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Mais uma: Bolsonaro quer que Receita Federal perdoe dívidas de R$ 144 milhões de igreja evangélica

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Presidente quer que Receita Federal perdoe dívidas de R$ 144 milhões de igreja evangélica. O presidente Jair Bolsonaro fez uma reunião, na última segunda-feira, no Palácio do Planalto com o deputado federal David Soares (DEM-SP), que é filho do missionário R.R. Soares, e com o secretário especial da Receita Federal, José Barroso.

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Nesse encontro, segundo o Estadão/Broadcast, a portas fechadas, o presidente cobrou que haja uma solução para dívidas tributárias que as igrejas possuem com o Fisco.

Bolsonaro, portanto, já ordenou à equipe econômica “resolver o assunto”, mas a queda de braço continua por resistência do órgão.

Caso houvesse um perdão das dívidas, traria prejuízo às contas públicas. A Igreja Internacional da Graça de Deus, fundada por R. R. Soares, que o presidente já se encontrou diversas vezes, acumula R$ 144 milhões em débitos inscritos na Dívida Ativa da União, terceira maior dívida numa lista de devedores que somam passivo de R$ 1,6 bilhão.

Além disso, a mesma igreja tem outros dois processos em curso no carf, tribunal administrativo da Receita, que envolvem autuações de R$ 44 milhões em valores históricos, segundo apurou o Estadão/Broadcast.

A ordem de Bolsonaro foi recebida na área econômica como mais uma tentativa de interferência em assuntos internos de um órgão para atender ao seu eleitorado. Semana passada, Sério Moro deixou o governo justamente por isso, acusando o presidente de exigir relatórios de investigações sigilosas da Polícia Federal. O Ministério Público Federal abriu inquérito para apurar uma ordem de Bolsonaro para revogar portarias do Exército.

Já houveram tentativas de interferir na Receita que resultaram em crises políticas. Foi o caso do governo Luiz Inácio Lula da Silva, que a então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff foi acusada pela secretária do órgão Lina Vieira de pedir para aliviar uma investigação que envolvia a família Sarney.

Esta não foi a primeira vez

Esta não é a primeira vez que o presidente tenta impor à Receita a revisão das multas das igrejas. O ex-secretário da Receita Marcos Cintra disse a interlocutores que por não ceder a essa ordem, ele deixou o cargo.

Por fim, o deputado David Soares preferiu não se manifestar sobre a reunião com o presidente. “Isso aí é uma reunião com o presidente, eu não tenho nada a declarar”, disse. Já a Igreja Internacional da Graça de Deus não retornou até agora. O Planalto não respondeu às perguntas enviadas à Secretaria de Comunicação. A Receita disse que não se manifestaria.

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Fonte: Estadão.

Imagem: Marcelo Chello/Shutterstock.

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