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Brasileiros se revoltam e boicotam importante serviço veicular

Devido à alta nos preços, cidadãos se frustram e deixam de aderir ao serviço. Confira os detalhes dessa história.

Guilherme TirelliPor Guilherme Tirelli2 min de leitura
Imagem de moedas em linha, sob uma mesa, com uma pessoa de cabeça baixo próxima.

O bolso do brasileiro está cada vez mais vazio em detrimento do aumento do custo de vida no país. É nesse cenário que o seguro se enquadra. Antes de tudo, já é caro comprar um automóvel. Além disso, somado ao valor que as seguradoras cobram, a quantia deixa qualquer cidadão furioso.

Por essas e outras, o mês de abril registrou uma queda astronômica na busca pelo serviço veicular. De acordo com o Índice Neurotech de Demanda por Seguros (INDS), os índices caíram mais de 22% em comparação com março. Confira agora o tamanho do boicote!

Regiões que registraram maior perda:

Em primeiro lugar, é importante dizer que entre janeiro e março houve um crescimento na demanda pelo seguro. Por isso, os números surpreenderam as seguradoras. Segundo o índice, o estado de São Paulo foi o que registrou maior queda (26,45%). Em seguida, aparece o Rio de Janeiro, com 22,61%.

Ainda na região Sudeste, Minas Gerais surge em terceiro, com uma queda de 20,21%. Logo atrás estão o Rio Grande do Sul e Paraná, que fecham o ranking dos 5 primeiros com 17,82% e 14,89%, respectivamente. Por outro lado, no que diz respeito à comparação com abril do ano passado, os gaúchos foram os únicos que registraram uma alta na demanda.

O que dizem os especialistas sobre a queda no serviço?

Segundo o head comercial de seguros da Neurotech, Daniel Gusson, o momento frutífero entre os meses de janeiro e março elevou o patamar do mercado. Dessa maneira, qualquer recuo seria “estatisticamente mais significativo”. Além disso, o diretor pontua que, devido ao aumento do preço dos carros, o valor das apólices também ficaria mais elevado.

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Ainda, Gusson explica que o índice revela apenas as consultas dos consumidores aos planos.

“Nem todas as consultas registradas são efetivadas, pois a aceitação da apólice depende de diversas variáveis de risco que vão impactar no seu valor. O INDS serve como direcionamento do momento do mercado para as futuras ações estratégicas das seguradoras”

Daniel Gusson

Imagem: Trock.kc/Shutterstock.com

Guilherme Tirelli

Autor

Guilherme Tirelli

Fissurado por novos desafios e aventuras, contar histórias e escrever são as minhas paixões. Acredito, portanto, no poder das palavras para construir pontes e emocionar. Atualmente estou no 6º semestre de Jornalismo pela Puc-SP, navegando por todos os campos da comunicação.

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