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Bolsa Família terá reajuste de 15,04% em outubro; piso passa de R$ 600 para R$ 691

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O Bolsa Família de outubro de 2026 chega aos beneficiários com uma mudança importante nos valores pagos pelo programa. A atualização de 15,04% determinada pelo governo passa a valer justamente na folha deste mês, elevando o valor mínimo garantido por família de R$ 600 para R$ 691.

O pagamento começa em 19 de outubro e segue até o dia 30, conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS). A Caixa Econômica Federal é responsável pela operação dos depósitos, enquanto o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) define as regras e o calendário.

A correção também alterou os valores dos benefícios adicionais. Com isso, famílias com crianças pequenas, gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes que atendam aos critérios do programa podem receber uma parcela superior ao piso.

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Quando começa o pagamento do Bolsa Família de outubro?

A primeira parcela será liberada em 19 de outubro, para os beneficiários cujo NIS termina em 1. Os depósitos continuam em dias úteis, seguindo a ordem dos demais finais do NIS.

O cronograma foi organizado para distribuir os pagamentos ao longo do mês. Por isso, o beneficiário precisa verificar o último número do NIS para saber exatamente quando poderá movimentar o dinheiro.

Calendário do Bolsa Família de outubro

Final do NISData de pagamento
119 de outubro
220 de outubro
321 de outubro
422 de outubro
523 de outubro
626 de outubro
727 de outubro
828 de outubro
929 de outubro
030 de outubro

O MDS reforça que o último número considerado é o dígito final do NIS. Ele não deve ser confundido com outros números que possam aparecer no cartão do benefício.

Qual é o novo valor mínimo do Bolsa Família?

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Bolsa Família terá reajuste de 15,04% em outubro; piso passa de R$ 600 para R$ 691 4

A partir da folha de outubro, o valor mínimo garantido pelo programa passa de R$ 600 para R$ 691. Segundo o MDS, a atualização de 15,04% recompõe os valores pela inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026, com base no INPC.

Essa é a primeira atualização dos valores do Bolsa Família pela inflação desde a retomada do atual modelo do programa, em 2023.

O governo também estima que o benefício médio passe de R$ 675 para R$ 777. Esse valor, porém, é uma média nacional e não representa uma quantia fixa para todas as famílias.

Na prática, uma família pode receber exatamente o piso ou ter uma parcela maior dependendo da quantidade de integrantes e da presença de pessoas que se enquadrem nos benefícios adicionais.

Quais são os novos valores dos benefícios?

A atualização modificou os principais componentes utilizados no cálculo do Bolsa Família.

O Benefício de Renda de Cidadania passou de R$ 142 para R$ 164 por integrante. Já o Benefício Primeira Infância subiu de R$ 150 para R$ 173 por criança de zero a sete anos incompletos.

O Benefício Variável Familiar passou de R$ 50 para R$ 58 por integrante que se enquadre nas regras, incluindo gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes nas faixas de idade previstas.

Também foi atualizado o Benefício Complementar, responsável por garantir que a soma dos benefícios da família alcance pelo menos R$ 691 quando o cálculo das demais parcelas ficar abaixo desse valor.

Como funciona o cálculo do benefício?

O Bolsa Família não utiliza um valor único para todos os beneficiários. O cálculo considera a composição da família e os integrantes que se enquadram nas diferentes categorias.

Por exemplo, uma família com crianças pequenas pode receber parcelas adicionais que não estão disponíveis para um núcleo familiar sem integrantes nessas condições. Da mesma forma, a presença de gestantes ou adolescentes elegíveis pode alterar o valor final.

Por esse motivo, o beneficiário não deve considerar os R$ 691 como o único pagamento possível. O valor representa o piso garantido, enquanto a média de R$ 777 é uma referência geral para a folha.

Como consultar o pagamento do Bolsa Família?

A consulta pode ser realizada pelos canais oficiais do programa e pelos aplicativos disponibilizados para os beneficiários. A Caixa também permite a movimentação dos recursos pelo Caixa Tem, quando o pagamento é disponibilizado na conta digital.

O aplicativo pode ser utilizado para verificar saldo e extrato e realizar operações financeiras autorizadas. O beneficiário também pode consultar informações relacionadas ao benefício pelos canais oficiais do Bolsa Família.

Não é necessário comparecer a uma agência bancária apenas para verificar se a parcela foi liberada.

Cadastro Único precisa estar atualizado

Cadastro Unico
Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

O pagamento do Bolsa Família depende das informações registradas no Cadastro Único. Por isso, manter os dados atualizados continua sendo uma das principais obrigações das famílias beneficiárias.

Mudanças na composição familiar, endereço, renda, nascimento ou saída de integrantes podem alterar a situação do benefício. O governo também realiza cruzamentos de informações e processos de qualificação cadastral para verificar se as famílias continuam atendendo aos critérios.

Assim, receber uma parcela em determinado mês não significa que o benefício ficará garantido indefinidamente. A manutenção depende do cumprimento das regras do programa.

Quem mora em área de emergência pode receber antecipadamente?

Em determinadas situações, famílias residentes em municípios oficialmente reconhecidos em situação de emergência ou estado de calamidade pública podem ter o pagamento unificado.

Quando essa medida é autorizada, o recurso pode ser disponibilizado na primeira data do calendário para todos os beneficiários daquela localidade, independentemente do final do NIS.

A antecipação, entretanto, depende do reconhecimento oficial da situação e da decisão do governo. Portanto, não ocorre automaticamente em qualquer município afetado por uma emergência.

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