

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) também orienta que o descumprimento das condicionalidades pode trazer repercussões sobre o pagamento, mas permite que a família apresente justificativas e procure a assistência social quando houver alguma dificuldade.

Portanto, não existe uma regra segundo a qual uma troca de escola, sozinha, cancela o Bolsa Família.

Onde atualizar a escola em Campos dos Goytacazes?

A Prefeitura orientou os responsáveis a procurar a Sala 4 da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia.

O atendimento fica na antiga Estação Leopoldina, na:

Avenida Vinte e Oito de Março, 40-156, Campos dos Goytacazes.

Para realizar o procedimento presencialmente, o responsável deve apresentar:

  • CPF do responsável;
  • declaração da escola em que o estudante está matriculado.

A Seduct também disponibilizou atendimento remoto para orientar as famílias.

Os números de WhatsApp informados pela Prefeitura são (22) 98179-3553 e (22) 98179-3555.

O contato por e-mail pode ser realizado pelo endereço [email protected].

É preciso atualizar o CadÚnico por causa da troca de escola?

Esse ponto merece atenção porque existem dois procedimentos diferentes.

A Prefeitura de Campos informa que a simples mudança de uma escola para outra não exige atualização do Cadastro Único apenas para apresentar declaração escolar.

Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania, com o novo sistema do CadÚnico, essas informações passaram a ser recebidas automaticamente.

O chamado atual da Secretaria de Educação tem outra finalidade.

Ele serve para garantir a localização correta do estudante no acompanhamento educacional do Bolsa Família e no Sistema Presença.

Portanto, uma família pode não precisar atualizar o CadÚnico por causa da transferência escolar e, ao mesmo tempo, precisar informar a Seduct para que a frequência do aluno seja corretamente acompanhada.

Quando o CadÚnico precisa ser atualizado?

Embora a troca entre escolas não exija, por si só, a atualização cadastral em Campos, existem outras situações em que a família precisa procurar o serviço responsável pelo CadÚnico.

A Prefeitura cita casos como:

  • cadastro sem atualização há mais de dois anos;
  • mudança de endereço;
  • alteração na renda familiar;
  • situações em que a criança entra pela primeira vez na creche ou na escola;
  • benefício bloqueado que exija regularização cadastral.

De forma geral, o governo federal também orienta que alterações na composição familiar, endereço e outras informações relevantes sejam comunicadas ao Cadastro Único.

Por isso, é importante diferenciar uma transferência entre escolas de outras mudanças na vida da família.

Como funciona o Sistema Presença?

O Sistema Presença é utilizado pelo Ministério da Educação no acompanhamento da frequência escolar vinculada às condicionalidades do Bolsa Família.

As redes de ensino registram as informações dos alunos beneficiários para que o governo consiga verificar matrícula e comparecimento às aulas.

Em 2026, o MDS informou que o acompanhamento educacional alcançou 89,2%, resultado considerado o melhor desempenho registrado até então.

Quando um aluno não é localizado corretamente, entretanto, o acompanhamento fica prejudicado.

A transferência entre escolas pode provocar exatamente esse tipo de problema caso a nova unidade não esteja associada corretamente ao estudante.

O que fazer se o benefício já estiver bloqueado?

A família que já identificou advertência, bloqueio ou suspensão deve primeiro verificar o motivo da ocorrência.

Se o problema estiver relacionado à frequência escolar ou à localização do estudante, é importante procurar o setor responsável pelo Bolsa Família e a área de educação do município.

Bolsa Família
Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

O MDS orienta que famílias com dificuldade para cumprir uma condicionalidade procurem o setor do Bolsa Família ou a assistência social da cidade.

Dependendo da situação, podem ser apresentadas justificativas para explicar o descumprimento. Um problema de saúde que tenha provocado faltas excessivas, por exemplo, pode ser demonstrado por meio de documentação adequada.

A existência de uma repercussão não significa necessariamente que o cancelamento será imediato.

Frequência escolar não é a única obrigação do programa

Além da educação, o Bolsa Família mantém condicionalidades relacionadas à saúde.

As famílias precisam acompanhar o calendário de vacinação e o estado nutricional de crianças menores de 7 anos.

Gestantes beneficiárias também devem realizar acompanhamento pré-natal.

Esses compromissos fazem parte do modelo do programa e servem para monitorar o acesso das famílias aos serviços públicos de saúde e educação.

Por isso, mesmo quem regularizou a matrícula escolar precisa continuar atento às demais exigências.

Família deve confirmar se estudante foi localizado

Para quem mora em Campos dos Goytacazes e transferiu o filho de escola em 2026, a medida mais importante é verificar se a nova matrícula está aparecendo corretamente no acompanhamento educacional.

O alerta divulgado pela Prefeitura mostrou que quase mil estudantes já haviam sido localizados até o início de setembro, mas ainda existia um grupo significativo de famílias pendentes naquele momento.

A correção evita que uma falha administrativa faça a frequência deixar de aparecer no Sistema Presença.

Quem estiver na situação pode procurar diretamente a Seduct, levando CPF do responsável e declaração da escola, ou utilizar os canais de WhatsApp e e-mail divulgados pelo município.

O principal cuidado é não esperar surgir um bloqueio para verificar a situação. Trocar de escola não cancela automaticamente o Bolsa Família, mas a falta de registro da frequência pode trazer consequências se o problema permanecer sem correção.

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