De acordo com a mais recente edição do Raio X do Investidor Brasileiro, pesquisa realizada pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em parceria com o Datafolha, 52% dos brasileiros nem economizam e nem investem seu dinheiro. O estudo ouviu pessoas em todas as regiões do país e revela um cenário preocupante da educação financeira no Brasil.
Brasileiros que não economizam nem investem são maioria; confira dicas para começar
Mais da metade dos brasileiros nem investem, nem economizam seu dinheiro. Entenda os riscos dessa atitude e veja como começar a aplicar.
O levantamento também mostrou que:
- 20% investem apenas na poupança;
- 12% conseguem economizar, mas não aplicam esse valor em nenhum tipo de investimento;
- Apenas 17% diversificam sua carteira com mais de um tipo de produto financeiro.
O retrato é claro: apesar do crescente acesso a informações financeiras e plataformas de investimento simplificadas, a maioria dos brasileiros ainda mantém práticas financeiras que não contribuem para o crescimento patrimonial ou segurança financeira a longo prazo.
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O custo invisível de não investir

O que você perde ao deixar seu dinheiro parado?
Muitos acreditam que guardar dinheiro “debaixo do colchão” — ou até mesmo na conta corrente — é uma forma segura de lidar com as finanças. No entanto, essa prática pode custar caro. Deixar o dinheiro parado é abrir mão de lucros e do próprio poder de compra.
A inflação é um inimigo silencioso. Ao longo do tempo, ela corrói o valor do dinheiro. Isso significa que os R$ 100 que você guardou hoje, sem nenhum rendimento, não terão o mesmo poder de compra daqui a um ano.
Por isso, apenas economizar não é suficiente. É preciso aplicar esse dinheiro em ativos que, no mínimo, acompanhem ou superem a inflação.
O risco de depender do governo ou da família
Sem planejamento financeiro adequado, imprevistos podem levar ao endividamento ou à dependência de terceiros. Aposentadoria, doenças, desemprego ou despesas emergenciais são situações que exigem uma reserva financeira sólida. E ela só se constrói com disciplina, economia e investimento consciente.
Investir é para todos: democratização do mercado financeiro
A falsa ideia de que investir é complicado
Por muito tempo, investir foi visto como algo exclusivo para especialistas ou pessoas com muito dinheiro. Mas esse cenário mudou. Hoje, qualquer pessoa pode começar com quantias pequenas, como R$ 30 ou R$ 50. Plataformas digitais, bancos digitais e corretoras tornaram o acesso aos produtos financeiros mais fácil do que nunca.
Além disso, há uma variedade de ativos para diferentes perfis de risco, incluindo opções extremamente conservadoras — ideais para quem está começando e ainda sente insegurança.
Exemplos de investimentos acessíveis e rentáveis
Segundo recomendações da corretora EQI, o mercado hoje oferece alternativas interessantes para quem quer começar a investir de forma simples e com bom retorno, como:
- Fundos de infraestrutura com rentabilidade de CDI +3% ao ano, isentos de IR;
- Fundos imobiliários com previsão de até 17% de retorno em 2025, além de dividendos mensais;
- Fundos com CDI +2% ao ano, também livres de imposto de renda.
Essas opções permitem que o investidor tenha ganhos reais e, ao mesmo tempo, mantenha um nível razoável de segurança.
Como dar o primeiro passo nos investimentos
Passo 1: Organize suas finanças
Antes de investir, é preciso conhecer sua realidade financeira. Faça um diagnóstico: anote todas as receitas e despesas mensais. Identifique gastos desnecessários e defina quanto você pode economizar mensalmente.
Passo 2: Monte uma reserva de emergência
Antes de aplicar em produtos de longo prazo ou de maior risco, o ideal é criar uma reserva de emergência equivalente a 3 a 6 meses de suas despesas fixas. Esse valor deve ser investido em produtos de alta liquidez e baixo risco, como CDBs com liquidez diária ou Tesouro Selic.
Passo 3: Estude o seu perfil de investidor
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Você é conservador, moderado ou arrojado? O seu perfil determina o tipo de ativos mais adequados para sua carteira. Ferramentas gratuitas em plataformas de investimento ajudam a identificar qual é o seu perfil.
Passo 4: Diversifique a carteira
Não coloque todos os ovos na mesma cesta. Diversificar significa aplicar em diferentes ativos — renda fixa, fundos imobiliários, ações, entre outros — para reduzir os riscos e aumentar as chances de obter bons retornos.
Passo 5: Invista com regularidade
Criar o hábito de investir mensalmente é mais importante do que aplicar grandes valores de uma só vez. Com aportes regulares, você aproveita o efeito dos juros compostos e constrói um patrimônio de forma consistente.
A importância da educação financeira

Falta de conhecimento ainda é obstáculo
A pesquisa da ANBIMA também mostra que muitos brasileiros não investem por falta de conhecimento. Este é um alerta para a necessidade urgente de incluir educação financeira no cotidiano da população, seja por meio de iniciativas públicas, privadas ou da mídia.
Conteúdos gratuitos estão à disposição
Hoje existem dezenas de plataformas, vídeos e cursos gratuitos que ensinam desde o básico sobre finanças até estratégias mais avançadas de investimento. A informação está acessível, basta buscar.
Conclusão: sair da estagnação financeira é possível
O dado de que 52% dos brasileiros não investem nem economizam não deve ser apenas motivo de preocupação, mas sim de mobilização. Com conhecimento, organização e ações práticas, qualquer pessoa pode transformar sua realidade financeira.
Investir é mais do que buscar retorno: é garantir autonomia, segurança e liberdade no futuro. E o melhor momento para começar é agora.
Imagem: mojo cp / shutterstock.com

