Começa nesta sexta-feira, 27 de fevereiro, o calendário do Imposto de Renda 2026, referente aos rendimentos recebidos ao longo de 2025. A data marca o prazo final para que empresas, órgãos públicos, bancos e o INSS entreguem os informes de rendimentos aos contribuintes.
Falhas na declaração aumentam risco de fiscalização
Calendário do Imposto de Renda 2026 começa nesta sexta. Veja prazos, informe de rendimentos e o que mudou na legislação.
Sem esse documento, não é possível preencher a declaração com segurança. A organização nesta fase inicial é decisiva para evitar erros, cair na malha fina e atrasar eventual restituição. Especialistas reforçam que este é o momento ideal para revisar documentos, conferir valores e entender o que mudou na legislação.
O tema foi destaque no Jornal da CBN, que ouviu o especialista em Imposto de Renda Valdir Amorim, da IOB, para esclarecer dúvidas frequentes dos contribuintes.
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Uma das principais dúvidas envolve a nova faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil mensais. A regra foi prevista na Lei 15.270/2025, sancionada no fim de 2025.
No entanto, a mudança não vale para a declaração que será entregue em 2026, referente aos rendimentos de 2025.
Segundo o especialista ouvido pela CBN, a nova isenção só será aplicada na declaração de 2027, que considerará os rendimentos recebidos em 2026.
Em outras palavras:
Quem ganha até R$ 5 mil em 2025 precisa declarar?
Sim, caso se enquadre nos critérios atuais da Receita Federal.
A legislação nova só impactará o ano-base 2026. Portanto, para o Imposto de Renda 2026, continuam valendo as regras vigentes no ano anterior.
É fundamental acompanhar as instruções normativas publicadas pela Receita Federal do Brasil, que detalham obrigatoriedade, limites de rendimentos tributáveis e critérios de declaração.
O que é o informe de rendimentos e por que ele é essencial
O informe de rendimentos é o documento oficial que comprova tudo o que foi pago ao contribuinte ao longo do ano-calendário.
Ele deve detalhar:
Rendimentos do trabalho
Salário mensal
Férias
Décimo terceiro salário
Horas extras
Participações nos lucros
Ajuda de custo
Descontos e retenções
INSS
Imposto de Renda retido na fonte
Plano de saúde empresarial
Previdência privada
Outros valores
Reembolsos
Coparticipações médicas
Indenizações tributáveis
Sem esse documento, o contribuinte corre o risco de declarar valores divergentes daqueles informados pela fonte pagadora à Receita Federal.
A Receita cruza automaticamente os dados enviados por empresas, bancos e órgãos públicos. Qualquer inconsistência pode levar à malha fina.
Aposentados e beneficiários do INSS
Quem recebeu aposentadoria, pensão ou auxílio deve obter o informe diretamente pelo portal ou aplicativo do Instituto Nacional do Seguro Social.
O documento pode ser acessado pelo Meu INSS, mediante login Gov.br.
Esse informe traz:
Valor total recebido
Parcelas isentas para maiores de 65 anos
Imposto retido
Descontos de empréstimos consignados
Investimentos e aplicações financeiras
Contribuintes que possuem:
Conta em banco
CDB
LCI e LCA
Tesouro Direto
Fundos de investimento
Ações na Bolsa
Previdência privada PGBL ou VGBL
Devem acessar o informe anual no banco ou corretora.
Essas instituições são obrigadas a disponibilizar o documento até 28 de fevereiro.
No caso de investimentos em renda variável, como ações, é importante também reunir:
Notas de corretagem
DARFs pagos
Relatórios mensais de apuração
A omissão de ganhos em Bolsa é uma das principais causas de malha fina.
Saí da empresa em 2025 e não recebi o informe. O que fazer?
Se o contribuinte mudou de emprego ou foi demitido em 2025 e não recebeu o informe, deve procurar imediatamente o setor de recursos humanos da antiga empresa.
Segundo o especialista ouvido pela CBN, declarar sem o informe é um risco.
Mesmo que a empresa já tenha enviado os dados à Receita, o contribuinte precisa do documento para conferir valores e evitar divergências.
Posso declarar sem o informe?
Não é recomendado.
Se houver erro:
Pode cair na malha fina
Pode atrasar restituição
Pode impedir financiamento bancário
Pode gerar pendência fiscal
A Receita Federal cruza as informações com base nos dados fornecidos pela fonte pagadora. Divergências exigem retificação e podem gerar multas.
Como se organizar para declarar o imposto de renda 2026
Organização é a principal estratégia para evitar problemas.
Documentos essenciais
- Informes de rendimento de todas as fontes pagadoras
- Informe do INSS
- Extratos bancários
- Informe de investimentos
- Recibos médicos com CPF ou CNPJ do profissional
- Comprovantes de despesas com educação
- Documentos de imóveis e veículos
- Comprovantes de venda de bens
- DARFs pagos
Dica prática
Crie uma pasta digital com todos os documentos em PDF.
Nomeie os arquivos com padrão claro, como:
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Informe Empresa X 2025
Plano de Saúde 2025
Recibos Médicos 2025
Isso facilita o preenchimento e reduz o risco de esquecer informações.
Quando começa o envio da declaração
Tradicionalmente, o programa da Receita é liberado na segunda quinzena de março.
O envio costuma começar no início de abril e terminar no fim de maio.
Quem envia nos primeiros dias e sem erros tende a receber a restituição nos primeiros lotes.
Declaração pré-preenchida vale a pena?
Sim, mas exige atenção.
A declaração pré-preenchida importa automaticamente dados enviados por empresas, bancos, planos de saúde e cartórios.
No entanto:
A responsabilidade final é do contribuinte.
Se houver erro na base da Receita e o contribuinte não corrigir, poderá cair na malha fina.
Quando usar a pré-preenchida
Quando você tem muitos informes
Quando quer ganhar tempo
Quando já declarou em anos anteriores
Sempre revise:
Valores
Dependentes
Despesas médicas
Bens declarados
Principais erros que levam à malha fina
- Omissão de rendimentos
- Erro em despesas médicas
- Informação incorreta de dependentes
- Divergência entre informe e valor declarado
- Ganhos em Bolsa não informados
Segundo dados históricos da Receita, despesas médicas são o principal motivo de retenção em malha fina.
Impacto prático para o contribuinte
Declarar corretamente evita:
- Multa de 1% ao mês sobre imposto devido
- Pendências no CPF
- Dificuldade para financiamento
- Problemas com passaporte
- Impedimento em concursos públicos
O Imposto de Renda vai além da obrigação fiscal. Ele impacta diretamente a vida financeira e o crédito do cidadão.
Conclusão
O início do calendário do Imposto de Renda 2026 marca uma etapa fundamental para organização financeira dos brasileiros. A entrega dos informes de rendimentos é o ponto de partida para uma declaração segura e sem riscos. Apesar das mudanças anunciadas na legislação, como a nova faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil, essas regras só terão efeito na declaração de 2027. Por isso, o contribuinte deve seguir as normas atuais, reunir documentos com antecedência e revisar cuidadosamente todas as informações antes de enviar a declaração.
Organização, conferência e atenção aos detalhes são as melhores estratégias para evitar malha fina e garantir tranquilidade fiscal.
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