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Solar obrigatório em prédios? Câmara aprova regra verde e pode baratear energia!

Avatar de Helena Serpa Helena Serpa · · 5 min de leitura
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O avanço da transição energética no Brasil ganhou um novo impulso com a aprovação de um projeto de lei na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. A proposta determina que edifícios de uso coletivo — públicos ou privados — passem a priorizar o uso de energia solar e demais fontes renováveis. A medida, além de reforçar o compromisso ambiental, pode contribuir para a redução gradual dos gastos com eletricidade em moradias e instituições no país.

Uma nova diretriz para o setor habitacional

Mão de uma pessoa em cima de uma placa de painel solar
Imagem: PeopleImages.com – Yuri A / shutterstock

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O projeto altera a Lei nº 4.380/64, que rege o Sistema Financeiro da Habitação (SFH), incluindo diretrizes voltadas à sustentabilidade energética. A mudança prevê que novas construções dentro do SFH deem prioridade ao uso de tecnologias limpas e sustentáveis, com destaque para a energia solar fotovoltaica.

A proposta também promove mudanças no Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/01), determinando que os planos diretores municipais passem a incluir critérios para estimular o uso racional de energia em edificações. A ideia é incentivar políticas públicas locais que favoreçam soluções como a captação solar, reuso de energia e inovação no setor de construção civil.

Entenda o conteúdo da proposta aprovada

A comissão aprovou uma nova versão do PL 5733/09, retirando a parte que previa incentivos fiscais para energia solar em prédios. Segundo Boulos, relator da proposta, a medida afetaria o orçamento público. Por isso, ele também rejeitou outros projetos semelhantes que tramitavam junto à proposta original.

Impactos e benefícios esperados

Estímulo à energia solar

A medida visa aumentar o número de edificações que utilizam energia solar, reduzindo a dependência de fontes não renováveis e aliviando a carga sobre o sistema elétrico nacional. A popularização dos painéis solares também pode tornar o custo da energia mais acessível, especialmente em empreendimentos habitacionais.

Redução no consumo de energia tradicional

Ao priorizar fontes renováveis em prédios residenciais e públicos, o Brasil pode registrar uma queda no consumo de energia gerada por hidrelétricas e termelétricas. Isso diminui o impacto ambiental dessas fontes e ajuda o país a cumprir metas internacionais de sustentabilidade.

Fomento ao mercado verde

A decisão pode ainda aquecer o setor de energia solar, que já vem crescendo em ritmo acelerado nos últimos anos. Fabricantes de equipamentos fotovoltaicos, instaladores e empresas de engenharia elétrica são diretamente beneficiados pela ampliação do mercado consumidor.

Aplicação nos municípios

Com a alteração do Estatuto da Cidade, os municípios deverão adaptar seus planos diretores para incluir diretrizes que incentivem o uso eficiente de energia. Isso poderá se traduzir em legislações locais que determinem padrões mínimos de sustentabilidade para novos empreendimentos, inclusive exigindo projetos arquitetônicos adaptados à captação solar.

Ações coordenadas entre União, estados e municípios

A implementação prática da nova regra dependerá da articulação entre os diferentes níveis de governo. Municípios com capacidade técnica e orçamentária poderão liderar esse movimento, enquanto localidades com menor estrutura podem demandar apoio técnico e financeiro da União.

Tramitação e próximos passos

Análise final na Comissão de Constituição e Justiça

A proposta tramita em caráter conclusivo, o que significa que, se for aprovada pelas comissões pertinentes, poderá seguir diretamente para o Senado sem necessidade de votação no plenário da Câmara.

Votação no Senado

Após passar pela CCJ, o projeto ainda precisa ser aprovado pelos senadores. Caso não haja modificações, segue para sanção presidencial.

Desafios para a implementação

energia solar
Imagem: Freepik

Custo inicial das instalações

Apesar dos benefícios a longo prazo, o investimento inicial em sistemas de energia solar ainda representa um desafio, especialmente para empreendimentos populares. Como o projeto aprovado não prevê incentivos fiscais, caberá a outras políticas públicas ou ao setor privado encontrar alternativas de financiamento acessível.

Qualificação técnica

A ampliação da demanda por energia solar exigirá mão de obra qualificada para instalação e manutenção dos sistemas. Será necessário investir em cursos técnicos e capacitação profissional para garantir a qualidade e a segurança das instalações.

Perguntas frequentes (FAQ)

O projeto prevê incentivos fiscais?

Não. O texto aprovado excluiu a parte que previa incentivos fiscais, por ser considerada incompatível com o orçamento federal.

Como isso pode baratear a conta de luz?

Ao ampliar o uso de energia solar, a medida pode reduzir a demanda sobre o sistema elétrico tradicional, o que tende a tornar o custo da energia mais acessível com o tempo.

O que muda para os municípios?

Os planos diretores municipais deverão incluir critérios de incentivo ao uso racional e sustentável de energia nas edificações, promovendo medidas que favoreçam fontes limpas.

Considerações finais

Com abundância de sol durante todo o ano, o Brasil possui potencial para se tornar uma potência em energia solar. Ao priorizar o uso dessa fonte em novas construções, o país dá um passo importante rumo a uma matriz energética mais limpa e autônoma.

A aprovação do projeto pode abrir espaço para novas legislações complementares, como linhas de crédito específicas, programas de incentivo municipal e campanhas educativas sobre economia energética e preservação ambiental.

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