O BRICS, bloco formado pelas maiores economias emergentes do mundo — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — ampliou sua representatividade com a adesão recente de Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Etiópia, Irã e Indonésia em 2025. Além disso, conta com parceiros estratégicos como Belarus, Bolívia, Cuba, Cazaquistão, Malásia, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Nigéria.
BRICS reúne 30% da economia global e fortalece cooperação econômica
BRICS reúne 30% da economia mundial e 24% do comércio global. Saiba sobre banco, cooperação e avanços do bloco em 2025.
Apesar de não ser um bloco comercial formal como a União Europeia ou o Mercosul, o BRICS tem se destacado como uma aliança estratégica para o desenvolvimento econômico e a cooperação política entre países do chamado sul global.
Participação econômica e comercial do BRICS no cenário mundial

- Representam 48,5% da população mundial
- Respondem por quase 30% da economia global
- Concentram 24% do comércio internacional, com destaque para:
- Combustíveis
- Minérios
- Grãos
Esses dados reforçam o papel crescente do BRICS como um ator global relevante, especialmente diante dos desafios econômicos e políticos atuais.
Áreas de atuação do BRICS
O bloco atua em diversos setores que vão além da economia:
Política e segurança
- Cooperação em segurança regional e internacional
- Alinhamento em temas de soberania e autodeterminação
Economia e finanças
- Fortalecimento do comércio intra-bloco
- Criação de mecanismos financeiros próprios
Cultura e intercâmbio
- Promoção de intercâmbios culturais e educacionais
- Estímulo ao entendimento entre as sociedades dos países membros
Banco do BRICS: Novo Banco de Desenvolvimento

Criado em 2014 como resposta às limitações de acesso ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional, o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) tem capital inicial de US$ 50 bilhões.
Principais dados do NDB:
- Sede em Xangai, China
- Financiou 31 projetos no Brasil, incluindo usinas solares e eólicas
- Forneceu cerca de R$ 6 bilhões para reconstrução do Rio Grande do Sul após enchentes
O banco tem papel fundamental na promoção de investimentos em infraestrutura e projetos sustentáveis entre os países membros e outras nações em desenvolvimento.
Discussão sobre moedas locais e comércio
A utilização de moedas locais nas trocas comerciais é pauta prioritária no BRICS. Com o atual contexto de tarifas impostas pelos Estados Unidos a países do bloco, a adoção de moedas nacionais nas transações tende a aumentar, reduzindo a dependência do dólar.
O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, destacou:
- O conflito comercial global abre oportunidades para o BRICS fortalecer seu comércio interno
- “Fechando uma porta, abre-se uma janela para novas negociações.”
Defesa de reformas em organismos internacionais
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O BRICS defende mudanças estruturais em instituições globais, incluindo:
- Organização das Nações Unidas (ONU)
- Fundo Monetário Internacional (FMI)
O objetivo é ampliar a representatividade dos países em desenvolvimento nessas instituições, tornando-as mais inclusivas e eficazes.
Cooperação em ciência, tecnologia e inovação

A agenda tecnológica do BRICS envolve temas como:
- Inteligência artificial
- Segurança digital e cibernética
- Computação quântica
- Inovação industrial
- Exploração espacial
O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) ressaltou que o momento é ideal para o Brasil fortalecer parcerias tecnológicas dentro do bloco, além de apresentar e conhecer as inovações dos demais países.
Desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas
Outro foco do BRICS é a sustentabilidade ambiental. O Brasil, que sediará a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), busca o apoio do bloco para financiar iniciativas de combate ao aquecimento global.
Avaliação política do BRICS
Para o senador Humberto Costa (PT-PE), a aproximação dos parlamentares dos países membros facilita a definição das prioridades políticas do bloco e fortalece a integração.
