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Brasil pode crescer 4% ao ano com crescimento sustentável, diz Ministério da Fazenda

Secretário da Fazenda prevê crescimento sustentável de 4% ao ano para o Brasil, com emprego recorde, justiça tributária e qualificação jovem.

Talita FerreiraPor Talita Ferreira4 min de leitura
Salário mínimo

O Brasil vive um momento econômico positivo, marcado por crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), aumento do emprego formal e elevação da massa salarial.

Segundo Guilherme Mello, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, o potencial de crescimento do país pode chegar a 4% ao ano nos próximos anos.

O cenário reflete uma mudança na estratégia econômica adotada pelo governo federal, que alia ajuste fiscal com expansão do mercado de trabalho e políticas sociais.

Economia em alta e emprego formal em níveis recordes

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Imagem: Freepik

O Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou mais de 48 milhões de vagas formais no final de maio, um recorde histórico para o Brasil. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou a menor taxa de desemprego da série histórica, de 6,6%, entre fevereiro e abril de 2025.

Além disso, a massa salarial da população ocupada atingiu aproximadamente R$ 350 bilhões no mesmo período, resultado da estabilidade do emprego e da melhoria na qualidade das vagas com carteira assinada, tanto no setor público quanto no privado.

O PIB brasileiro cresceu 1,4% entre janeiro e março de 2025, somando R$ 3 trilhões no trimestre e acumulando 3,5% em 12 meses — a segunda maior taxa de crescimento global.

Reversão de políticas e crescimento sustentável

Para Guilherme Mello, a atual fase de crescimento não é resultado de medidas pontuais ou “voo de galinha”. O economista explica que o país rompeu com a lógica dos últimos anos, marcada por ajustes fiscais que geravam recessão, corte de direitos e aumento do desemprego.

A atual estratégia combina:

  • Crescimento econômico constante
  • Recorde histórico de empregos formais
  • Aumento da massa salarial
  • Expansão do crédito responsável
  • Ajuste fiscal gradual e sustentável

Mello destaca que, apesar das dúvidas do mercado financeiro e parte da mídia, o país já está operando próximo ao seu potencial econômico, permitindo taxas de crescimento anuais entre 2,5% e 3% sem desequilíbrios macroeconômicos.

Educação e qualificação para o mercado do futuro

calendário escolar
Imagem: Element5 Digital/ Unsplash

Um dos desafios centrais apontados pelo secretário é preparar os jovens para o mercado de trabalho em transformação acelerada pela tecnologia e inteligência artificial. Para isso, o governo federal tem priorizado:

  • Investimentos em ensino técnico e profissionalizante
  • Programas como o Pé de Meia, que busca combater a evasão escolar no ensino médio
  • Condicionantes para estados investirem em educação profissional na renegociação da dívida pública

Essas ações visam garantir que a mão de obra jovem esteja apta para atender às demandas emergentes da economia, reduzindo o número dos chamados “nem-nem” — jovens que nem estudam nem trabalham — que atingiram níveis mínimos históricos.

Reforma tributária e justiça social

O secretário também enfatiza a necessidade de promover justiça tributária para sustentar o crescimento econômico e reduzir desigualdades. As medidas propostas e em discussão no Congresso Nacional incluem:

  • Isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais
  • Redução da alíquota para rendas de até R$ 7 mil mensais
  • Cobrança do imposto mínimo para quem recebe mais de R$ 50 mil por mês
  • Revisão de benefícios fiscais que, segundo dados da Receita Federal, podem ultrapassar R$ 800 bilhões anuais

Segundo Mello, é necessário que os mais ricos contribuam de forma justa, comparável à carga tributária efetiva de trabalhadores como professores, policiais e enfermeiros.

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Resultados sociais e perspectivas futuras

Foto: Andrey_Popov/ shutterstock

O Brasil registra hoje:

  • Menor taxa de pobreza e miséria da história
  • Redução significativa da desigualdade social, medida pelo índice de Gini
  • Melhora no mercado de trabalho com aumento da formalização e salários reais

A expectativa do Ministério da Fazenda é que o país deixe o mapa da fome da Organização das Nações Unidas (ONU) novamente entre 2025 e 2026.

Mello reforça que, apesar das boas notícias, a percepção pública nem sempre acompanha os dados positivos, devido à polarização política e à disputa de narrativas nas redes sociais e na imprensa.

Principais desafios e próximos passos

Para manter o ritmo de crescimento sustentável e inclusivo, o governo foca em:

  • Implementação das reformas tributárias propostas
  • Investimento contínuo em qualificação profissional
  • Políticas para transição ecológica e inovação industrial, como o programa Nova Indústria Brasil
  • Redução dos benefícios fiscais que distorcem a arrecadação
  • Fortalecimento da arrecadação sem sacrificar direitos sociais

Imagem: AuraFinance/Pixabay

Talita Ferreira

Autor

Talita Ferreira

Talita Ferreira é redatora no portal Seu Crédito Digital, onde aplica seu rigor acadêmico e experiência em linguagem para tornar conteúdos econômicos, sociais e informativos mais claros e acessíveis. Doutoranda e Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), possui também pós-graduação em Revisão Textual e em Educação, Gêneros e Sexualidade pela UniVitória. É graduada em Letras pela UFJF e tem sólida atuação em revisão, produção de conteúdo e pesquisa em linguagem.

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