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Bolsa Família tem nova regra para quem conseguir emprego de carteira assinada

Novo Bolsa Família começa em março e traz regra inédita para quem conseguir trabalho com carteira assinada. Saiba qual é

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Mão masculina segurando o cartão do Bolsa Família

A partir de março, o Bolsa Família será o novo programa social de distribuição de renda do governo federal. Ele vai substituir o Auxílio Brasil, criado na gestão anterior de Jair Bolsonaro. Assim, terá novas regras em relação ao anterior, sendo que uma delas está ligada aos trabalhadores de carteira assinada. 

O novo benefício garante um pagamento mínimo de R$ 600 para todas as famílias. Além disso, elas podem receber repasses extras de acordo com os seus integrantes. Dessa forma, grupos familiares maiores, irão receber uma quantidade de dinheiro maior. 

Contudo, para ter acesso ao Bolsa Família, as pessoas cadastradas no CadÚnico precisam ter uma renda per capita máxima de R$ 218. Portanto, beneficiários que conseguem um trabalho de carteira assinada podem perder o auxílio porque a renda da familiar passa a ser maior do que o teto exigido. 

Como funcionará a nova regra?

Com esta alteração no programa social, as famílias cujos membros conseguiram um emprego de carteira assinada e tiveram um aumento de renda não perderão o benefício imediatamente. Agora, elas podem continuar no Bolsa Família por mais dois anos recebendo uma parte do benefício. 

Essa é a Regra de Proteção e foi criada para estimular o emprego com carteira assinada. Ela funciona da seguinte forma: caso a família tenha um aumento da renda per capita para até meio salário mínimo, ela pode continuar no programa por mais 24 meses, mas recebendo 50% do valor do auxílio. 

Entretanto, se o valor passar a ser mais alto do que meio salário mínimo por pessoa, a família sairá do programa. Contudo, seu cadastro vai continuar no CadÚnico.

Garantia de retorno

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Além disso, o Bolsa Família vai oferecer uma garantia de retorno para grupos familiares que saíram voluntariamente ou que tiveram um aumento de renda. De acordo com o ministro do Desenvolvimento Wellington Dias, esses grupos terão prioridade se precisarem reingressar no programa. 

Ele também disse que o novo benefício tem regras que agilizam a aprovação de inclusões no sistema quando as famílias cumprem os requisitos.  

Imagem: Joa Souza/shutterstock.com

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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