Brasília está sob forte tensão. Faltando uma semana para a posse do novo presidente eleito, Lula (PT), a cidade teve que lidar com duas denúncias de atentados à bomba. A seguir, entenda o caso das bombas em Brasília.
Bombas em Brasília: tudo que se sabe sobre as tentativas de atentado
A capital brasileira está sob tensão após mais tentativas de atentado, dessa vez com bombas. A Polícia Civil já prendeu um suspeito.
A primeira denúncia foi na sexta-feira (23). De acordo com a polícia, a organização foi informada de que o passageiro de um ônibus estaria com uma bomba. Assim, os oficiais da Polícia Militar do Distrito Federal interceptaram o veículo.
O suspeito foi preso, e a sua mochila foi levada para longe dos veículos. Entretanto, não havia nenhum explosivo dentro da bolsa e o rapaz foi liberado em seguida.
Bombas em Brasília, dessa vez no aeroporto
Já no dia 24 de dezembro, sábado, um motorista de caminhão-tanque estava perto do aeroporto de Brasília quando percebeu uma caixa suspeita no veículo. Por isso, chamou a polícia.
Nesse caso, o artefato era uma emulsão explosiva, usada em mineração, ligada a um timer. O grupo antibombas da Polícia Militar desarmou a bomba antes da detonação. Depois de 10 horas do acontecido, a Polícia Civil do DF prendeu o primeiro suspeito.
George Washington de Oliveira Souza tem 54 anos e é comerciante. No início de novembro, deixou sua cidade no Pará e veio se reunir com os manifestantes a favor do atual presidente. Os bolsonaristas estão acampados na frente do Quartel General do Exército Brasileiro.
Ele alugou um apartamento em Brasília, onde a polícia encontrou um arsenal de armas de fogo e mais emulsões explosivas. De acordo com o suspeito, ele estava armado pois pretendia lutar contra a instauração do comunismo no Brasil.
Foram encontrados em posse de George Souza:
- Dois revólveres;
- Duas espingardas;
- Três pistolas;
- Cinco emulsões explosivas;
- Munições e uniformes camuflados.
Além disso, o suspeito das bombas em Brasília disse, em depoimento, que a ideia era atacar o aeroporto e uma subestação de energia elétrica. Dessa forma, ele acreditava que seria declarado estado de sítio e as Forças Armadas iriam começar uma intervenção.
Nesse sentido, a Polícia Civil investiga também a participação de outras pessoas nesses atos. Isso porque Souza afirma que uma pessoa chamada Alan foi responsável por colocar a bomba no caminhão-tanque.
Prisão preventiva decretada
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A Justiça do DF decretou prisão preventiva de George Souza, posto que ele está sendo acusado de crime contra o Estado Democrático, e porte ilegal de armas de fogo. Apesar de ter o registro para as armas, ele não tinha a autorização para transitar com elas entre estados.
Varredura da polícia
Na manhã dessa segunda-feira (26), a Polícia Militar fez uma varredura em busca de bombas no hotel, na capital brasileira, onde o presidente eleito Lula está hospedado.
De acordo com oficiais que estavam no local, depois dos possíveis atentados com bombas em Brasília, a polícia monitora vários locais vulneráveis. Por exemplo, o Gabinete de Transição, órgãos da administração federal e o acampamento em frente ao QG do Exército.
Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil
