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Bradesco é acusado de discriminar clientes no acesso a salas VIP

O Bradesco foi acusado de discriminar clientes no acesso a salas VIP; entenda em detalhes o caso.

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
Imagem com a palavra VIP Room e um símbolo de proibição do Bradesco

O Bradesco, considerado um dos maiores bancos do Brasil, foi acusado de ter discriminado clientes no acesso às salas VIP Bradesco Cartões Lounge, ao impedir a entrada de tripulantes uniformizados.

A reclamação foi feita ao Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), que notificou oficialmente o banco sobre os empecilhos enfrentados para acessar o espaço, destinado exclusivamente para clientes VIP da instituição bancária.

O que aconteceu?

Segundo as informações divulgadas pelo sindicato, diversos tripulantes afirmaram que teriam sido barrados ao tentar entrar nessas salas, mesmo portando os cartões de embarque e cumprindo os requisitos do Bradesco para adentrar ao local.

De acordo com os tripulantes, eles não puderam entrar nas áreas VIP estando trajados com os seus uniformes, o que configura discriminação à categoria na visão da SNA. 

Mudanças nas regras do Bradesco

Ainda de acordo com o documento emitido pela SNA ao Bradesco, o que teria incomodado os tripulantes é que essa interdição teria ocorrido apenas recentemente.

Segundo os trabalhadores, anteriormente eles tinham pleno acesso às salas VIPs. No entanto, isso mudou devido a uma alteração da política de uso do programa, destacando que funcionários que estejam em “standby” não teriam mais direito a acessar o espaço especial.

Sindicato pede posição do Bradesco

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Após a repercussão do caso, o sindicato destacou que a empresa deve se pronunciar e explicar a discriminação, explicitando que, ao serem barrados, os tripulantes não estavam embarcando como profissionais, mas sim como passageiros normais.

Ainda no recado dado a imprensa, o Sindicato Nacional dos Aeronautas pediu que o Bradesco revise a sua política interna, deixando que os trabalhadores entrem na área, mesmo que trajando os uniformes de suas companhias aéreas caso cumpram com todos os critérios exigidos.

Segundo o documento enviado para o Bradesco, no dia 17 de março, o prazo de uma resposta é de dez dias úteis.

Imagem: Castleski / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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