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BPC e seguro-desemprego podem passar por revisão; saiba mais

Tebet afirmou que benefícios como BPC, seguro-desemprego, abono salarial e aposentadoria de militares devem passar por revisão. Confira

No cenário econômico atual, onde a eficiência na gestão dos gastos públicos se torna cada vez mais relevante, a ministra Simone Tebet, responsável pelo Planejamento, trouxe à tona a necessidade de revisão de despesas importantes como o seguro-desemprego, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o abono salarial e a previdência dos militares. 

Assim, em meio a debates intensos sobre cortes de despesas no governo, essa discussão se mostra urgente. Durante uma audiência recente da Comissão Mista de Orçamento do Congresso, Tebet esclareceu que, embora nenhum plano definitivo tenha sido estabelecido ainda, a necessidade de avaliar os gastos atuais é incontestável. Veja mais detalhes!

Revisão nos benefícios

Simone Tebet também abordou a questão dos benefícios vinculados ao salário mínimo, cuja permanência, segundo projeções, representaria um custo de mais de R$ 1,3 trilhão na próxima década. Todavia, a ministra argumenta que deve-se analisar caso a caso para realizar possíveis mudanças.

Dessa forma, a ministra defende que é fundamental olhar com atenção para as aposentadorias antes de implementar quaisquer mudanças. A sua abordagem sugere cautela, particularmente com a previdência dos militares, um ponto que, segundo ela, precisa de reformulações significativas dada a sua situação de desequilíbrio, evidenciada em recentes auditorias do TCU. 

Tebet enfatiza que mexer na valorização das aposentadorias sem consideração adequada pode acabar prejudicando, inadvertidamente, os mais necessitados.

Mão segurando notas de dinheiro de benefícios do governo pagamento
Imagem: Alison Nunes Calazans / Shutterstock.com

Discussão sobre o orçamento

Além das aposentadorias e benefícios, Tebet destacou a necessidade de discussão sobre o orçamento destinado à educação e à saúde. Assim, propõe-se uma avaliação de como os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) estão sendo empregados nos estados e municípios. 

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A ministra questionou, “É justo que 70% vá para professores? É, mas estamos cobrando qualidade, curso de qualificação?” Assim, essa reflexão aponta para uma busca por mais eficácia e qualidade no gasto público. Por fim, a revisão proposta por Tebet não visa apenas cortar custos, mas sim modernizar o orçamento para melhor atingir as metas fiscais do país.

Imagem: Alison Nunes Calazans / Shutterstock.com