Lula viajou para Buenos Aires neste domingo (22), acompanhado de uma comitiva presidencial formada por ministros. Além do financiamento do gasoduto pelo BNDES, outro assunto comentado foi o estudo de uma moeda comum entre Brasil e Argentina, para diminuir a dependência dos países do dólar norte-americano.
Financiamento aconteceria “dentro das possibilidades econômicas“
De acordo com o presidente Lula, o financiamento do gasoduto na Argentina por meio do BNDES aconteceria “dentro das possibilidades econômicas”.
Embora não tenha detalhado o processo de financiamento com o BNDES, Lula citou uma possível construção de um gasoduto na Vaca Muerta, a segunda maior reserva de gás de xisto do mundo e a quarta de petróleo não convencional. A reserva fica localizada na Patagônia, na província de Neuquén.
“Tenho certeza de que os empresários brasileiros têm interesse no gasoduto. Certamente, os empresários brasileiros têm interesse nos fertilizantes que a Argentina tem. Tenho certeza de que os empresários brasileiros têm interesse no conhecimento científico e tecnológico da Argentina”, disse o presidente.
De acordo com Lula, se os empresários e o governo estão interessados e o Brasil possui um banco de desenvolvimento, o BNDES, o país deve criar condições para um financiamento do gasoduto argentino.
O presidente ainda reiterou as críticas ao governo anterior, que não buscava recursos para financiar obras em países da América do Sul. De acordo com Lula, o presidente sentia “orgulho” na época em que o BNDES possuía mais recursos do que o Banco Mundial.
Lula viajou para Argentina
O presidente Lula viajou para Buenos Aires, na Argentina, neste domingo (22). O petista se encontrou com o presidente do país argentino, Alberto Fernández. De acordo com Lula, a intenção é “reestabelecer uma relação de paz e de crescimento para retomar as relações Brasil e Argentina”.
Os chefes se reuniram na Casa Rosada e assinaram uma Declaração Conjunta, na qual “compartilharam a intenção de criar, no longo prazo, uma moeda de circulação sul-americana, com vistas a potencializar o comércio e a integração produtiva regional e aumentar a resiliência a choques internacionais”.
Imagem: Reprodução/Twitter @LulaOficial