Na última semana, o Copom (Comitê de Políticas Monetárias) reduziu a taxa de juros que é referência na economia brasileira, a Selic, para 4,5%. Com isso, a Caixa Econômica Federal anunciou a redução das taxas de juros de crédito imobiliário e cheque especial.

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Caixa anuncia redução da taxa mínima de juros do crédito imobiliário para 6,75%

Agora, a taxa mínima do crédito imobiliário da Caixa passa de 6,75% ao ano mais TR para 6,5% ao ano mais TR. A maior taxa será 8,5% ao ano nesse tipo de crédito. Os novos juros de financiamentos valem a partir de hoje (dia 16 de dezembro de 2019). Já o juro do cheque especial para quem tem conta salário na instituição passa de 4,99% ao mês para 4,95%. Por outro lado, para quem não tem conta, a redução é de 8,99% ao mês para 8% mensais. No cheque especial, a mudança passa a valer somente em 2 de janeiro de 2020.

“A Caixa devolve à sociedade, e em especial aos mais humildes, os resultados recordes que teve, [com] redução para abaixo de 5% [a taxa do cheque especial]. É um banco preocupado com a igualdade, com a distribuição de renda. Isso é absolutamente matemático e meritocrático”, disse o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

A instituição anunciou também uma nova linha de crédito imobiliário atrelada ao IPCA, com taxas a partir de 2,95% ao ano mais a inflação, ou seja, representando uma parcela 40% menor em relação ao financiamento indexado à TR.

De acordo com o vice-presidente de Habitação da Caixa, Jair Mahl, as novas taxas estarão disponíveis somente para os novos contratos. Pedro Guimarães, no entanto, disse que possíveis renegociações de contratos antigos estão sendo avaliadas. “Se você tem direito pelo seu perfil e relacionamento com o banco, poderá ter uma redução (da taxa) maior. Mas ainda estamos em conversa sobre isso”, afirmou Guimarães.

Outro bancos também reduziram seus juros

Os bancos Itaú, Banco do Brasil e Bradesco também reduziram seus juros para suas linhas de crédito na noite de quarta-feira (dia 11 de dezembro de 2019), a partir dos cortes do Copom. O momento é positivo para quem pretender fazer o financiamento da casa própria.

No Banco do Brasil, as taxas também mudam a partir de 16 de dezembro de 2019. Para o Crédito Automático e Renovação, fica a partir de 2,87% ao mês. Já no BB Crediário, a partir de 3,11% ao mês; no Crédito Salário, 2,69% ao mês; e no Crédito Imóvel Próprio, de 1,30% a 1,68% ao mês.

Caixa Econômica Federal está em crescimento

O lucro líquido da Caixa cresceu 66,7% no terceiro trimestre de 2019 em comparação com o mesmo período de 2018. Segundo o balanço do terceiro trimestre do banco divulgado pelo banco, o lucro líquido chegou a R$ 8 bilhões.

Na comparação com o segundo trimestre, o lucro líquido teve alta de 90,6%, quando foi registrado lucro de R$ 4,212 bilhões. A Caixa anunciou que mais de mil novos pontos de atendimento serão abertos até março de ano que vem.

Cortes frequentes na Selic

A taxa Selic que conhecemos é a Taxa Selic Meta. Ela é estabelecida pelo Copom, que se reúne a cada 45 dias para decidir os rumos da taxa do próximo período. Essa nova Selic passa a ser usada como parâmetro pelos bancos, inclusive para definição das taxas de juros de crédito imobiliário e cheque especial.

Quando a Selic está baixa, em teoria mais pessoas conseguem ter acesso a empréstimos e financiamentos, o que aquece a economia do país. Quem tem empresa também pode investir mais em seus negócios e, dessa forma, contratar mais pessoas, diminuindo as taxas de desemprego.

Quando a Selic aumenta, geralmente é para colocar um freio no consumo e conseguir baixar a inflação, pois as taxas de juros (inclusive crédito imobiliário e cheque especial) aumentam. Em 2015, por exemplo, a taxa iniciou um movimento de subida até sofrer a primeira queda em outubro de 2016. No final daquele ano e durante 2017, a taxa sofreu vários cortes conforme o país dava sinais de saída da crise econômica.

Para quem precisa tirar um financiamento ou tem dívidas, essa redução é uma boa notícia. Para os investidores, esses cortes implicam em um menor rendimento em investimentos de renda fixa, como o Tesouro Direto e os CDBs. São então uma oportunidade de ganhos na renda variável, como as ações da bolsa de valores.

Cheque especial deve ficar menos regressivo (mas não abuse)

Agora, com essa tendência de cortes, o cheque especial também terá os juros reduzidos. A partir de 6 de janeiro de 2020, os bancos não poderão cobrar taxas maiores que 8% ao mês dos clientes, o equivalente a 151,8% ao ano.

Segundo o Banco Central (BC), essa medida pretende tornar o cheque especial menos regressivo, ou seja, menos prejudicial para a população mais pobre e mais eficiente. Os juros do cheque especial fecharam em outubro de 2019 em 305,8% ao ano, o que equivale a 12,38% ao mês.

Entretanto, mesmo com essa redução nos juros do cheque especial, recomendamos que você evite ao máximo utilizá-lo, pois mesmo assim os juros são muito altos.

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Imagem: Freepik