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Bolsonaro será chamado para depor: governo estuda acordo com EUA

O ex-presidente Bolsonaro será chamado para depor sobre caso das joias sauditas. Entenda como o governo pretende conseguir a declaração.

Liliana LuísaPor Liliana Luísa2 min de leitura
Bolsonaro com caneta e celular na mão, ao lado de Michelle Bolsonaro

Desde dezembro de 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro se encontra na Flórida, nos Estados Unidos. Além de não ter participado da solenidade da entrega da faixa, o político permanece usando todas as possibilidades para estender sua estadia em solo norte-americano.

Recentemente, investigações levaram à descoberta de tentativas ilegais de membros do governo, a pedido de Bolsonaro, de entrar com joias vindas da Arábia Saudita em território brasileiro. Segundo avaliação da Receita Federal, elas valeriam em torno de R$ 15 milhões.

A partir desta informação, a Polícia Federal conseguiu confirmar sobre a existência de uma segunda caixa de joias. No entanto, esta chegou às mãos do ex-presidente. Dessa forma, é necessário que ele preste um depoimento sobre o caso e, para tanto, o governo brasileiro estuda um acordo com os EUA.

Governo Bolsonaro demitiu funcionário que apreendeu joias

Em outubro de 2021, a Receita Federal apreendeu uma caixa de joias trazida da Arábia Saudita, em posse de um assessor de Bento Albuquerque, o ex-ministro de Minas e Energia. O órgão determinou que, para a liberação, era necessário declarar o bem e pagar 50% do valor em imposto.

Menos de dois meses depois, ocorreu a demissão de José Barroso Tostes Neto, funcionário da Receita Federal que realizou a apreensão. Para substitui-lo, nomearam Julio Cesar Vieira Gomes para o cargo. Assim que tomou posse, Julio pressionou a Superintendência de São Paulo para liberar o pacote, mas não obteve sucesso.

Investigação sobre caixas de joias pode chegar aos EUA

Apesar de não conseguir a liberação da primeira caixa de joias, a Polícia Federal identificou a entrega de uma segunda caixa ao ex-presidente Bolsonaro. Nesta, haveria uma caneta, um par de abotoaduras, um anel e um tipo de rosário – todos da marca Chopard.

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De acordo com a análise de documentos, estes itens foram transferidos para o acervo pessoal de Bolsonaro, o que não é permitido por lei.

Por todas as questões referentes ao caso, neste momento, o Ministério Público Federal pretende formalizar uma solicitação de cooperação internacional com os Estados Unidos. Com isto, mesmo estando na Flórida, Bolsonaro precisaria comparecer às autoridades americanas e prestar depoimento oficial.

Imagem: Salty View / Shutterstock.com

Liliana Luísa

Autor

Liliana Luísa

Formada em Letras, Liliana é uma profissional com 10 anos de experiência no mercado de trabalho, atuando como revisora e redatora.

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