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Carro por assinatura x compra: economia pode chegar a 90%, diz Localiza

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 5 min de leitura
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O carro por assinatura vem deixando de ser uma alternativa restrita a consumidores de maior renda e começa a ganhar espaço entre brasileiros que preferem pagar pelo uso do veículo em vez de assumir os custos e responsabilidades da propriedade. O modelo combina aluguel de longo prazo com serviços que normalmente ficam sob responsabilidade do proprietário.

A expansão ocorre em um momento em que comprar um automóvel envolve uma série de despesas além do preço anunciado pela concessionária. Seguro, IPVA, licenciamento, manutenção, depreciação e financiamento podem elevar significativamente o custo mensal de manter um carro.

Dados da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla) mostram o avanço dessa modalidade dentro do setor de locação. A frota destinada à atividade cresceu fortemente nos últimos anos, acompanhando uma transformação no comportamento de consumidores e empresas.

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Como funciona o carro por assinatura

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

No carro por assinatura, o consumidor escolhe um veículo e contrata um plano por determinado período. Em vez de comprar o automóvel, paga uma mensalidade para utilizá-lo durante a vigência do contrato.

Dependendo da empresa e do plano escolhido, a mensalidade pode incluir itens como manutenção preventiva, documentação, proteção ou seguro, assistência e gestão de despesas relacionadas ao veículo. Combustível e eventuais multas, por exemplo, normalmente continuam sendo responsabilidade do usuário.

O prazo também varia. Há contratos mais longos, que podem durar dois ou três anos, e alternativas com maior flexibilidade para quem não pretende permanecer muito tempo com o mesmo carro.

A principal diferença em relação à compra tradicional está justamente na responsabilidade sobre o patrimônio. No modelo de assinatura, o consumidor não precisa se preocupar diretamente com a revenda do veículo ou com sua desvalorização ao final do contrato.

Assinatura não significa necessariamente carro barato

Um erro comum é comparar apenas o valor da mensalidade com a parcela de um financiamento. A análise correta precisa considerar o custo total de cada alternativa.

Quem compra um carro precisa somar, além da prestação, gastos como seguro, impostos, manutenção, documentação e depreciação. Já na assinatura, parte desses custos pode estar embutida no plano.

Por isso, a comparação mais adequada é feita pelo custo total de utilização durante o período desejado. Um consumidor que pretende permanecer vários anos com o mesmo automóvel pode chegar a uma conclusão diferente daquele que gosta de trocar de carro com frequência.

Por que o modelo está crescendo

Os juros têm influência importante nessa decisão. Quando o crédito fica caro, financiar um veículo novo pode comprometer uma parcela maior da renda familiar. A assinatura surge como alternativa para quem deseja utilizar um carro novo sem assumir uma dívida de longo prazo.

Outro fator é a busca por praticidade. O consumidor paga uma quantia mensal previsível e transfere para a empresa parte das tarefas relacionadas à manutenção e documentação.

Esse aspecto ganhou relevância principalmente entre consumidores que enxergam o automóvel como meio de transporte, e não necessariamente como patrimônio.

O conceito também acompanha uma mudança mais ampla no consumo. Serviços de streaming, moradia temporária, equipamentos e outros bens já podem ser utilizados por assinatura, reduzindo a necessidade de aquisição definitiva.

Carro por assinatura pode ser interessante para jovens

As empresas do setor também passaram a desenvolver produtos com contratos mais flexíveis para alcançar consumidores que não querem ficar vinculados durante vários anos.

Para quem está começando a trabalhar, muda de cidade com frequência ou ainda não sabe quanto tempo permanecerá com determinado veículo, a possibilidade de trocar de carro sem precisar vender o anterior pode ser atrativa.

O público mais jovem também tende a avaliar o custo pela utilização do bem. Em vez de imobilizar uma quantia elevada na compra de um automóvel, parte dos consumidores prefere preservar recursos para outras finalidades.

Isso não significa, porém, que a assinatura seja automaticamente a melhor escolha para esse grupo. Quilometragem contratada, valor mensal, franquias, regras de devolução e duração do contrato precisam ser analisados antes da decisão.

Híbridos e elétricos impulsionam o interesse

A chegada de mais modelos híbridos e elétricos ao mercado brasileiro também cria uma oportunidade para as empresas de assinatura.

Uma das dúvidas de quem compra um veículo eletrificado está relacionada à desvalorização, à manutenção e ao comportamento do mercado de usados no futuro. Na assinatura, parte desse risco fica com a empresa proprietária do automóvel.

Para o consumidor, isso pode funcionar como uma maneira de experimentar uma tecnologia antes de decidir pela compra definitiva.

Ao mesmo tempo, é necessário observar questões específicas, como disponibilidade de pontos de recarga para veículos elétricos, autonomia, custos de seguro e estrutura de assistência oferecida pela empresa.

O que avaliar antes de contratar

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Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

Antes de fechar um contrato, o consumidor deve verificar exatamente o que está incluído na mensalidade. Nem todo plano oferece os mesmos serviços.

A franquia de quilometragem é um dos pontos mais importantes. Quem ultrapassa o limite estabelecido pode pagar valores adicionais, e uma contratação aparentemente barata pode se tornar mais cara para quem roda muito.

Também é necessário conferir as regras para cancelamento antecipado, prazo contratual, manutenção, veículo reserva, seguro, franquia em caso de acidente e condições exigidas na devolução.

Outro cuidado é não comparar apenas a mensalidade. O consumidor deve calcular quanto gastaria para comprar e manter um carro equivalente durante o mesmo período.

Localiza – Foto: Divulgação

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