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Bolsa brasileira sobe mais de 1% e Dólar tem leve alta após dados econômicos dos EUA

Bolsa avança mais de 1% impulsionado por ações da Petrobras e Vale, enquanto dólar tem leve alta com reação a dados econômicos dos EUA.

Helena SerpaPor Helena Serpa3 min de leitura
Dividendos dow bolsa

A Bolsa de Valores brasileira abriu em alta nesta quinta-feira (7) e mantém trajetória positiva ao longo do dia, mesmo com o dólar comercial registrando leve oscilação para cima. O movimento ocorre em meio à divulgação de dados econômicos dos Estados Unidos, que reacenderam expectativas sobre cortes nos juros americanos, e à espera do balanço da Petrobras, previsto para depois do fechamento do mercado.

Às 12h43, o Ibovespa subia 1,33%, atingindo os 136.321 pontos, em sua quarta alta consecutiva. Já o dólar comercial era cotado a R$ 5,467, com alta tímida de 0,06%, após encerrar o dia anterior com queda de 0,78%, no menor valor em quase um mês.

Principais fatores

Homem de pé observando tela que mostra cotação de ações da Bolsa de Valores fechamento
Imagem: Alf Ribeiro / Shutterstock.com

A divulgação de indicadores econômicos nos Estados Unidos deu o tom ao mercado nesta manhã. O Departamento de Trabalho norte-americano informou que a produtividade da mão de obra cresceu 2,4% no segundo trimestre de 2025, enquanto os pedidos iniciais de seguro-desemprego subiram para 226 mil na semana encerrada em 2 de agosto.

Leia mais: Trabalhadores correm risco com tarifaço dos Estados Unidos; entenda

IndicadorResultadoExpectativaÚltimo dado
Produtividade (2º tri)+2,4%+2,2%+2,9%
Pedidos de seguro-desemprego226 mil220 mil217 mil
Índice DXY (dólar x outras moedas)98,34 pts98,22 pts

Dólar oscila

Apesar da alta marginal no pregão de hoje, o dólar segue pressionado pela combinação de dados fracos dos EUA e pela expectativa de corte de juros no país. O índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta de seis moedas, subiu apenas 0,11%, aos 98,34 pontos, reforçando a ideia de estabilidade global no câmbio.

O dólar turismo, utilizado por pessoas físicas, também opera com leve avanço, sendo vendido a R$ 5,680, com alta de 0,13%.

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O ex-presidente norte-americano Donald Trump anunciou ontem a imposição de uma tarifa extra de 25% sobre produtos da Índia, totalizando uma taxação de 50%. A medida tem como justificativa o fato de a Índia continuar importando petróleo da Rússia, o que, segundo Trump, financia a guerra na Ucrânia.

Impactos esperados sobre a economia brasileira

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Imagem: Freepik

No entanto, a médio e longo prazo, os efeitos podem ser mais severos. Economistas já estimam bilhões de reais em perdas no crescimento do PIB brasileiro, além da ameaça a milhares de empregos nos setores de:

  • Indústria de transformação
  • Agricultura de exportação
  • Mineração

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FAQ – Perguntas frequentes

O que motivou a alta da Bolsa hoje?
A valorização foi impulsionada pelos dados econômicos dos EUA, expectativa de corte de juros e pelo desempenho positivo das ações da Petrobras e Vale.

Por que o dólar está oscilando perto da estabilidade?
O mercado cambial reflete o cenário internacional e a expectativa de mudança na política monetária dos EUA, com aumento na busca por ativos de risco.

As novas tarifas dos EUA afetam o Brasil?
Sim, principalmente a longo prazo. O aumento do protecionismo pode prejudicar setores exportadores e desacelerar o crescimento econômico brasileiro.

O que esperar do balanço da Petrobras?
Espera-se lucro líquido entre R$ 20,1 bilhões e R$ 22,4 bilhões, com destaque para a produção acima do esperado e possível distribuição de dividendos.

Considerações finais

Diante de tantos fatores em jogo, o cenário permanece volátil. No entanto, o dia de hoje revela que, mesmo em um ambiente desafiador, o mercado brasileiro ainda encontra espaço para valorização — desde que haja fundamentos positivos e perspectivas realistas de crescimento.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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