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Novo carro da BYD transforma percurso desenhado em manobras de drift

Tecnologia da BYD permite que carro realize drift automaticamente após o motorista desenhar o percurso desejado.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa9 min de leitura
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A BYD apresentou uma tecnologia capaz de realizar drifts de forma autônoma a partir de um percurso desenhado pelo motorista. O sistema, anunciado pela fabricante chinesa como o primeiro do tipo no mercado, estreia nos modelos da linha Denza equipados com a plataforma esportiva e³, baseada em três motores elétricos independentes e em um sofisticado conjunto de sensores e algoritmos responsáveis por controlar o veículo em tempo real.

A novidade chamou a atenção da indústria automotiva porque transfere para a eletrônica uma das manobras mais complexas do automobilismo. Desenvolvida pela BYD, a tecnologia elimina a necessidade de controlar manualmente aceleração, frenagem e esterço para manter o carro derrapando. Em vez disso, o motorista apenas define a trajetória desejada, enquanto o software calcula automaticamente todos os movimentos necessários para completar o percurso.

Além do impacto tecnológico, o lançamento reforça a estratégia da BYD de investir em soluções avançadas de condução e ampliar sua presença no segmento de veículos de alto desempenho. A empresa, que já se consolidou como uma das maiores fabricantes de carros elétricos do mundo, agora busca demonstrar que seus modelos também podem servir como plataformas para novas experiências ao volante.

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Como funciona o sistema de drift automático da BYD

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

O recurso da BYD utiliza a plataforma e³, uma arquitetura desenvolvida para veículos esportivos que combina três motores elétricos e um sistema capaz de controlar individualmente a força enviada para cada roda. Segundo a fabricante, o motorista desenha o trajeto desejado na central multimídia do veículo, enquanto o software da BYD processa milhares de informações por segundo para executar a manobra com precisão.

Na prática, o sistema monitora simultaneamente diversos parâmetros essenciais para manter o controle do automóvel durante a derrapagem, entre eles:

  • velocidade do veículo;
  • ângulo das rodas;
  • aderência dos pneus;
  • posição da carroceria;
  • distribuição de peso;
  • força aplicada em cada motor;
  • aceleração lateral;
  • inclinação do veículo.

Com base nesses dados, a inteligência embarcada ajusta automaticamente o torque, a aceleração e o esterçamento para manter o carro dentro da trajetória programada.

Enquanto um motorista experiente precisa reagir constantemente às mudanças de aderência e corrigir pequenos desvios, o sistema eletrônico desenvolvido pela BYD é capaz de realizar cálculos em frações de segundo, corrigindo a rota antes mesmo que o condutor perceba qualquer alteração no comportamento do veículo.

A principal vantagem da tecnologia da BYD está justamente nessa capacidade de processar um volume enorme de informações em tempo real, reduzindo a complexidade da manobra e ampliando a precisão da execução.

O que é drift e por que a manobra exige tanta habilidade

O drift é uma técnica de condução em que o motorista faz o veículo percorrer curvas enquanto as rodas traseiras deslizam propositalmente sobre o asfalto. Diferentemente de uma derrapagem involuntária, o objetivo é manter o controle do automóvel durante todo o trajeto, equilibrando potência, direção e distribuição de peso.

A modalidade surgiu no Japão nas décadas de 1970 e 1980, inicialmente em estradas montanhosas, antes de se transformar em um esporte reconhecido internacionalmente. Hoje, campeonatos profissionais de drift acontecem em diversos países, reunindo pilotos especializados e carros preparados especificamente para esse tipo de competição.

Executar a manobra manualmente exige uma combinação de fatores extremamente complexa. O condutor precisa controlar simultaneamente:

  • aceleração;
  • esterçamento;
  • distribuição de peso;
  • aderência dos pneus;
  • transferência de carga;
  • velocidade de entrada na curva;
  • correções constantes da trajetória.

Pequenos erros podem fazer o veículo perder estabilidade e sair completamente da pista. Por esse motivo, a prática do drift costuma ser restrita a circuitos fechados e ambientes controlados.

Mesmo pilotos profissionais treinam durante anos para aperfeiçoar a técnica, já que cada curva exige ajustes diferentes dependendo das condições do asfalto, do clima e do comportamento do veículo.

Por que ensinar um carro a fazer drift é tão difícil

Embora carros autônomos já sejam capazes de estacionar sozinhos, manter velocidade constante e até mudar de faixa automaticamente, reproduzir uma manobra como o drift representa um desafio muito maior para a engenharia automotiva.

Isso acontece porque a derrapagem controlada leva o veículo ao limite de aderência dos pneus, exigindo respostas extremamente rápidas. Enquanto sistemas convencionais de assistência ao motorista trabalham para evitar derrapagens, a tecnologia da BYD faz justamente o oposto: ela provoca a perda controlada de aderência e, ao mesmo tempo, mantém o carro estável.

Para isso, os algoritmos precisam analisar continuamente fatores como:

  • atrito entre pneus e asfalto;
  • inclinação da pista;
  • distribuição de peso;
  • força centrífuga;
  • resposta da direção;
  • comportamento da suspensão.

Pesquisas acadêmicas sobre direção autônoma mostram que reproduzir esse comportamento exige modelos matemáticos extremamente sofisticados e sistemas de inteligência artificial capazes de aprender e reagir em milésimos de segundo.

Além disso, qualquer atraso no processamento das informações pode comprometer completamente a execução da manobra.

Denza Z será o primeiro modelo a receber a novidade

Segundo as informações divulgadas pela fabricante, o sistema estreará nos modelos Denza Z equipados com a plataforma esportiva e³.

A Denza é a divisão premium da BYD e tem sido utilizada pela empresa como uma espécie de laboratório tecnológico para testar soluções avançadas antes de expandi-las para outros veículos do grupo.

Nos últimos anos, a marca apresentou diferentes recursos voltados para desempenho e mobilidade, incluindo:

  • giro de 360 graus sobre o próprio eixo;
  • movimentação lateral para estacionamento;
  • controle independente das rodas;
  • suspensão adaptativa inteligente;
  • sistemas avançados de assistência ao motorista.

Essas tecnologias mostram que a estratégia da empresa vai além da eletrificação. O objetivo é transformar os automóveis em plataformas digitais altamente conectadas, capazes de executar funções que antes dependiam exclusivamente da habilidade humana.

O papel dos motores elétricos no drift automático

Grande parte da eficiência do sistema da BYD está diretamente relacionada aos motores elétricos. Diferentemente dos motores a combustão, eles conseguem entregar torque instantâneo e realizar ajustes extremamente rápidos na distribuição de potência.

Em veículos convencionais, a transmissão mecânica impõe limitações ao controle individual das rodas. Já nos modelos elétricos da BYD equipados com múltiplos motores, cada roda pode receber uma quantidade diferente de força praticamente em tempo real.

Isso permite que o software realize correções constantes durante a derrapagem, compensando perdas de aderência e garantindo maior estabilidade.

Além disso, os motores elétricos oferecem outras vantagens importantes:

  • resposta imediata ao acelerador;
  • maior precisão no controle de torque;
  • redução de atrasos mecânicos;
  • menor desgaste de componentes tradicionais.

Essas características fazem com que os veículos elétricos sejam particularmente adequados para sistemas avançados de controle dinâmico.

A tecnologia pode chegar aos carros comuns?

Por enquanto, o drift automático está restrito a veículos esportivos e de alto desempenho. Isso acontece porque a tecnologia exige sensores sofisticados, motores independentes e uma enorme capacidade de processamento.

No entanto, a história da indústria automotiva mostra que muitas inovações inicialmente exclusivas acabam chegando aos modelos convencionais com o passar do tempo.

Recursos como:

  • piloto automático adaptativo;
  • sensores de estacionamento;
  • frenagem automática;
  • câmeras de ré;
  • assistentes de permanência em faixa;

estrearam em carros premium antes de se tornarem comuns em veículos mais acessíveis.

Ainda não existe confirmação oficial sobre a expansão da funcionalidade para outros modelos da BYD, mas especialistas acreditam que parte das tecnologias desenvolvidas para o drift autônomo poderá ser aplicada futuramente em sistemas voltados para segurança e estabilidade.

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Por exemplo, algoritmos capazes de corrigir derrapagens extremas podem ser utilizados para evitar acidentes em pistas molhadas ou em situações de emergência.

Quais são os riscos do drift automático?

Apesar do avanço tecnológico, especialistas alertam que manobras de drift continuam representando riscos significativos fora de ambientes preparados.

Mesmo com a ajuda da eletrônica, fatores externos podem influenciar diretamente o comportamento do veículo, como:

  • condições do asfalto;
  • desgaste dos pneus;
  • temperatura da pista;
  • falhas mecânicas;
  • obstáculos inesperados;
  • limitações físicas do automóvel.

Além disso, recursos eletrônicos não eliminam completamente a possibilidade de erros ou falhas técnicas.

Por essa razão, fabricantes costumam recomendar que sistemas desse tipo sejam utilizados apenas em circuitos fechados e em locais apropriados para atividades esportivas.

Em muitos países, a realização de manobras perigosas em vias públicas pode resultar em multas, apreensão do veículo e outras penalidades previstas na legislação de trânsito.

O impacto da inteligência artificial no futuro dos automóveis

A tecnologia apresentada pela BYD é mais um exemplo de como a inteligência artificial está transformando a indústria automotiva.

Nos últimos anos, os carros deixaram de ser apenas meios de transporte para se tornar plataformas tecnológicas capazes de interpretar dados, tomar decisões e executar tarefas complexas.

Atualmente, diversos veículos já utilizam inteligência artificial para:

  • reconhecer placas de trânsito;
  • identificar pedestres;
  • auxiliar em estacionamentos;
  • monitorar pontos cegos;
  • ajustar automaticamente a suspensão;
  • otimizar o consumo de energia.

O drift autônomo amplia ainda mais esse conceito ao demonstrar que sistemas eletrônicos podem assumir funções tradicionalmente associadas à habilidade humana.

Embora a tecnologia ainda esteja em fase inicial, ela pode abrir caminho para aplicações futuras em segurança, dirigibilidade e desempenho.

O que a novidade representa para a indústria automotiva

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Imagem: Reprodução

O drift autônomo simboliza uma mudança importante na relação entre software e automóveis. Pela primeira vez, a BYD demonstra que é possível automatizar uma das técnicas mais complexas do automobilismo utilizando motores elétricos e inteligência artificial.

No curto prazo, a funcionalidade da BYD deve permanecer limitada a veículos de nicho e modelos esportivos. No entanto, o desenvolvimento desse tipo de tecnologia pode gerar impactos muito maiores no futuro.

Os algoritmos utilizados para controlar derrapagens, por exemplo, poderão ser adaptados para melhorar sistemas de estabilidade, reduzir acidentes e ampliar a segurança dos veículos comuns.

Além disso, a iniciativa da BYD reforça a crescente importância do software na indústria automotiva. Cada vez mais, o diferencial entre os carros não estará apenas no motor ou no design, mas também na capacidade de processamento e na inteligência embarcada.

Conclusão

A nova tecnologia da BYD mostra como a combinação entre motores elétricos, inteligência artificial e sistemas avançados de controle está redefinindo os limites da condução esportiva. O drift automático ainda é uma solução voltada para veículos de alto desempenho, mas demonstra o potencial da eletrônica para executar tarefas que antes dependiam exclusivamente da habilidade do motorista.

Embora a novidade permaneça restrita a modelos específicos, ela representa um passo importante na evolução dos automóveis inteligentes. Segundo a BYD, o desenvolvimento da plataforma e³ faz parte da estratégia da empresa de ampliar a integração entre softwares avançados, motores elétricos e sistemas de controle inteligente. No futuro, tecnologias desenvolvidas para esse tipo de aplicação poderão contribuir não apenas para o entretenimento e o desempenho, mas também para tornar os veículos mais seguros, eficientes e capazes de reagir de forma autônoma às situações mais complexas das estradas.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Melissa Barbosa

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Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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