O calendário do Bolsa Família de agosto de 2026 entrou na reta final. Depois de iniciar os depósitos no dia 18, o Governo Federal seguirá liberando as parcelas até segunda-feira, 31 de agosto, quando receberão os beneficiários cujo Número de Identificação Social (NIS) termina em 0.
Nesta quinta-feira, 27 de agosto, a parcela é destinada ao grupo com NIS final 8. Na sexta-feira (28), será a vez dos inscritos com final 9. Depois da pausa do fim de semana, o calendário será encerrado com o NIS final 0.
O benefício médio neste mês é de R$ 678,35, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O valor individual, entretanto, pode ser maior ou menor porque depende da quantidade de integrantes e da composição de cada família.
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O Bolsa Família segue, em condições normais, uma programação baseada no último algarismo do NIS do responsável familiar.
Os depósitos são realizados nos últimos dez dias úteis de cada mês, com exceção de dezembro, quando tradicionalmente o calendário é antecipado para que os pagamentos sejam concluídos antes do Natal.
Em agosto, as liberações começaram no dia 18 e seguem até o último dia do mês.
Confira o calendário completo:
| Final do NIS | Data de pagamento |
|---|---|
| 1 | 18 de agosto |
| 2 | 19 de agosto |
| 3 | 20 de agosto |
| 4 | 21 de agosto |
| 5 | 24 de agosto |
| 6 | 25 de agosto |
| 7 | 26 de agosto |
| 8 | 27 de agosto |
| 9 | 28 de agosto |
| 0 | 31 de agosto |
Com isso, depois do pagamento desta quinta-feira, restam apenas dois grupos no calendário regular de agosto.
Quem ainda recebe o Bolsa Família em agosto?
Para quem consulta o calendário nos últimos dias do mês, a informação mais importante é simples: os próximos pagamentos serão direcionados aos beneficiários de NIS final 9 e final 0.
NIS final 9
Quem possui NIS terminado em 9 recebe a parcela na sexta-feira, 28 de agosto.
NIS final 0
O último grupo do calendário será pago na segunda-feira, 31 de agosto.
A data é especialmente importante para famílias que organizam despesas como alimentação, energia, água e medicamentos considerando a liberação mensal do benefício.
Algumas famílias receberam antes do calendário
Embora a regra geral determine o pagamento conforme o último número do NIS, existe uma exceção para moradores de municípios atingidos por situações graves.
Famílias residentes em localidades com situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecido pelo Governo Federal podem receber a parcela já no primeiro dia do calendário, independentemente do final do NIS.
Em agosto, o MDS autorizou pagamento unificado em municípios localizados em Amazonas, Roraima, Paraná, Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte e Bahia.
A medida é utilizada principalmente em áreas atingidas por eventos como enchentes, estiagens ou outros desastres que dificultam a rotina das famílias.
Nesses municípios contemplados, portanto, não é necessário esperar pela data correspondente ao NIS.
Quanto o Bolsa Família paga em agosto?
O valor médio nacional divulgado pelo Governo Federal para agosto é de R$ 678,35.
Isso não significa, entretanto, que todas as famílias recebem exatamente essa quantia.
O Bolsa Família utiliza uma cesta de benefícios. O cálculo considera o número de integrantes do núcleo familiar e características como presença de crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes.
Por isso, duas famílias inscritas no programa podem receber valores diferentes no mesmo mês.
Bolsa Família continua com piso de R$ 600
A estrutura do programa prevê um mecanismo para assegurar pelo menos R$ 600 por família, desde que o beneficiário permaneça enquadrado nas regras do programa.
O cálculo começa pelo chamado Benefício de Renda de Cidadania (BRC).
Ele corresponde a R$ 142 por integrante da família.
Imagine, por exemplo, uma família formada por quatro pessoas.
Nesse caso:
4 x R$ 142 = R$ 568.
Como o resultado ficaria abaixo de R$ 600, entra em funcionamento o Benefício Complementar, acrescentando o necessário para alcançar o piso.
Esse cálculo é realizado automaticamente pelo programa.
Famílias com crianças podem receber mais
Além do valor básico, existem adicionais destinados a diferentes integrantes da família.
Benefício Primeira Infância
O Benefício Primeira Infância (BPI) acrescenta R$ 150 por criança de zero a sete anos incompletos.
Uma família que tenha duas crianças nessa faixa etária, por exemplo, pode receber R$ 300 adicionais referentes ao benefício.
Benefício Variável Familiar
Existe ainda o Benefício Variável Familiar (BVF), no valor de R$ 50 por integrante elegível.
O adicional pode ser pago quando a família possui:
- gestante;
- nutriz;
- criança entre 7 e 12 anos incompletos;
- adolescente entre 12 e 18 anos incompletos.
Os adicionais podem se acumular quando mais de um integrante se enquadra nas regras.
Por que algumas famílias recebem mais de R$ 600?
O valor de R$ 600 funciona como uma garantia mínima e não como um teto.
Considere uma família com dois adultos e duas crianças, sendo uma delas menor de sete anos.
Inicialmente, o Benefício de Renda de Cidadania considera R$ 142 por cada um dos quatro integrantes.
O cálculo chega a R$ 568 e recebe a complementação necessária para atingir R$ 600.
Como existe uma criança dentro da faixa do Benefício Primeira Infância, são acrescentados outros R$ 150.
Nesse exemplo simplificado, o benefício poderia chegar a R$ 750.
Outros adicionais podem elevar ainda mais o pagamento quando existirem mais integrantes enquadrados nas regras.
É justamente essa diferença de composição familiar que ajuda a explicar por que a média nacional de agosto está em R$ 678,35.
Quem pode receber o Bolsa Família?
Para ingressar no programa, a principal regra de renda é ter renda mensal de até R$ 218 por pessoa da família.
Também é necessário estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, o CadÚnico.
Estar no Cadastro Único, porém, não significa entrada automática no Bolsa Família.
Os dados cadastrados são utilizados pelo Governo Federal para verificar quais famílias cumprem os critérios do programa e podem ser incluídas conforme as regras e procedimentos de concessão.
Por isso, é fundamental que as informações declaradas estejam corretas e atualizadas.
Cadastro Único precisa estar atualizado
Mudanças relevantes na situação da família devem ser informadas.
Isso inclui situações como:
- nascimento de uma criança;
- falecimento de integrante;
- mudança de endereço;
- entrada ou saída de uma pessoa da residência;
- alteração na renda familiar;
- troca de escola das crianças ou adolescentes, quando necessária a atualização cadastral.
O responsável familiar pode procurar o setor responsável pelo Cadastro Único no município ou um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) para verificar os procedimentos.
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Dados incorretos ou desatualizados podem gerar inconsistências na análise do benefício.
Bolsa Família também exige compromissos de saúde e educação
Além do critério de renda, as famílias atendidas pelo programa precisam observar as chamadas condicionalidades.
Elas são compromissos relacionados principalmente ao acompanhamento da saúde de crianças e gestantes e à frequência escolar.
Na área da saúde, entram medidas como acompanhamento pré-natal, atualização da vacinação e acompanhamento nutricional infantil.
Na educação, crianças e adolescentes precisam atender aos índices mínimos de frequência escolar previstos pelo programa.
O objetivo dessas exigências é integrar a transferência de renda ao acesso a serviços essenciais.
Como consultar se o Bolsa Família foi liberado?
Não é necessário ir até uma agência da Caixa apenas para saber se o dinheiro foi depositado.
Uma das formas mais simples é utilizar o aplicativo Bolsa Família, disponibilizado pela Caixa Econômica Federal.
Pelo aplicativo, o beneficiário consegue verificar informações como:
- situação do benefício;
- parcelas disponibilizadas;
- valor do pagamento;
- calendário do Bolsa Família.
Outra alternativa é o Caixa Tem, utilizado para movimentação dos valores depositados na conta social.
O beneficiário também pode consultar informações pelo Portal Cidadão da Caixa.
Dá para usar o Bolsa Família pelo Caixa Tem?
Sim. Os valores depositados podem ser movimentados digitalmente por meio do Caixa Tem quando disponibilizados na conta correspondente.
Entre as operações possíveis estão pagamentos de contas, transferências e Pix.
Isso significa que não é obrigatório sacar todo o benefício em dinheiro para utilizá-lo.
Quem prefere o saque também pode verificar as opções disponibilizadas pela Caixa conforme o tipo de conta e cartão do beneficiário.
Cuidado com mensagens sobre bloqueio do Bolsa Família

Com a proximidade das datas de pagamento, mensagens falsas sobre cancelamentos, pagamentos extras e supostas mudanças no calendário costumam circular pelas redes sociais e aplicativos de mensagens.
Em julho, por exemplo, o próprio MDS precisou esclarecer que era falsa uma informação segundo a qual famílias ficariam 17 dias com o Bolsa Família suspenso entre os pagamentos de julho e agosto.
O intervalo fazia parte apenas do funcionamento normal do calendário mensal.
O ministério também desmentiu em agosto informações de que o Bolsa Família seria interrompido após as eleições.
Por isso, mensagens que pedem pagamentos, senhas, códigos recebidos por SMS ou acesso a links desconhecidos devem ser tratadas com cautela.
As informações sobre calendário e regras devem ser conferidas diretamente nos canais oficiais do Governo Federal e da Caixa.
Onde tirar dúvidas sobre o benefício?
Para questões relacionadas às regras do Bolsa Família e ao Cadastro Único, o beneficiário pode procurar o atendimento do Disque Social 121, do MDS.
Já a Caixa mantém atendimento pelo número 111 para assuntos ligados a pagamentos e movimentação dos valores.
Também é possível procurar presencialmente o setor responsável pelo Cadastro Único no município quando a dúvida envolver informações familiares ou necessidade de atualização cadastral.
Quando termina o Bolsa Família de agosto?
O ciclo regular de pagamentos de agosto termina em 31 de agosto de 2026.
Até lá, faltam apenas os beneficiários de NIS final 9, que recebem em 28 de agosto, e NIS final 0, contemplados no dia 31.
Para quem recebeu anteriormente, a parcela já pode ser consultada pelos canais oficiais.
O principal cuidado é verificar a informação diretamente no aplicativo Bolsa Família ou no Caixa Tem, especialmente diante da circulação frequente de mensagens falsas sobre bloqueios, antecipações e supostos pagamentos extras.



