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Caixa faz acordo milionário por casos de assédio de ex-presidente

Avatar de Paula Piffer Paula Piffer · · · 2 min de leitura
O ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, durante a cerimônia de transmissão do cargo

O ex-presidente da Caixa está respondendo processos por assédio moral e sexual. Sendo assim, a Caixa fechou um acordo de R$10 milhões com o Ministério Público do Trabalho para encerrar o processo. Além disso, Pedro Guimarães, o ex-presidente do banco, deixou o cargo em junho de 2022.

Entretanto, nada está oficialmente resolvido. Isso porque a aprovação do processo aconteceu internamente pela Caixa e ainda deve seguir algumas instâncias. Ou seja, ainda precisa da assinatura da procuradoria e também da homologação do caso pela Justiça do Trabalho.

Entretanto, o acordo em relação ao assédio do ex-presidente da Caixa deve prosseguir tranquilamente. Isso porque, embora a procuradoria tenha pedido R$300 milhões de indenização, a Caixa pode fechar o acordo por R$10 milhões para que o caso não se arraste judicialmente durante anos.

Casos de assédio do ex-presidente da Caixa

Em resumo, Pedro Guimarães, ex-presidente da Caixa, recebeu denúncias de assédio moral e sexual por funcionários do banco.

Nomeado por Jair Bolsonaro (PL), logo no começo de seu governo foi uma figura muito próxima do ex-presidente durante seu mandato. Entretanto, após as denúncias, deixou o cargo em meados de 2022.

As denúncias de funcionários e ex-funcionários do banco são fortes. Os profissionais alegam que Guimarães os obrigava a fazer flexões em momentos aleatórios, como uma espécie de “motivação”.

Além disso, mulheres que trabalhavam diretamente com o seu gabinete relataram convites nada profissionais por parte do ex-presidente e até toques íntimos não autorizados.

Com a repercussão dos casos de assédio, Guimarães deixou a presidência da Caixa. Agora, a empresa é processada pelo Ministério do Trabalho. Além disso, o ex-presidente também responde criminalmente por um processo que corre em sigilo.

A Caixa deve mudar seu modelo de gestão devido ao assédio do ex-presidente da Caixa

Além da multa milionária que o banco deverá pagar ao Ministério do Trabalho, a Caixa também deve alterar seu modelo de gestão. Isso porque a decisão da Justiça obrigou o banco a adotar medidas efetivas contra casos de assédio dentro da instituição.

Imagem: Valter Campanato | Agência Brasil

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