Publicada nesta sexta-feira (30), uma portaria publicada no Diário Oficial da União permitiu o presidente comunista, Nicolás Maduro, para a posse de Lula, que acontecerá no dia 1º de janeiro.
Bolsonaro permite visita de presidente comunista para posse de Lula
Em cima da hora, Bolsonaro revogou Portaria de 2019 e autorizou a presença de um presidente comunista para a posse de Lula. Veja mais!
Isso foi possível com a revogação de uma portaria de 19 de agosto de 2019, que impedia a entrada de altas autoridades da Venezuela em território brasileiro.
Esta portaria foi assinada na época por Antonio Ramirez Lorenzo, ministro substituto da Justiça e Segurança Pública. Ela foi editada pelos então ministros, Sérgio Moro (Ministério da Justiça) e Ernesto Araújo (Ministério das Relações Exteriores).
Porém, a revogação não garante que Maduro estará presente na posse de Lula. O responsável pelo cerimonial da equipe do presidente eleito, o embaixador Fernando Igreja, já afirmou que ainda não há uma resposta oficial do convite para à cerimônia.
Sendo assim, não há nada de concreto sobre a vinda do representante venezuelano. Além disso, esta autorização de última hora pode dificultar um plano de segurança concreto para a vinda de Maduro e sua delegação ao país.
Maduro para a posse de Lula, o que pode significar?
Lembrando que o governo Bolsonaro nunca reconheceu o regime de Maduro na Venezuela e cortou total relação com o ditador. O atual presidente brasileiro reconheceu Juan Guaidó, líder da oposição venezuelana, como o chefe de Estado legítimo do país.
Porém, com a eleição de Luís Inácio Lula da Silva (PT), a relação do Brasil e a Venezuela tende a mudar. O futuro chanceler, Mauro Vieira, já afirmou em entrevista que haverá retorno das relações com o regime de Maduro.
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Para Lula, a presença de Maduro em sua posse significaria muito, já que a intenção do futuro presidente era a presença de toda a América do Sul na cerimônia.
Isso simbolizaria a retomada da integração do Brasil com todos os países do subcontinente. De acordo com o portal Uol, haverá 60 delegações na cerimônia em Brasília (DF), no dia 1º de janeiro.
Imagem: All themes | shutterstock
