O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL), pode responder por lavagem de dinheiro após o político ter sido acusado de não ter informado para a Receita Federal o recebimento de joias que entraram de forma irregular no país.
Bolsonaro pode responder por lavagem de dinheiro; entenda tudo
O ex-presidente Jair Bolsonaro pode ser processado por lavagem de dinheiro; veja em detalhes e entenda tudo.
Nesse sentido, os itens em questão teriam sido dados por chefes de estado da Arábia Saudita para o então presidente como presentes. No entanto, por eles não terem sido declarados para a Receita, agora o ex-chefe do Executivo é investigado pelas entidades responsáveis.
Com isso, segundo informações divulgadas pela agência de notícias Reuters, Bolsonaro pode ter de responder por lavagem de dinheiro, peculato e delitos tributários.
Investigações
Nesse sentido, com o caso sendo um dos mais repercutidos do cenário nacional, diversas instituições já vieram a público declarar que vão investigar a entrada ilegal de joias no país. Dentre estas, podemos listar:
- Polícia Federal;
- Ministério Público Federal;
- Receita Federal;
- Controladoria-Geral da União;
- Tribunal de Contas da União (TCU).
Bolsonaro nega irregularidades
Após o caso ter sido noticiado pelo Estadão, o político se pronunciou e negou ter cometido qualquer irregularidade. Ademais, por ter tido o seu nome envolvido, ele contratou o advogado Frederick Wassef para defendê-lo.
Além disso, a defesa do ex-presidente também se pronunciou através de nota divulgada para toda a imprensa. O jurista responsável alega que Bolsonaro recebeu presentes em caráter pessoal durante as suas viagens, negando que haja qualquer irregularidade na posse destas joias.
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Wassef ainda defende que, da forma como os produtos foram entregues, eles podiam ser adicionados ao acervo pessoal do presidente. Assim, não haveria a necessidade de serem entregues à União como propriedade do país.
Também, vale destacar que, nos últimos dias, Jair Bolsonaro reafirmou que retornará para o Brasil em março deste ano. Sobre isso, a ideia é se posicionar contra o governo Lula e liderar a oposição da direita.
Por fim, em seus últimos pronunciamentos ele também citou os atos golpistas de 8 de janeiro, quando manifestantes bolsonaristas invadiram a sede dos três poderes. Nesse sentido, negou ter tido qualquer relação com o caso, alegando que sequer estava no Brasil no momento em que as ações aconteceram.
Imagem: ettore chiereguini / shutterstock.com
