Nesta terça-feira (23), o Banco Central (BC) anunciou uma nova medida que impactará as instituições financeiras e demais empresas autorizadas a operar sob sua regulamentação.
A partir de 1º de novembro de 2023, essas entidades serão obrigadas a compartilhar dados e informações relacionadas a fraudes ocorridas no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e no Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Entenda melhor!
O que motivou essa decisão do Banco Central?
A decisão foi motivada pela necessidade de ampliar a prevenção de fraudes no sistema financeiro e pela redução da assimetria de informações entre as instituições.
Essa obrigatoriedade de compartilhamento de informações faz parte de um regulamento aprovado pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Ao compartilharem dados e informações sobre fraudes, as entidades financeiras poderão subsidiar seus procedimentos e controles internos, aprimorando suas práticas de prevenção e segurança do sistema como um todo.
Além disso, a medida visa reduzir a assimetria de informação existente, ou seja, garantir que todas as instituições reguladas tenham acesso aos mesmos dados relevantes.
Isso contribuirá para uma visão mais abrangente das práticas fraudulentas, facilitando a identificação de padrões de comportamentos suspeitos e adoção de medidas preventivas mais eficazes.
Sigilo das informações
É importante ressaltar que o BC e o CMN estão comprometidos em garantir a segurança e o sigilo das informações compartilhadas. Dessa forma, as informações serão submetidas a procedimentos para proteger os dados e evitar o acesso indevido.
A intenção é criar um ambiente confiável, no qual as instituições financeiras podem colaborar de forma segura, fortalecendo a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional.
Com a implementação dessa norma, o Banco Central reafirma seu papel como órgão regulador e fiscalizador, buscando constantemente aprimorar a eficiência do sistema financeiro.
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