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BTG Pactual avança no mercado com compra da fintech Justa para pagamentos corporativos

BTG Pactual anuncia a compra da fintech Justa e amplia sua plataforma com foco em soluções financeiras integradas para PMEs.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
BTG

O BTG Pactual, maior banco de investimentos da América Latina, anunciou a aquisição da Justa, fintech brasileira especializada em soluções de adquirência para pequenas e médias empresas (PMEs). A operação representa um passo estratégico importante na consolidação do banco como um dos principais provedores de soluções financeiras integradas para o segmento empresarial no Brasil.

Ao incorporar a Justa ao seu portfólio, o BTG amplia seu ecossistema de serviços e fortalece sua plataforma de cash management, oferecendo aos clientes uma solução própria de pagamentos, que inclui venda com maquininha, gestão de recebíveis e antecipação de recursos, tudo de maneira centralizada e integrada.

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Imagem: Wirestock Creators / shutterstock.com

A estratégia do BTG com a aquisição

A aquisição da Justa faz parte da visão de longo prazo do BTG Pactual de oferecer uma plataforma robusta e única para as PMEs brasileiras, que historicamente enfrentam dificuldade de acesso a serviços financeiros modernos, transparentes e eficientes.

Uma solução integrada para o caixa das empresas

De acordo com Gabriel Motomura, sócio e co-head do BTG Pactual Empresas, a aquisição “acelera nossa estratégia no segmento de soluções de pagamento para o varejo”. Ele destaca que os clientes do banco já contam com taxas de antecipação de recebíveis a partir de 1,80% ao mês, competitivas e disponíveis para as principais maquininhas do mercado.

“O objetivo com esse movimento é que possamos oferecer, no futuro, uma solução completa de adquirência”, afirmou Motomura.

Com a incorporação da Justa, o BTG pretende reduzir a dependência de terceiros em relação a soluções de adquirência e passar a controlar toda a jornada do dinheiro dentro da operação empresarial — da venda ao recebimento e à gestão do fluxo de caixa.

Quem é a Justa?

História da fintech

Fundada em 2018, a Justa nasceu com o propósito de democratizar o acesso a meios de pagamento e combater as altas taxas cobradas por operadoras tradicionais. A fintech se posicionou como alternativa aos grandes adquirentes, oferecendo maquininhas, conta digital, soluções de crédito e gestão, com foco total em PMEs.

A empresa foi idealizada por Eduardo Vils, que permanece à frente do negócio após a aquisição, agora como parte do BTG. Segundo ele, o movimento “foi natural e alinhado ao propósito de tornar o mercado mais justo”.

“Agora, como parte do BTG Pactual, nossos clientes terão acesso ao que há de mais completo em soluções bancárias para empresas, no melhor banco para PME do mundo”, declarou Vils.

Diferenciais da Justa

A fintech se destacou por algumas inovações no mercado de adquirência:

  • Tecnologia proprietária de pagamento
  • Taxas simples e transparentes
  • Atendimento humanizado e regionalizado
  • Maquininha própria com app de gestão integrado
  • Controle de vendas e recebíveis em tempo real

Com esse modelo, a Justa se consolidou como parceira de milhares de pequenos empreendedores, principalmente nos setores de varejo, alimentação, serviços e comércio local.

O que muda com a aquisição?

Para os clientes da Justa, a integração com o BTG Pactual trará uma série de novos benefícios e serviços, sem alterações imediatas no funcionamento da plataforma. A transição será feita de forma gradual e planejada.

Benefícios esperados

  • Acesso à conta PJ do BTG, com movimentação via app, Pix, boletos e folha de pagamento
  • Novas opções de crédito, investimentos e seguros empresariais
  • Melhoria da infraestrutura tecnológica e operacional
  • Atendimento ampliado com estrutura nacional do BTG
  • Possibilidade de antecipação de recebíveis diretamente no sistema integrado

O banco ainda não revelou detalhes sobre a eventual unificação de marcas ou mudança nas tarifas, mas garantiu que os clientes continuarão atendidos sem interrupções.

Aposta do BTG em PMEs: um mercado em expansão

BTG Pactual compra grupo Universa
Imagem: logo do BTG Pactual.

A aquisição da Justa reforça a aposta estratégica do BTG no segmento de pequenas e médias empresas, que hoje respondem por mais de 99% dos negócios ativos no país e cerca de 60% dos empregos formais, segundo dados do Sebrae.

Ecossistema financeiro completo

Nos últimos anos, o banco vem desenvolvendo uma plataforma empresarial robusta, que oferece:

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  • Conta digital empresarial gratuita
  • Gestão de folha de pagamento e impostos
  • Antecipação de recebíveis com taxas competitivas
  • Marketplace de seguros e produtos financeiros
  • Soluções de investimento para reserva de caixa e expansão

Com a entrada da Justa, o banco fecha mais uma importante lacuna: o ponto de venda e o controle da adquirência, consolidando o conceito de “tudo no mesmo lugar” para o empreendedor.

Mercado reage positivamente à aquisição

A notícia da aquisição foi bem recebida por analistas de mercado e especialistas em fintechs. Segundo eles, o movimento reforça a tendência de bancos tradicionais incorporarem fintechs especializadas, em vez de competir diretamente com elas.

A avaliação é que, ao invés de criar uma solução do zero, o BTG optou por adquirir uma operação já testada e com tração no mercado, acelerando o processo de expansão e reduzindo riscos de implementação.

Tendência de consolidação no setor

A compra da Justa se soma a uma série de fusões e aquisições no setor financeiro:

  • Itaú comprou a Zup e se associou à Avenue
  • Bradesco investiu na Digio e no banco digital Next
  • Santander incorporou a Pi e expandiu com a Superdigital
  • XP, BTG e Nubank seguem adquirindo startups para compor seus ecossistemas

Com isso, o setor passa a funcionar em ecossistemas fechados e verticais, nos quais o cliente realiza todas as operações dentro da mesma plataforma, reduzindo atrito e aumentando a fidelidade.

Próximos passos e perspectivas

Imagem: Reprodução

Com a aquisição finalizada, os próximos meses devem ser dedicados à integração operacional da Justa ao ecossistema do BTG. Embora ainda não haja cronograma público, a expectativa é de que a fintech comece a oferecer serviços complementares via BTG ainda em 2025.

Entre os pontos que devem ser priorizados estão:

  • Integração dos sistemas de recebíveis
  • Unificação dos aplicativos
  • Ampliação da base de clientes da Justa via canais do BTG
  • Capacitação da força comercial conjunta

Imagem: Piotr Swat / shutterstock.com

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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