Na última terça-feira (29), o Carrefour veio a público para fazer um alerta urgente referente a polêmica envolvendo carne vendida. De acordo com a rede varejista, a empresa nega ter comprado carne bovina de fazendas acusadas de desmatamento e grilagem na Amazônia.
Recentes notícias afirmam que um dos fornecedores da rede de supermercados teria recebido bois criados em áreas multadas pertencentes à família Heller. Desse modo, siga na leitura para saber mais sobre a situação.
Carrefour desmente polêmica

Segundo afirmações do Repórter Brasil, o Frialto, um dos fornecedores do Carrefour, teria comprado gado de fazendas de Bruno Heller, sendo a família Heller considerada a “maior desmatadora da Amazônia”, acusada de desmatamento ilegal na região.
A reportagem do veículo afirma que Heller teria “lavado gado” com a transferência dos animais das fazendas acusadas para outras sem histórico de desmatamento ilegal. Diante da repercussão da matéria, a empresa francesa negou ter qualquer ligação, mesmo que indireta, com os pecuaristas incriminados.
“Após o alerta feito pelo Repórter Brasil, o Carrefour Brasil comprovou em sua base de dados que não havia nenhum fornecimento de carne de boi procedente do pecuarista incriminado, nem de membros da sua família”, disse a operação da empresa no Brasil.
Varejista afirma vender carne dentro das normas ambientais
Essa não é a primeira vez que o Carrefour é acusado de ter vínculo com fornecedores acusados de desmatamento ilegal na Amazônia.
Em estudo publicado em 2022, a ONG ambientalista Mighty Earth apontou que dois terços dos 102 produtos derivados de carne que eram distribuídos pelo Carrefour Brasil vinham de matadouros da JBS. Assim, na ocasião, a varejista do ramo de alimentos anunciou a suspensão de sua colaboração com dois matadouros da JBS.
Veja também:
Afinal, o parcelamento sem juros no cartão de crédito vai acabar?
Por fim, após a mais recente acusação, o grupo Carrefour reforçou seu compromisso com as normas ambientais e afirmou que a filial brasileira da empresa faz uso de um dispositivo de vigilância via satélite e em tempo real. Com isso, a companhia afirma ser possível conferir mais de 33.000 fazendas dentro do território nacional.
Imagem: HJBC / shutterstock.com
