Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Brasileiros que não economizam nem investem são maioria; confira dicas para começar

Mais da metade dos brasileiros nem investem, nem economizam seu dinheiro. Entenda os riscos dessa atitude e veja como começar a aplicar.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto5 min de leitura
Brasileiros que não economizam nem investem são maioria; confira dicas para começar

De acordo com a mais recente edição do Raio X do Investidor Brasileiro, pesquisa realizada pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em parceria com o Datafolha, 52% dos brasileiros nem economizam e nem investem seu dinheiro. O estudo ouviu pessoas em todas as regiões do país e revela um cenário preocupante da educação financeira no Brasil.

O levantamento também mostrou que:

  • 20% investem apenas na poupança;
  • 12% conseguem economizar, mas não aplicam esse valor em nenhum tipo de investimento;
  • Apenas 17% diversificam sua carteira com mais de um tipo de produto financeiro.

O retrato é claro: apesar do crescente acesso a informações financeiras e plataformas de investimento simplificadas, a maioria dos brasileiros ainda mantém práticas financeiras que não contribuem para o crescimento patrimonial ou segurança financeira a longo prazo.

Leia Mais:

FGTS como garantia: saiba os detalhes do novo empréstimo consignado disponível para trabalhadores

O custo invisível de não investir

economizam investem
Imagem: Freepik

O que você perde ao deixar seu dinheiro parado?

Muitos acreditam que guardar dinheiro “debaixo do colchão” — ou até mesmo na conta corrente — é uma forma segura de lidar com as finanças. No entanto, essa prática pode custar caro. Deixar o dinheiro parado é abrir mão de lucros e do próprio poder de compra.

A inflação é um inimigo silencioso. Ao longo do tempo, ela corrói o valor do dinheiro. Isso significa que os R$ 100 que você guardou hoje, sem nenhum rendimento, não terão o mesmo poder de compra daqui a um ano.

Por isso, apenas economizar não é suficiente. É preciso aplicar esse dinheiro em ativos que, no mínimo, acompanhem ou superem a inflação.

O risco de depender do governo ou da família

Sem planejamento financeiro adequado, imprevistos podem levar ao endividamento ou à dependência de terceiros. Aposentadoria, doenças, desemprego ou despesas emergenciais são situações que exigem uma reserva financeira sólida. E ela só se constrói com disciplina, economia e investimento consciente.

Investir é para todos: democratização do mercado financeiro

A falsa ideia de que investir é complicado

Por muito tempo, investir foi visto como algo exclusivo para especialistas ou pessoas com muito dinheiro. Mas esse cenário mudou. Hoje, qualquer pessoa pode começar com quantias pequenas, como R$ 30 ou R$ 50. Plataformas digitais, bancos digitais e corretoras tornaram o acesso aos produtos financeiros mais fácil do que nunca.

Além disso, há uma variedade de ativos para diferentes perfis de risco, incluindo opções extremamente conservadoras — ideais para quem está começando e ainda sente insegurança.

Exemplos de investimentos acessíveis e rentáveis

Segundo recomendações da corretora EQI, o mercado hoje oferece alternativas interessantes para quem quer começar a investir de forma simples e com bom retorno, como:

  • Fundos de infraestrutura com rentabilidade de CDI +3% ao ano, isentos de IR;
  • Fundos imobiliários com previsão de até 17% de retorno em 2025, além de dividendos mensais;
  • Fundos com CDI +2% ao ano, também livres de imposto de renda.

Essas opções permitem que o investidor tenha ganhos reais e, ao mesmo tempo, mantenha um nível razoável de segurança.

Como dar o primeiro passo nos investimentos

Passo 1: Organize suas finanças

Antes de investir, é preciso conhecer sua realidade financeira. Faça um diagnóstico: anote todas as receitas e despesas mensais. Identifique gastos desnecessários e defina quanto você pode economizar mensalmente.

Passo 2: Monte uma reserva de emergência

Antes de aplicar em produtos de longo prazo ou de maior risco, o ideal é criar uma reserva de emergência equivalente a 3 a 6 meses de suas despesas fixas. Esse valor deve ser investido em produtos de alta liquidez e baixo risco, como CDBs com liquidez diária ou Tesouro Selic.

Passo 3: Estude o seu perfil de investidor

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Você é conservador, moderado ou arrojado? O seu perfil determina o tipo de ativos mais adequados para sua carteira. Ferramentas gratuitas em plataformas de investimento ajudam a identificar qual é o seu perfil.

Passo 4: Diversifique a carteira

Não coloque todos os ovos na mesma cesta. Diversificar significa aplicar em diferentes ativos — renda fixa, fundos imobiliários, ações, entre outros — para reduzir os riscos e aumentar as chances de obter bons retornos.

Passo 5: Invista com regularidade

Criar o hábito de investir mensalmente é mais importante do que aplicar grandes valores de uma só vez. Com aportes regulares, você aproveita o efeito dos juros compostos e constrói um patrimônio de forma consistente.

A importância da educação financeira

poupança
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Falta de conhecimento ainda é obstáculo

A pesquisa da ANBIMA também mostra que muitos brasileiros não investem por falta de conhecimento. Este é um alerta para a necessidade urgente de incluir educação financeira no cotidiano da população, seja por meio de iniciativas públicas, privadas ou da mídia.

Conteúdos gratuitos estão à disposição

Hoje existem dezenas de plataformas, vídeos e cursos gratuitos que ensinam desde o básico sobre finanças até estratégias mais avançadas de investimento. A informação está acessível, basta buscar.

Conclusão: sair da estagnação financeira é possível

O dado de que 52% dos brasileiros não investem nem economizam não deve ser apenas motivo de preocupação, mas sim de mobilização. Com conhecimento, organização e ações práticas, qualquer pessoa pode transformar sua realidade financeira.

Investir é mais do que buscar retorno: é garantir autonomia, segurança e liberdade no futuro. E o melhor momento para começar é agora.

Imagem: mojo cp / shutterstock.com

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

Topicos relacionados