O Ministério da Educação (MEC) iniciou nesta semana os primeiros pagamentos do Pé-de-Meia Licenciaturas, programa de incentivo financeiro criado para apoiar estudantes de cursos presenciais de licenciatura e promover a formação de novos professores para a rede pública de ensino.
Pé-de-Meia Licenciaturas começa a pagar bolsas de R$ 1.050 — veja se você está na lista
Pagamentos do Pé-de-Meia Licenciaturas começam em maio. Bolsa de R$ 1.050 é destinada a estudantes em programas como Sisu e Prouni.
Os valores começaram a ser depositados na quarta-feira (7) para os beneficiários que já possuem conta no Banco do Brasil, enquanto os demais receberão por meio de poupança social digital.
Ao todo, 4.054 estudantes aprovados estão contemplados nesta primeira rodada, que envolve o pagamento acumulado de março e abril, somando R$ 7,22 milhões em investimentos públicos.
A bolsa mensal é de R$ 1.050, sendo R$ 700 para saque imediato e R$ 350 destinados à poupança. O saque integral do valor guardado só poderá ser feito após a conclusão do curso e ingresso na rede pública de ensino.
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Entenda o programa Pé-de-Meia Licenciaturas

O que é o Pé-de-Meia?
O Pé-de-Meia Licenciaturas é um dos braços do programa Mais Professores para o Brasil, lançado pelo MEC em janeiro de 2025. A iniciativa visa formar, valorizar e qualificar professores da educação básica, especialmente nas áreas com maior carência de profissionais, como matemática, química, física e biologia.
Com o Pé-de-Meia, o governo federal pretende estimular o ingresso e a permanência de alunos em cursos de licenciatura, oferecendo apoio financeiro mensal durante toda a formação acadêmica.
Quantas bolsas estão disponíveis?
Para o ano de 2025, o MEC disponibilizou até 12 mil bolsas, em um investimento total que poderá ultrapassar os R$ 150 milhões, considerando o ciclo completo de formação até o final do curso.
Quem já começou a receber
Primeiros contemplados
O primeiro lote de pagamentos, iniciado em 7 de maio, beneficia 1,2 mil estudantes correntistas do Banco do Brasil.
Já os 2,8 mil restantes, que ainda não possuem vínculo bancário, terão seus depósitos feitos por meio da poupança social digital, que será aberta automaticamente e precisa ser ativada via aplicativo do BB.
Como ativar a conta
Para ativar a poupança, o estudante deve:
- Baixar o aplicativo do Banco do Brasil;
- Selecionar a opção “Poupança Social”;
- Inserir o número do CPF;
- Atualizar os dados cadastrais;
- Enviar foto de um documento com foto e uma selfie.
Estudantes menores de idade deverão ativar a conta presencialmente, acompanhados de um responsável legal, munidos de documentos.
Pagamento retroativo
Se o cadastro do estudante ainda não estiver regularizado, ele ainda pode receber os valores de forma retroativa nas próximas folhas de pagamento. O MEC orienta que eventuais dúvidas sejam esclarecidas diretamente com o responsável institucional do programa em cada universidade ou faculdade participante.
Como funciona a divisão da bolsa
A bolsa mensal de R$ 1.050 é dividida da seguinte forma:
- R$ 700: valor liberado para saque imediato;
- R$ 350: valor depositado em poupança vinculada, com liberação condicionada à conclusão do curso e atuação na rede pública de ensino por pelo menos 5 anos após a formatura.
Essa estratégia visa estimular não apenas a formação de professores, mas também sua permanência na educação pública, combatendo a evasão e a rotatividade no setor.
Requisitos para participar
Critérios para receber a bolsa
De acordo com o edital nº 1/2025 da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), os estudantes devem cumprir os seguintes requisitos:
- Estar matriculado em curso presencial de licenciatura;
- Ter sido aprovado por meio de programas como Sisu, Prouni ou Fies;
- Ter obtido nota igual ou superior a 650 no Enem 2024;
- Ter feito o cadastro dentro do prazo estabelecido.
Valores e impacto financeiro
Investimento inicial
No acumulado de março e abril, o governo federal já desembolsou R$ 7,22 milhões para pagar os primeiros bolsistas. Com a expectativa de expansão das bolsas, o valor tende a crescer mensalmente à medida que mais estudantes regularizam sua situação.
Projeção de impacto
Se os 12 mil bolsistas previstos no edital forem mantidos ao longo do curso, o investimento federal pode ultrapassar os R$ 500 milhões até 2029, considerando reajustes inflacionários e manutenção das condições contratuais.
O papel da Capes e das instituições de ensino
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A execução do Pé-de-Meia Licenciaturas é coordenada pela Capes, que atua em parceria com as instituições de ensino superior de todo o país. As universidades são responsáveis por:
- Validar a documentação dos estudantes;
- Cadastrar os alunos no sistema da Capes;
- Acompanhar a frequência e o desempenho acadêmico dos bolsistas.
O aluno deve estar em situação regular com a instituição para continuar recebendo a bolsa mensalmente.
O programa Mais Professores para o Brasil
O Pé-de-Meia integra o programa Mais Professores para o Brasil, que reúne uma série de ações do MEC com o objetivo de melhorar a qualidade da formação docente e garantir professores qualificados em sala de aula.
Além da bolsa de incentivo, o programa prevê:
- Revisão curricular dos cursos de licenciatura;
- Formação continuada para profissionais da rede pública;
- Incentivos para atuação em áreas vulneráveis;
- Campanhas nacionais de valorização da carreira docente.
Dúvidas frequentes sobre o Pé-de-Meia Licenciaturas

E se o estudante trancar a matrícula?
O aluno que trancar o curso ou abandonar a licenciatura perderá o direito à bolsa. Os valores acumulados na poupança serão bloqueados e não poderão ser resgatados.
Pode acumular com outras bolsas?
Depende do programa. Bolsas como as do Prouni são compatíveis, mas o aluno não pode receber simultaneamente duas bolsas do mesmo tipo de incentivo para o mesmo curso.
E se não entrar na rede pública após a formatura?
Se o estudante não atuar na rede pública de educação básica por pelo menos 5 anos após a formatura, não poderá sacar o valor acumulado da poupança vinculada.
Considerações finais
O início dos pagamentos do Pé-de-Meia Licenciaturas marca uma importante etapa na política educacional brasileira voltada à valorização dos futuros professores.
Com mais de 4 mil beneficiários já contemplados e previsão de atingir 12 mil ainda em 2025, o programa oferece uma estrutura financeira sólida para que estudantes de licenciatura possam concluir sua formação com dignidade e perspectiva de futuro.
A aposta do governo federal no programa reflete a necessidade urgente de renovar os quadros do magistério público e garantir educação de qualidade para todos, especialmente nas regiões mais vulneráveis do país.
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