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Brasileiros estão socorrendo empresas após quebra do SVB

Fintech brasileira, que trabalha com cartão de crédito corporativo, está investindo em empréstimos para ajudar startups atingidas pela quebra do SVB.

Fernanda CadavalPor Fernanda Cadaval3 min de leitura
Tela do celular mostrando a logo do banco SVB.

A fintech brasileira, Brex, fez uma corrida contra o tempo para se tornar uma opção de empréstimo de dinheiro para as startups atingidas pela crise no Silicon Valley Bank (SVB). O CEO da empresa, Henrique Dubugras, passou os últimos dias manejando suas operações, já que a fintech trabalha principalmente com cartão de crédito corporativo.

Além disso, a empresa instalada em São Francisco, comunicou no final da semana passada, que já recebeu mais de US$1 bilhão em pedidos de empréstimos em caráter de emergência. Em entrevista à Forbes, Dubugras afirmou que a empresa está no processo de garantir os credores e de definir o valor das taxas.

Empréstimo de emergência para os clientes do SVB

Assim, Dubugras salienta que a mudança das atividades da fintech – de cartão de crédito corporativo para empréstimo -, será temporária neste primeiro momento. A intenção, segundo ele, é auxiliar as startups a pagarem a folha salarial desta semana.

“Vemos isso como um momento único, em que estamos posicionados de maneira a poder ajudar”, disse o CEO.

Muitos credores do SVB têm capital, mas não conseguem operar os milhares de empréstimos. Ele afirma que as empresas que pediram US$1 bilhão em empréstimos até agora, têm cerca de US$10 bilhões vinculados ao SVB.

Ademais, as contas do banco do Vale do Silício foram congeladas na semana passada pela Federal Insurance Deposit Corporation (FIDC), causando a crise nos negócios de capital de risco e angústia para as startups, que têm a maioria do seu dinheiro investido no SVB.

Crise no SVB impacta empresas de tecnologia e de outros setores

Desse modo, as manobras arriscadas, realizadas após o anúncio de falência e o congelamento das contas, fez o SVB entrar em crise e abalar a área da tecnologia, já que a maioria das startups dependiam dos investimentos do banco para arcar com seus compromissos financeiros.

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De forma inesperada as empresas, se viram sem poder pagar a folha salarial e também não podendo cumprir com os pagamentos já agendados. Além das startups, empresas de outros setores, como escolas e vinícolas, também procuraram os investimentos de capital de risco do SVB, e hoje sentem a crise em suas empresas.

No entanto, a ajuda emergencial oferecida pela fintech brasileira também está sendo ofertada por outras empresas de capital de risco. Um investidor disse à Forbes que, “a linha de emergência da Brex é uma opção popular agora. Empresas de capital de risco estão considerando pegar o dinheiro pessoalmente ou como uma empresa”. Apesar da atual popularidade, muitos não se sentem seguros com a Brex.

Imagem: July Ko / Shutterstock.com- Edição: Equipe Seu Crédito Digital.

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Fernanda Cadaval

Autor

Fernanda Cadaval

Me chamo Fernanda Patzdorf Cadaval de Macedo, tenho 34 anos, e tenho formação em Letras- Português e Jornalismo. Ler e escrever estão entre minhas atividades favoritas. E poder ser uma facilitadora na formação de opinião das pessoas através do meu trabalho, é um grande privilégio dado por essa profissão que exerço há mais de 10 anos.

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