A Caixa Econômica Federal (CEF) suspendeu de forma definitiva o empréstimo consignado do Auxílio Brasil, em breve Bolsa Família. No entanto, o serviço já estava parado desde janeiro de 2023, para revisão dos critérios adotados. O banco informou que concluiu a revisão e optou por não seguir com esse serviço.
Caixa suspende grande serviço e deixa público na mão
A Caixa suspendeu um grande serviço ofertado e deixou muitos clientes na mão. Saiba mais sobre o caso aqui.
No entanto, para os clientes da Caixa que já contrataram o empréstimo, nada muda. As prestações devem ser descontadas diretamente do benefício do governo. O desconto, para quem contratou o serviço é de 40% do auxílio, chegando a até R$160 por mês.
Caixa não ofertará mais o empréstimo consignado
O empréstimo revogado pela Caixa foi fortemente criticado por especialistas. Isso porque, como o desconto do valor é feito diretamente no valor pago pelo Auxílio Brasil, o cidadão passa a não receber integralmente o benefício. Ou seja, o dinheiro para contas básicas chega menor a quem mais precisa.
Além disso, o desconto de 40% sobre o pagamento do auxílio comprometeria uma parcela considerável do benefício. Dessa forma, o empréstimo deve ser contratado apenas em casos de urgência ou situações inadiáveis. Ou seja, nada de usá-lo para as contas da rotina, pois o desconto no médio prazo aliado aos juros compromete a renda para alimentação, por exemplo.
No entanto, a Caixa não é o único banco que oferece esse serviço associado ao futuro Bolsa Família. Outras 11 instituições financeiras também ofertam o consignado. Porém, 80% de todos os contratos feitos até o período de suspensão foram por meio da CEF.
Estudo de reestruturação do serviço
Ainda, o governo estudava uma redução do desconto do auxílio para 5%. Além disso, também sugeriu diminuir a taxa de juros de 3,5% ao mês, para 2,5%. No entanto, a Caixa não tinha acordado com o governo nenhuma alteração na estrutura do consignado do Auxílio Brasil.
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Para o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), 3,5% era uma taxa abusiva “porque ela é bem maior do que a praticada atualmente para outros tipos de empréstimo consignado, como os para aposentados, pensionistas e servidores públicos”.
Ademais, mais de 2 mil reclamações sobre o serviço na estrutura anterior foram registradas formalmente. A Caixa Econômica Federal, no entanto, não justificou o motivo de suspender definitivamente o serviço.
Imagem: Alison Nunes Calazans/shutterstock.com
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