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Bolsonaristas choram, em meio às orações, durante retirada das barracas em quartel do Exército, em Belo Horizonte

Depois do resultado das eleições, bolsonaristas se espalharam em acampamento em diversas avenidas do país. Em BH, houve ação municipal

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Imagem de acampamento bolsonarista

Bolsonaristas choram e rezam enquanto equipe da Guarda Municipal de Belo Horizonte desmonta o acampamento em frente a 4º Região Militar do Exército na Avenida Raja Gabaglia, localizada na região centro-sul da capital mineira. 

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) deu a ordem e a Guarda Municipal executou hoje (6). Na hora em que a equipe de remoção chegou, cerca de 100 pessoas estavam no local. Apesar de grande parte ter ido embora, algumas pessoas ainda ficaram no local. 

O acampamento foi montado logo após as eleições presidenciais de 2022. O grupo de apoiadores do ex-presidente, Jair Bolsonaro (2019-2022), questiona os resultados da votação e pede por uma intervenção das Forças Armadas. 

Bolsonaristas choram enquanto barracas são retiradas

O acampamento estava montado desde o dia 31 de outubro do ano passado. Havia barracas e gradis espalhados pelas calçadas e pela rua. Além disso, o local contava com estruturas de banheiro químico.

Hoje, a PBH ordenou que o espaço fosse desocupado, o que foi feito pela Guarda Municipal. Entretanto, os manifestantes que ficaram no local para acompanhar a ação acabaram por hostilizar a equipe de trabalho. 

Pessoas do local ameaçaram e ofenderam os profissionais da Guarda Municipal. Enquanto alguns xingavam, outros bolsonaristas choravam e outros estavam ajoelhados no chão orando. 

Durante a desocupação a equipe retirou barracas, banheiros químicos e um sofá que estava no local. Contudo, os manifestantes ainda tentaram impedir o trabalho. Eles bloquearam a avenida e não deixaram que o caminhão que carregava os objetos passasse, mas não lograram sucesso. 

Motivo da desocupação

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A questão da desocupação dos acampamentos bolsonaristas surgiu com a posse do Lula. Entretanto, a ordem de liberar a frente da 4º Região Militar do Exército só chegou depois que manifestantes agrediram um fotógrafo.

O profissional do jornal “Hoje em dia” foi perseguido, arrastado pela rua, sofreu socos e pauladas, teve a câmera roubada e suas lentes foram destruídas na tarde de ontem (5). 

Imagem: Angela_Macario / Shutterstock

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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