O governo brasileiro deu um passo estratégico para fortalecer a integridade do esporte ao anunciar sua adesão à Convenção de Macolin, tratado internacional voltado ao combate à manipulação de resultados esportivos. A decisão foi comunicada ao Conselho da Europa e contou com aprovação conjunta dos Ministérios do Esporte, da Fazenda e da Justiça e Segurança Pública.
Brasil se une a esforço mundial contra corrupção em resultados nos esportes
Brasil adere à Convenção de Macolin para combater manipulação de resultados em esportes e reforçar confiança no setor de apostas.
Com o avanço das apostas esportivas no país, o governo busca alinhar-se às melhores práticas internacionais e ampliar mecanismos de fiscalização e cooperação global.
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O que é a Convenção de Macolin?

Criada pelo Conselho da Europa, a Convenção de Macolin entrou em vigor em 2019 e já foi ratificada por países como França, Portugal, Itália e Noruega. O tratado estabelece diretrizes para que governos, entidades esportivas, operadores de apostas e órgãos reguladores atuem de forma integrada no combate à manipulação de competições.
O acordo também incentiva a cooperação internacional e a troca de informações de inteligência, aspecto essencial diante da natureza transnacional do crime de fraude esportiva.
Expansão das apostas em esportes no Brasil
Desde a aprovação da Lei nº 13.756/2018, que legalizou as apostas de quota fixa, o setor vive uma rápida expansão. O futebol, principal paixão nacional, lidera o volume de apostas, impulsionando um mercado que movimenta bilhões de reais.
Além da arrecadação de receitas para o Estado, as apostas fomentam patrocínios esportivos, atraem investidores internacionais e estimulam o crescimento da economia digital.
No entanto, os desafios permanecem:
- combate ao mercado ilegal,
- prevenção de crimes como lavagem de dinheiro,
- proteção ao consumidor,
- regulamentação uniforme entre estados,
- criação de sistemas de monitoramento eficazes.
Governo promete fiscalização rigorosa
O ministro do Esporte, André Fufuca, destacou que a medida reafirma o compromisso do governo em proteger torcedores e garantir um ambiente confiável:
“O compromisso do governo Lula é assegurar que os brasileiros se sintam protegidos e confiem no nosso sistema de fiscalização das apostas esportivas. Trabalhamos incansavelmente para combater a manipulação de resultados e garantir a integridade das disputas esportivas”, afirmou.
A fala reforça a prioridade em blindar o mercado nacional contra operadores ilegais e práticas fraudulentas que possam afetar a credibilidade das competições.
Cooperação internacional e tecnologia
Para o secretário nacional de Apostas Esportivas, Giovanni Rocco, a adesão à convenção fortalece a capacidade de enfrentamento do Brasil contra crimes complexos:
“A adesão do Brasil à Convenção de Macolin é estratégica porque o crime de manipulação de resultados é transnacional. Essa integração com a Europa vai nos permitir adotar medidas muito mais eficazes no combate ao crime de manipulação de resultados, que é complexo e transnacional”, destacou.
Rocco também ressaltou que o país terá acesso a tecnologias de monitoramento avançadas e bancos de dados internacionais, o que possibilita identificar padrões suspeitos e prevenir fraudes em tempo real.
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Impactos esperados no esporte brasileiro
A entrada do Brasil na Convenção de Macolin pode gerar transformações importantes:
- Maior confiança dos torcedores nas competições;
- Segurança para atletas e clubes, evitando prejuízos causados por manipulação;
- Ambiente regulatório mais sólido, que atrai investidores sérios;
- Reforço na arrecadação, já que combate operadores ilegais e fortalece o mercado formal.
A longo prazo, a expectativa é que o país se torne referência regional no setor de apostas esportivas regulamentadas, equilibrando oportunidades de negócios com responsabilidade social.
Desafios que ainda precisam ser superados

Apesar do avanço, especialistas alertam para pontos de atenção:
- necessidade de educação dos apostadores sobre jogo responsável;
- fiscalização contínua para impedir a entrada de casas de apostas sem licença;
- coordenação entre União, estados e municípios na aplicação da lei;
- treinamento de equipes especializadas em detectar fraudes.
O sucesso do projeto dependerá da capacidade do Brasil em articular parcerias internacionais e aplicar, de forma efetiva, as medidas previstas no acordo.
