O Brasil aprovou uma proibição nacional contra a produção e a comercialização de alimentos obtidos por meio da alimentação forçada de animais. A medida atinge diretamente o foie gras, iguaria feita com o fígado aumentado de patos ou gansos submetidos a uma técnica conhecida como gavage.
Foie gras passa a ser proibido no Brasil; entenda o que muda
Nova lei proíbe produzir e vender foie gras feito com alimentação forçada no Brasil. Veja quando começa a valer e quais são as punições.
A mudança foi estabelecida pela Lei nº 15.475, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 23 de julho de 2026 e publicada no Diário Oficial da União no dia seguinte. Embora a sanção já tenha ocorrido, a proibição não começa imediatamente: a norma entra em vigor 180 dias após a publicação oficial.
Quando a regra passar a valer, empresas, produtores, restaurantes e comerciantes não poderão fabricar nem vender, em território brasileiro, alimentos produzidos pela introdução forçada de comida ou suplementos no organismo dos animais.
A nova legislação não se limita ao foie gras. Seu texto alcança qualquer produto alimentício obtido por métodos que obriguem o animal a ingerir mais do que consumiria naturalmente.
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O que a nova lei proíbe?

A Lei nº 15.475 proíbe, em todo o território nacional, duas atividades principais:
- a produção de alimentos obtidos por alimentação forçada de animais;
- a comercialização desses produtos.
O texto cita expressamente o foie gras, tanto em sua apresentação in natura quanto enlatada. Entretanto, a própria lei esclarece que a proibição não se restringe a essa iguaria.
Isso significa que outro alimento produzido futuramente por técnica semelhante também poderá ser atingido, ainda que não apareça nominalmente na legislação.
A norma se concentra no método utilizado, e não apenas no nome ou na origem do produto.
Quando a proibição do foie gras começa a valer?
A lei entra em vigor 180 dias depois de sua publicação oficial, ocorrida em 24 de julho de 2026.
Durante esse período, chamado de vacância legal, empresas e órgãos públicos deverão se preparar para a nova regra.
Esse intervalo permite que:
- produtores encerrem ou modifiquem processos;
- restaurantes revejam seus cardápios;
- comerciantes ajustem estoques;
- distribuidores interrompam novos fornecimentos;
- órgãos fiscalizadores organizem a aplicação da norma.
Portanto, a sanção não significa que todos os produtos precisam desaparecer imediatamente das prateleiras. A proibição se torna obrigatória somente após o encerramento do prazo de 180 dias.
O que é foie gras?
Foie gras é uma expressão francesa que significa “fígado gordo”.
O alimento é produzido principalmente a partir do fígado de pato ou ganso submetido a um processo de engorda intensa. Com o acúmulo de gordura, o órgão aumenta de tamanho e adquire a textura valorizada na culinária francesa.
O produto costuma ser servido:
- em fatias;
- como patê;
- em terrines;
- como recheio;
- em preparações de alta gastronomia;
- em versões enlatadas.
Por ser uma iguaria cara e pouco consumida pela maioria da população brasileira, o impacto direto da proibição deve ficar concentrado em restaurantes sofisticados, importadores, empórios especializados e produtores de pequena escala.
Como funciona a alimentação forçada?
A técnica tradicionalmente usada para produzir foie gras é conhecida como gavage.
Nesse procedimento, um tubo é introduzido pela boca da ave até a garganta ou o esôfago. Por meio dele, uma grande quantidade de alimento é administrada diretamente ao animal.
O objetivo é fazer com que o pato ou o ganso consuma mais do que ingeriria de forma espontânea. A alimentação excessiva provoca o acúmulo de gordura no fígado, condição chamada de esteatose hepática.
A Câmara dos Deputados descreveu o gavage como um método que utiliza um tubo introduzido na garganta da ave para provocar a hipertrofia do fígado, ou seja, o aumento anormal do órgão.
O que a lei considera alimentação forçada?
A legislação apresenta uma definição ampla.
É considerado alimentação forçada qualquer método manual ou mecânico que obrigue o animal a ingerir comida ou suplementos além de seu limite natural de saciedade.
A proibição alcança o uso de instrumentos para despejar alimento diretamente:
- na garganta;
- no esôfago;
- no papo;
- no estômago.
A saciedade é a sensação natural de que o organismo já recebeu alimento suficiente. A lei proíbe justamente a prática de continuar alimentando o animal à força depois desse limite.
Por que a técnica foi classificada como maus-tratos?
A justificativa central da nova lei é a proteção do bem-estar animal.
A alimentação forçada pode causar lesões físicas e sofrimento durante o período de engorda. A introdução repetida do tubo pode provocar ferimentos na boca, na garganta e no esôfago.
Também existe preocupação com os efeitos do crescimento exagerado do fígado sobre o organismo da ave.
Entre os problemas associados ao procedimento estão:
- dificuldade de locomoção;
- alterações respiratórias;
- lesões no trato digestivo;
- estresse;
- dificuldade para regular a temperatura corporal;
- aumento da mortalidade;
- sofrimento durante o manejo.
Durante a tramitação, o relator do projeto na Câmara afirmou que a técnica pode elevar significativamente a taxa de mortalidade dos animais em comparação com outros sistemas de criação.
A lei vinculou o descumprimento às punições previstas para maus-tratos na Lei de Crimes Ambientais.
Qual será a punição para quem descumprir a lei?
Quem produzir ou comercializar alimentos proibidos poderá responder pelas penalidades previstas no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais.
A punição indicada para os casos abrangidos inclui:
- detenção de três meses a um ano;
- multa;
- sanções administrativas.
As sanções administrativas podem envolver medidas como apreensão de produtos, interdição da atividade ou outras providências aplicadas pelos órgãos responsáveis, conforme as circunstâncias da infração.
A Lei nº 15.475 faz referência expressa às penalidades criminais e administrativas da legislação ambiental.
O restaurante também pode ser punido?
Sim.
A proibição não se limita a quem cria os animais ou fabrica o produto. A lei também impede sua comercialização.
Isso significa que restaurantes, mercados, empórios e outros estabelecimentos poderão ser responsabilizados caso continuem vendendo o alimento depois que a norma entrar em vigor.
Um restaurante que compre foie gras produzido por alimentação forçada e o ofereça em seu cardápio estará participando da comercialização do produto.
O mesmo vale para:
- lojas físicas;
- sites de comércio eletrônico;
- distribuidores;
- importadores que coloquem o produto à venda;
- hotéis;
- serviços de buffet;
- empórios gastronômicos.
A importação do foie gras também foi proibida?
A lei não utiliza expressamente a palavra “importação”. Seu texto proíbe a produção e a comercialização em território nacional.
Na prática, um foie gras produzido no exterior por alimentação forçada não poderá ser vendido legalmente no Brasil depois que a norma entrar em vigor, porque a comercialização estará proibida.
Ainda assim, questões específicas envolvendo importação, entrada alfandegária, uso pessoal ou fiscalização poderão depender de regulamentação e da interpretação dos órgãos responsáveis.
O ponto seguro é que importar o produto para revendê-lo no país não afasta a proibição de comercialização.
Todo produto chamado foie gras será proibido?
A proibição está relacionada ao método de produção.
O foie gras tradicional é obtido pelo aumento do fígado de patos ou gansos submetidos à alimentação forçada. Essa versão está claramente abrangida pela lei.
Entretanto, já existem pesquisas e iniciativas para produzir alternativas sem gavage, como:
- produtos vegetais;
- preparações inspiradas no sabor do foie gras;
- alimentos feitos com cogumelos;
- versões produzidas por fermentação;
- carne cultivada em laboratório;
- métodos de engorda sem alimentação forçada.
Um produto vegetal inspirado no foie gras, por exemplo, não é obtido pela alimentação forçada de animais. Por isso, não se enquadra automaticamente na proibição.
As empresas, porém, deverão deixar claro no rótulo o que o produto realmente contém e como foi fabricado.
A lei proíbe outros alimentos além do foie gras?
Sim.
O foie gras é o exemplo mais conhecido, mas o texto foi escrito de forma abrangente.
Qualquer alimento obtido por um método que force a ingestão além da saciedade natural poderá ser atingido.
A escolha de uma redação ampla impede que a indústria simplesmente mude o nome do produto ou adote a técnica em outra espécie para escapar da proibição.
Assim, a fiscalização deverá observar:
- como o animal foi alimentado;
- se houve introdução forçada de alimento;
- qual equipamento foi utilizado;
- se a ingestão ultrapassou o limite natural;
- qual produto foi obtido.
Como foi a tramitação do projeto?
A proposta começou no Senado como Projeto de Lei nº 90, de 2020.
O texto foi apresentado pelo senador Eduardo Girão e aprovado pela Comissão de Meio Ambiente do Senado em caráter terminativo. Isso significa que pôde seguir adiante sem votação no plenário, desde que não houvesse recurso.
Depois, a matéria foi enviada à Câmara dos Deputados, onde também passou pelas comissões responsáveis.
Em abril de 2026, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara aprovou o projeto sem alterações. Como o texto original do Senado foi mantido, a proposta seguiu para sanção presidencial.
A tramitação foi encerrada com a transformação do projeto na Lei nº 15.475, de 23 de julho de 2026.
Por que o projeto demorou anos para virar lei?
O projeto foi apresentado em fevereiro de 2020, mas somente virou lei em julho de 2026.
Esse intervalo ocorreu porque uma proposta federal precisa passar por diferentes etapas antes da sanção.
O caminho incluiu:
- apresentação no Senado;
- análise pela Comissão de Meio Ambiente;
- aprovação terminativa;
- envio à Câmara dos Deputados;
- análise pelas comissões da Câmara;
- prazo para possíveis recursos;
- envio à Presidência;
- sanção;
- publicação no Diário Oficial.
A demora não significa necessariamente que o projeto ficou em votação contínua durante todo o período. Muitas propostas aguardam inclusão na pauta ou análise das comissões por meses ou anos.
Já existia proibição semelhante no Brasil?
Antes da lei federal, São Paulo havia aprovado uma norma municipal proibindo a produção e a venda de foie gras.
No entanto, a legislação municipal foi considerada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. O entendimento foi de que um município não poderia criar sozinho uma proibição comercial dessa natureza, pois a competência seria da União.
A nova lei resolve essa discussão ao estabelecer uma regra federal válida em todo o território nacional.
Dessa forma, a proibição deixa de depender de regras diferentes em cada cidade ou estado.
Quem será mais afetado pela nova regra?
O impacto econômico direto deve ficar concentrado em um mercado pequeno e especializado.
Os principais afetados serão:
- produtores que utilizam alimentação forçada;
- restaurantes de alta gastronomia;
- chefs que incluem foie gras no cardápio;
- importadores;
- distribuidores;
- empórios de produtos estrangeiros;
- lojas especializadas;
- consumidores habituais da iguaria.
Como o foie gras tem preço elevado e consumo restrito, a proibição não deve alterar de forma significativa a alimentação da maioria dos brasileiros.
Também não se trata de uma fonte essencial de proteína ou de um alimento relevante para a segurança alimentar do país.
O que restaurantes e comerciantes devem fazer?
Os estabelecimentos precisam usar o período de 180 dias para revisar fornecedores, contratos e estoques.
Entre as medidas recomendadas estão:
- identificar quais produtos são obtidos por alimentação forçada;
- pedir informações sobre o processo de produção;
- conferir rótulos e documentos de origem;
- interromper novas compras com entrega posterior à vigência;
- substituir itens no cardápio;
- orientar funcionários;
- revisar anúncios e páginas de venda;
- guardar comprovantes dos fornecedores.
Uma declaração genérica de que o produto é “artesanal” ou “premium” não comprova que ele foi produzido sem alimentação forçada.
O estabelecimento deverá buscar documentos confiáveis sobre a origem e o método de fabricação.
O que acontece com os estoques existentes?
A lei não apresenta no texto principal uma regra detalhada para estoques adquiridos antes de sua entrada em vigor.
No entanto, depois que a proibição passar a valer, a comercialização dos produtos abrangidos ficará vedada, independentemente de quando tenham sido comprados pelo estabelecimento.
Por isso, comerciantes não devem interpretar o período de 180 dias como autorização para acumular produtos e vendê-los indefinidamente.
O prazo existe justamente para adaptação.
Empresas com estoques relevantes devem acompanhar eventuais orientações de órgãos ambientais, sanitários e de defesa agropecuária.
Quem fiscalizará a proibição?
A lei não concentra a fiscalização em um único órgão.
Como a norma envolve proteção animal, produção de alimentos e comércio, diferentes autoridades poderão atuar conforme a situação.
Entre os possíveis órgãos envolvidos estão:
- Ibama;
- órgãos ambientais estaduais;
- secretarias municipais;
- Ministério da Agricultura e Pecuária;
- vigilâncias sanitárias;
- autoridades policiais;
- Ministério Público;
- órgãos de defesa do consumidor.
A definição prática das competências poderá ser detalhada por regulamentação ou procedimentos administrativos.
Uma criação irregular pode ser fiscalizada por uma autoridade ambiental, enquanto a venda em um restaurante pode envolver também vigilância sanitária e fiscalização local.
O consumidor poderá denunciar a venda?
Sim.
Depois que a lei entrar em vigor, consumidores que identificarem a comercialização de produtos obtidos por alimentação forçada poderão procurar os órgãos competentes.
A denúncia deve conter, quando possível:
- nome e endereço do estabelecimento;
- descrição do produto;
- foto do rótulo ou cardápio;
- data da venda;
- nota fiscal;
- publicidade do produto;
- informações sobre a origem.
Evite fazer acusações públicas sem evidências. O ideal é reunir os dados e encaminhá-los às autoridades para verificação.
Como saber se o produto foi feito por alimentação forçada?
Nem sempre será possível descobrir apenas pela aparência.
No caso do foie gras tradicional, o método de produção costuma fazer parte da própria definição comercial do produto. Ainda assim, a origem e o processo devem ser comprovados pelo fornecedor.
O consumidor pode observar:
- descrição no rótulo;
- país e empresa de origem;
- informações do fabricante;
- certificados de bem-estar animal;
- método de alimentação informado;
- composição;
- uso de expressões como “sem gavage”.
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Certificações e alegações dos fabricantes deverão ser verificáveis. Uma simples frase publicitária não deve ser aceita como prova definitiva.
A decisão interfere na culinária francesa?
A nova lei poderá limitar a oferta no Brasil de uma das preparações mais tradicionais da gastronomia francesa.
Na França, o foie gras possui importância cultural e econômica, especialmente em regiões produtoras. O alimento é frequentemente consumido em celebrações e refeições festivas.
A proibição brasileira, contudo, não impede a produção ou o consumo em outros países. Ela estabelece que produtos obtidos por alimentação forçada não podem ser fabricados nem vendidos no território brasileiro.
Restaurantes franceses no Brasil poderão adaptar suas receitas com alternativas produzidas sem gavage ou substitutos vegetais.
Outros países já proibiram o foie gras?
Existem diferentes tipos de restrição ao redor do mundo.
Alguns países proíbem a produção por alimentação forçada, enquanto outros também restringem a venda. Há ainda cidades e regiões com regras próprias.
Durante a tramitação, parlamentares citaram países como Índia, Argentina e Austrália entre os locais com restrições relacionadas à prática.
As comparações internacionais exigem cuidado porque as regras não são idênticas. Proibir a produção, por exemplo, não é a mesma coisa que impedir a venda de um item produzido no exterior.
A lei brasileira tem alcance mais amplo porque proíbe tanto a produção quanto a comercialização.
A proibição pode ser contestada na Justiça?
Qualquer lei pode ser questionada judicialmente por entidades, empresas ou pessoas que aleguem algum conflito constitucional.
Isso não significa que a norma será suspensa ou anulada.
Até que exista uma decisão judicial em sentido contrário, a lei deve ser cumprida a partir do início de sua vigência.
A existência de uma regra federal também reduz o problema de competência que derrubou anteriormente a legislação municipal de São Paulo.
Existem alternativas ao foie gras tradicional?
A busca por alternativas já ocorre em diferentes países.
Algumas empresas e chefs desenvolvem produtos que tentam reproduzir o sabor e a textura da iguaria sem utilizar alimentação forçada.
Entre as opções estão:
- patês vegetais;
- produtos feitos com cogumelos;
- combinações de castanhas e gorduras vegetais;
- fígado obtido sem gavage;
- alimentos cultivados em laboratório;
- fermentação de precisão.
Essas alternativas podem ganhar espaço no mercado brasileiro após a proibição.
Para restaurantes, a mudança pode criar oportunidades de inovação gastronômica, especialmente para estabelecimentos que desejam manter preparações sofisticadas sem adotar métodos considerados cruéis.
A lei muda algo para o consumidor comum?
Para a maioria dos brasileiros, o impacto cotidiano será pequeno.
O foie gras não faz parte da alimentação habitual da população e costuma ser encontrado em poucos estabelecimentos.
A importância da lei está principalmente em três aspectos:
- estabelece um novo padrão nacional de bem-estar animal;
- impede que produtos obtidos por determinada técnica sejam comercializados;
- cria punições para quem continuar usando ou explorando economicamente o método.
O consumidor comum também passa a ter uma referência legal mais clara ao escolher produtos e denunciar possíveis irregularidades.
A proibição vale imediatamente?
Não.
Esse é um dos pontos mais importantes para evitar interpretações erradas.
A lei foi sancionada e publicada, mas só entra em vigor depois de 180 dias.
Até o encerramento desse prazo, a proibição ainda não produz todos os seus efeitos jurídicos.
Empresas devem aproveitar esse período para se adaptar, e consumidores precisam desconfiar de publicações que afirmem que todo foie gras se tornou ilegal no mesmo dia da sanção.
O que muda depois dos 180 dias?
Quando o prazo terminar, produzir ou vender alimentos obtidos por alimentação forçada poderá resultar em responsabilização criminal e administrativa.
Na prática:
- produtores deverão abandonar o método;
- restaurantes não poderão oferecer foie gras tradicional;
- comerciantes deverão retirar os produtos abrangidos;
- distribuidores terão de interromper o fornecimento;
- autoridades poderão apreender produtos e aplicar sanções;
- denúncias poderão gerar fiscalização.
Produtos alternativos que não utilizem alimentação forçada não são automaticamente proibidos.
Brasil estabelece proibição nacional baseada no método de produção
A Lei nº 15.475 representa uma mudança importante na relação entre produção de alimentos e proteção animal no Brasil.
A norma não proíbe um ingrediente apenas por sua origem ou por fazer parte de outra cultura. O foco está no sofrimento associado à alimentação forçada.
O foie gras tradicional é o principal produto atingido, mas a redação foi construída para alcançar qualquer alimento obtido por técnica semelhante.
A proibição começa 180 dias depois da publicação da lei. Até lá, empresas precisam revisar estoques, fornecedores e cardápios.
Para o consumidor, o principal cuidado é compreender que a sanção já ocorreu, mas a aplicação efetiva da proibição depende do término desse período de adaptação.
Perguntas frequentes

O foie gras foi proibido no Brasil?
A Lei nº 15.475 proíbe a produção e a comercialização de alimentos obtidos por alimentação forçada, incluindo o foie gras tradicional.
A proibição já está valendo?
Ainda não. A lei entra em vigor 180 dias após sua publicação oficial, ocorrida em 24 de julho de 2026.
O que é foie gras?
É um alimento feito com o fígado aumentado de patos ou gansos, tradicionalmente submetidos a alimentação forçada.
O que é gavage?
É uma técnica na qual alimento é introduzido por um tubo na garganta ou no esôfago da ave para fazê-la comer além da saciedade.
A lei proíbe apenas a produção?
Não. Ela proíbe tanto a produção quanto a comercialização dos produtos abrangidos.
Restaurantes poderão vender foie gras importado?
Depois que a lei entrar em vigor, não poderão comercializar no Brasil foie gras obtido por alimentação forçada, mesmo que tenha sido produzido no exterior.
Qual é a pena para quem descumprir a regra?
O infrator poderá receber pena de detenção de três meses a um ano, multa e sanções administrativas.
Produtos vegetais semelhantes ao foie gras estão proibidos?
Não automaticamente. A proibição alcança alimentos obtidos por alimentação forçada de animais.
Quem pode fiscalizar a venda?
Órgãos ambientais, sanitários, agropecuários, policiais e de defesa do consumidor poderão atuar conforme a situação.
Por que a lei demora 180 dias para valer?
O prazo permite que produtores, comerciantes, restaurantes e órgãos públicos se adaptem à nova regra.
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