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Caixa vai pagar indenização de R$ 30 mil por dados vazados? Entenda

Caixa pagará R$ 30 milhões por vazamento de dados. Descubra detalhes sobre o incidente e suas repercussões.

Recentemente, uma onda de boatos tomou as redes sociais, prometendo uma generosa indenização da Caixa Econômica Federal devido a um suposto vazamento de dados. Segundo as alegações espalhadas, os afetados poderiam receber até R$ 30 mil como compensação. Mas qual a verdade por trás dessas alegações?

Analisamos as mensagens distribuídas e verificamos os fatos, descobrindo que, infelizmente, trata-se de mais um golpe cibernético. A promessa de indenização, juntamente com um site externo solicitando pagamentos, levanta imediatamente alerta sobre a possível fraude envolvida. Continue lendo para entender os detalhes desse esquema e como proteger suas informações.

O que dizem os boatos sobre a indenização da Caixa?

Celular com logotipo da Caixa dentro um um bolso de calça jeans azul contendo 3 notas de real (uma de 200 reais, uma de 50 reais e outra de 100 reais) fraude saque
Imagem: Alison Nunes Calazans / Shutterstock.com

Segundo a mensagem amplamente distribuída, o Ministério Público Federal (MPF) multou a Caixa e obrigou-a a indenizar usuários com valores que variam entre R$ 2 mil e R$ 30 mil devido a um suposto vazamento de dados. Os alvos deste boato são, especificadamente, usuários que tiveram seus dados expostos durante a falha de segurança em plataformas vinculadas ao sistema bancário.

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Apesar de envolver nomes e entidades reais, como o MPF e a Caixa Econômica Federal, a verdade é que estas mensagens são falsas. Assim, não ocorreu nenhuma nova multa de R$ 200 milhões devido a vazamentos recentes. Além disso, o portal mencionado nas mensagens para requerer a indenização não pertence à rede oficial de informações do banco.

Como opera esse golpe e como se proteger?

A armadilha começa quando o usuário é direcionado a um site fraudulento, desenhado especificamente para se assemelhar a uma fonte confiável, como a página oficial da CNN Brasil. Ademais, uma vez lá, interações com um chatbot levam a solicitações de pagamento por um “valor de cadastro”, etapa na qual dados pessoais e financeiros são coletados pelos fraudadores.

  • Desconfie de links externos: sempre verifique a URL antes de inserir informações pessoais. Sites oficiais de bancos têm mecanismos de segurança que podem ser conferidos facilmente.
  • Nunca faça pagamentos inesperados: instituições sérias não solicitam taxas para o pagamento de indenizações ou serviços semelhantes. Taxas de cadastro nesse contexto são um grande indicativo de fraude.
  • Verifique antes de compartilhar: antes de repassar qualquer informação que parece excepcional, faça uma rápida pesquisa ou consulte órgãos oficiais.

Imagem: SERGIO V S RANGEL / Shutterstock.com