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Brasil vai voltar a exigir visto para cidadãos norte-americanos

Brasil vai voltar a exigir visto de algumas nações com base na reciprocidade. Saiba qual é a importância desse documento.

VictóriaPor Victória2 min de leitura
Entrevista

Desde o início do ano, o governo Lula já estudava a possibilidade de retornar com a obrigatoriedade de aplicar vistos de turistas aos cidadãos norte-americanos e demais turistas estrangeiros. 

Isso porque em 2019 o ex-presidente Jair Bolsonaro optou por retirar essa obrigatoriedade que, por sinal, foi retribuída pelos Estados Unidos. Desse modo, Lula determinou que o Itamaraty passe a exigir os vistos de cidadãos dos EUA, Austrália, Canadá e Japão.

Vale destacar que a decisão do presidente se baseou em reciprocidade. Ou seja, países que exigem visto do Brasil terão também que apresentar seus vistos ao entrar no país. 

Importância do documento

Como dito antes, o governo Lula já estava estudando a possibilidade de voltar com a exigência de visto para as nações citadas. O princípio adotado foi o da reciprocidade dos países. Diante deste cenário, é importante destacar que o visto é um documento bastante significativo. 

Isso porque, por meio dele, é delimitado o tempo de permanência do turista no país, ou seja, este documento legitima o tempo de duração da viagem. Além disso, o documento diz às autoridades qual o objetivo do visitante no país, como trabalho, turismo, moradia, estudo entre outros. 

O que mudou com a falta de visto?  

É importante destacar que o Ministério de Relações Exteriores comparou o ano de 2019, quando a obrigatoriedade do visto foi retirada, com 2022, quando as restrições da pandemia acabaram. 

O aumento de turistas norte- americanos de 2018 para 2019 foi de somente 12%, saindo de 391 mil para 439 mil. Já no ano passado, 355 mil turistas do país vieram para o Brasil, isto é, um número abaixo do período pré-pandemia. 

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Ou seja, não houve um aumento considerável do fluxo de turistas desde que o visto foi suspenso, conforme evidenciou o levantamento do governo. 

Vale destacar que, quando a isenção do documento foi aplicada por Bolsonaro, a não obrigatoriedade contemplava as seguintes atividades:

  • Turismo;
  • Negócios;
  • Atividades artísticas e esportivas.

Imagem: vovidzha / Shutterstock

Victória

Autor

Victória

Graduanda em Letras - Português/Inglês pela Universidade Federal de São Paulo, redatora apaixonada por escrita e comunicação.

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