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Brasileiros ficam desesperados com grande aumento na conta de água

Avatar de Guilherme Tirelli Guilherme Tirelli · · · 2 min de leitura
mulher segurando contas de dívidas e um martelo de tribunal ao lado

Todos os meses, grande parte dos brasileiros apertam os gastos para pagar contas de água, internet e luz. Assim sendo, os moradores do estado de São Paulo ficaram espantados quando receberam a notícia que o valor da tarifa de água iria subir. Dessa maneira, a partir da última quarta-feira (10), eles terão que desembolsar 9,6% a mais do que antes.

O índice vai incidir sobre o valor do consumo dos moradores do estado que desfrutarem dos serviços oriundos da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). Certamente a decisão da Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) de reajustar a tarifa não caiu no gosto da população paulista.

Porque a tarifa aumentou?

Segundo a Arsesp, o aumento segue a linha do peso do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Portanto, esse número, que alcançou 5,6% em 12 meses até fevereiro, teve impacto direto nesse cenário. Além disso, a revisão tarifária extraordinária de 5,55% e outros impostos aplicados ao índice final também contribuíram para a alta dos preços.

Ao todo, a Sabesp atende no mínimo 368 cidades em São Paulo. Portanto, os mais de 10 milhões de cadastros em ligações de água não surpreendem. Fora isso, a empresa conta também com cerca de 8,5 milhões de ligações da rede de esgoto. Como resultado do aumento, agora a população da capital paulista vai pagar R$ 35,85 por metro cúbico no consumo de água.

Consigo reduzir o valor da conta?

São muitas as condutas que interferem no consumo de água e, consequentemente, no valor da cobrança. Portanto, recomenda-se reduzir o tempo no chuveiro, racionar a água da chuva e checar as torneiras. Além disso, o morador que cumprir os requisitos da Tarifa Mínima pode ganhar descontos na hora de pagar a conta.

Quem está registrado no CadÚnico (Cadastro Único), programa do Governo Federal, e tem renda mensal per capita de até R$ 660, será beneficiado. Ademais, aqueles que tiveram consumo máximo de 15 m³/mês e estão desempregados também podem pagar um valor menor. Para isso, o titular da conta não pode ter sido desligado por justa causa.

Por fim, o último grupo que vai se beneficiar da redução é o de moradores em habitações coletivas sociais. Os cadastrados no CadÚnico podem fazer parte da tarifa mínima vulnerável. Nesse caso, o valor da cobrança será ainda menor.

Imagem: Rawpixel.com e Zolnierek / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

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