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Câmara dos Deputados sugere novo modelo e pode tirar poderes do presidente do Brasil

O novo modelo sugerido pela câmara de deputados entraria em vigor a partir de 2030 e daria menos poder ao Presidente da República. Entenda!

Karolaine SalgadoPor Karolaine Salgado2 min de leitura
câmara dos deputados

Após mais de 130 anos do mesmo sistema governamental, um grupo de trabalho da Câmara dos Deputados, estuda a possibilidade de adoção do semipresidencialismo, que, na prática, reduz consideravelmente os poderes do Presidente do Brasil.

O relatório foi apresentado pelo Deputado Samuel Pereira (PSDB-SP) e foi aprovado por unanimidade. A proposta é de que o sistema entre em vigor a partir das eleições 2030, de forma que não afete os próximos dois mandatos presidenciais, bem como planejamentos e candidaturas.

Poderes presidenciais limitados pela câmara de deputados

Atualmente, o sistema presidencialista garante grandes poderes ao presidente da república. Contudo, segundo o deputado Samuel Pereira, a viabilidade de implantação de um novo modelo, solucionaria muitos problemas governamentais acumulados.

“Os mais de 130 anos de presidencialismo no Brasil acumulam problemas crônicos que podem ser superados a partir de um novo sistema de governo”, explicou.

O semipresidencialismo inclui o voto popular direto para a presidência, mas diferente do sistema vigente, também inclui a indicação de um primeiro-ministro, desde que ele tenha aprovação do parlamento.
Esta forma de governo, une o presidencialismo e o parlamentarismo, buscando reunir as principais qualidades de ambos. Na teoria, implantando um governo mais democrático e com maior participação popular. Países como a França, Finlândia e Portugal já adotaram este modelo.

Na prática, o Presidente deve compartilhar as funções de Chefe de Estado (responsável por representar o país internacionalmente) e Chefe de Governo (responsável por governar o país junto ao parlamento) com o primeiro-ministro. Dessa forma, diminui seus poderes, que antes eram distribuídos e limitados a apenas uma figura pública.

De acordo com o relatório apresentado pelo Deputado Samuel Pereira, para que a mudança ocorresse de forma efetiva, o Tribunal Superior Eleitoral deve ficar responsável por um plebiscito e por uma campanha didática.

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Assim, os cidadãos brasileiros estariam informados de que esta forma de governo garante menos poder ao presidente, e também a importância deste fato.

Além disso, é importe ressaltar que este relatório é um estudo sugerido e não um Projeto de Lei, nem uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

Imagem: Adriano Machado/Reuters

Karolaine Salgado

Autor

Karolaine Salgado

Estudante de Letras pela Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho, Redatora no Seu Crédito Digital, escritora e poetisa.

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