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Brasil anuncia canetas emagrecedoras nacionais: confira data de lançamento!

EMS lança em agosto Olire e Lirux, canetas brasileiras com liraglutida para tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, com preços até 20% menores.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa5 min de leitura
Canetas ozempic sus

A farmacêutica brasileira EMS anunciou que deve lançar, em agosto de 2025, as primeiras canetas injetáveis nacionais para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. Os produtos, Olire e Lirux, terão como base a liraglutida, o mesmo princípio ativo das conhecidas marcas Saxenda e Victoza, da dinamarquesa Novo Nordisk.

Ambos os medicamentos foram autorizados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2024 e serão fabricados integralmente no Brasil. A EMS pretende reduzir os custos desses tratamentos em até 20% em relação aos produtos de referência, ampliando o acesso de pacientes a terapias com comprovada eficácia no controle glicêmico e na perda de peso.

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Olire e Lirux: diferenças de dose, não de substância

Canetas
Imagem: Divulgação / EMS

Lirux

  • Indicado para tratamento de diabetes tipo 2
  • Dose de 1,8 mg
  • Aprovado para adultos, adolescentes e crianças acima de 10 anos

Olire

  • Indicado para tratamento da obesidade
  • Dose de até 3 mg
  • Aprovado para adultos e adolescentes a partir de 12 anos
  • Pode ser usado por adultos com sobrepeso e comorbidades (como diabetes, dislipidemia ou hipertensão)

Com aplicação diária, as novas canetas seguem o padrão de uso das referências internacionais.

Como age a liraglutida no organismo

A liraglutida simula a ação do hormônio GLP-1, liberado naturalmente pelo intestino na presença de alimentos. Esse hormônio atua em múltiplas frentes:

  • Reduz o apetite, promovendo saciedade
  • Estimula a produção de insulina
  • Diminui os níveis de glicose no sangue
  • Retarda o esvaziamento gástrico

Estudos clínicos apontam que a liraglutida pode causar uma perda de peso média entre 4 e 6 kg, com parte dos pacientes alcançando até 10% de redução do peso corporal. Também foram observadas melhorias em marcadores de risco cardiovascular.

Produção nacional e expectativa de mercado

A EMS iniciou em 2024 a produção-piloto das novas canetas injetáveis em sua unidade de Hortolândia (SP), a primeira do Brasil voltada à produção de moléculas como liraglutida e semaglutida. O investimento mira diretamente no mercado dominado por medicamentos importados da Novo Nordisk, com o objetivo de criar concorrência nacional e reduzir preços.

A expectativa é que, nos primeiros meses após o lançamento, sejam fabricadas 200 mil canetas, somando os dois produtos. Em um ano, esse número deve ultrapassar 500 mil unidades.

A EMS também prepara a versão nacional com semaglutida, prevista para 2026, após a expiração da patente no Brasil.

O que diferencia liraglutida e semaglutida?

Frequência de aplicação

  • Liraglutida: aplicação diária
  • Semaglutida: aplicação semanal

Eficácia na perda de peso

  • Liraglutida: redução média de 5% a 10% do peso corporal
  • Semaglutida: pode alcançar até 15% a 17% de perda de peso

Efeitos sobre o apetite

A semaglutida é considerada mais eficaz em reduzir os desejos por comida, o que pode favorecer maior adesão ao tratamento e melhores resultados de longo prazo.

Segurança e perfil de uso

Ambas são bem toleradas pela maioria dos pacientes, embora possam causar efeitos gastrointestinais como náusea, diarreia ou constipação, especialmente no início do tratamento.

Por que as canetas injetáveis fazem tanto sucesso?

Canetas
Imagem: MauricioSPY | shutterstock.com

Nos últimos anos, as canetas com GLP-1 ganharam destaque global, tanto no tratamento da diabetes quanto no combate à obesidade. O sucesso se deve a uma combinação de fatores:

  • Praticidade de aplicação
  • Resultados clínicos significativos
  • Redução do risco cardiovascular
  • Menor risco de hipoglicemia em comparação a insulinas tradicionais

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Esse perfil fez com que os produtos da Novo Nordisk, como Victoza, Saxenda, Ozempic e Wegovy, fossem adotados por milhões de pacientes ao redor do mundo.

Impacto para o SUS e o mercado brasileiro

O lançamento de alternativas nacionais pode gerar economia significativa ao sistema público de saúde, caso os produtos sejam incorporados ao SUS. A Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) já abriu consulta pública para avaliar a inclusão da semaglutida no tratamento da diabetes tipo 2 pelo sistema público.

Com o avanço da produção nacional, cresce a possibilidade de tornar mais acessíveis os tratamentos modernos para doenças crônicas como obesidade e diabetes, que afetam mais de 50% da população brasileira adulta.

O futuro da EMS no mercado de GLP-1

A EMS já demonstrou interesse em ampliar sua presença nesse mercado. Após Olire e Lirux, a próxima aposta é um análogo da semaglutida, com aplicação semanal, planejado para chegar ao mercado assim que a patente expirar.

Com a nova fábrica de Hortolândia operando a pleno vapor, a empresa busca estabelecer o Brasil como uma referência em produção de terapias com GLP-1, algo inédito até então.

Expectativas para 2025 e 2026

Canetas
Imagem: Freepik

Em 2025

  • Lançamento oficial das canetas Olire e Lirux
  • Preços até 20% mais baixos que os de referência
  • Produção inicial de 200 mil unidades

Em 2026

  • Entrada da versão nacional de semaglutida
  • Potencial expansão da oferta para o SUS
  • Aumento da concorrência e possível redução de preços no mercado privado

Considerações finais

O lançamento das canetas brasileiras com liraglutida marca um avanço importante para a indústria farmacêutica nacional e para os pacientes que lutam contra a diabetes tipo 2 e a obesidade. A democratização do acesso a essas terapias inovadoras, especialmente com preços mais acessíveis, representa uma oportunidade de transformação nos cuidados com a saúde metabólica no Brasil.

A aposta da EMS pode não apenas pressionar os preços de mercado, como também consolidar o país como um player relevante na produção dessas moléculas no hemisfério sul. Com isso, o Brasil dá um passo à frente na busca por autonomia farmacêutica em medicamentos de alta demanda.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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