A clonagem de cartões bancários continua sendo um dos principais crimes financeiros que afetam os brasileiros em 2025. Em resposta à crescente preocupação da população com esse tipo de fraude, o Banco Central do Brasil lançou a edição 144 da série “BC te explica”, abordando diretamente a pergunta: “O que fazer se seu cartão for clonado?”
Por que o Banco Central está pedindo para bloquear cartões? Descubra aqui
Cartão clonado? Saiba como agir e se proteger com as orientações do Banco Central. Veja dicas de prevenção e como contestar transações.
O vídeo faz parte de uma iniciativa educativa da autoridade monetária e reforça a importância da prevenção, ação rápida e registro adequado em caso de suspeita de clonagem. A proposta é ampliar o conhecimento da população sobre medidas de segurança, direito à contestação e formas eficazes de proteção digital.
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O que é a clonagem de cartão?
Entenda como funciona a fraude
A clonagem de cartão é uma prática criminosa que consiste na cópia não autorizada dos dados de um cartão de débito ou crédito. Os golpistas obtêm essas informações por meios diversos — físicos ou digitais — e criam uma réplica que permite realizar transações sem o consentimento do titular.
Principais formas de clonagem:
- Skimmers: dispositivos que capturam os dados da tarja magnética em caixas eletrônicos ou maquininhas;
- Phishing: golpes por e-mail ou mensagem que induzem a vítima a fornecer informações bancárias;
- Aplicativos falsos: apps que simulam ser da instituição financeira;
- Engenharia social: ligações em que o golpista finge ser funcionário do banco;
- Clonagem digital: uso indevido de cartões em sites inseguros.
Primeiros passos ao suspeitar da clonagem
Bloqueio imediato e contestação
De acordo com as orientações do Banco Central, ao identificar qualquer transação estranha, o consumidor deve entrar em contato com seu banco imediatamente e solicitar o bloqueio do cartão. A instituição financeira pode ser acionada por aplicativo, telefone ou em uma agência física.
Além disso, o cliente tem o direito de contestar os lançamentos indevidos. O prazo máximo para contestação é de 90 dias a partir da data da transação suspeita. Em muitos casos, o banco pode realizar o estorno provisório do valor enquanto investiga o ocorrido.
Documente todo o processo
É fundamental guardar todos os registros da comunicação com o banco, incluindo:
- Prints de telas do aplicativo;
- Comprovantes de atendimento ou protocolo;
- Detalhes dos valores contestados;
- Mensagens de e-mail ou SMS sobre as movimentações.
Essas informações serão cruciais caso o cliente precise recorrer judicialmente ou tenha problemas no ressarcimento.
Registrar boletim de ocorrência
Queixa formal é etapa obrigatória
Outra recomendação importante do Banco Central é o registro de um boletim de ocorrência (BO). Esse procedimento pode ser feito pela internet ou presencialmente, dependendo da localidade.
Registrar a queixa junto à polícia contribui para:
- Formalizar a denúncia;
- Auxiliar em investigações de fraudes bancárias;
- Proteger o consumidor legalmente caso o banco conteste a devolução.
Além disso, em alguns estados, delegacias especializadas em crimes cibernéticos já oferecem sistemas online de denúncia, o que agiliza o processo.
Como evitar a clonagem do cartão

Dicas do Banco Central para prevenção
No vídeo da série “BC te explica”, o Banco Central também destacou que a melhor forma de lidar com a clonagem de cartão é evitar que ela ocorra. Para isso, os especialistas da instituição listam boas práticas que devem ser incorporadas ao cotidiano dos usuários.
Evite terminais desconhecidos
Evite usar caixas eletrônicos ou maquininhas de estabelecimentos pouco confiáveis. Verifique se o terminal apresenta algum componente solto ou aparência suspeita.
Habilite notificações no aplicativo
Ative alertas por SMS, e-mail ou push para ser avisado imediatamente sobre qualquer transação feita com seu cartão.
Verifique seu limite regularmente
Monitorar o limite do cartão e o extrato bancário com frequência permite identificar rapidamente movimentações não reconhecidas.
Altere senhas com frequência
Troque as senhas periodicamente e nunca use combinações óbvias, como datas de nascimento, números repetidos ou sequências simples.
Use cartões virtuais para compras online
Ao realizar compras pela internet, prefira o uso de cartões virtuais temporários. Eles são gerados para uso único e protegem os dados do cartão principal.
A importância da educação financeira
O papel da série “BC te explica”
A série de vídeos “BC te explica” tem como objetivo democratizar o acesso à informação sobre finanças e funcionamento do sistema bancário. Lançada pelo Banco Central do Brasil, a iniciativa já soma mais de 140 edições, abordando temas como:
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- Taxas de juros;
- Endividamento consciente;
- Open Finance;
- Pix e meios de pagamento;
- Segurança digital.
Com linguagem acessível e foco educativo, os vídeos são publicados nas redes sociais e canais oficiais da instituição, ampliando o alcance e facilitando o entendimento por parte da população.
Responsabilidades do banco e direitos do consumidor
O que diz a legislação
Segundo normas do Código de Defesa do Consumidor (CDC), a instituição financeira é responsável pela segurança das transações realizadas por meio dos seus canais e dispositivos.
Em casos de clonagem ou fraude, o banco deve:
- Investigar a origem da transação;
- Oferecer meios de contestação e bloqueio imediato;
- Restituir o valor indevido, caso comprovada a fraude.
Se o banco negar o estorno sem justificativa ou não oferecer suporte adequado, o cliente pode recorrer à Justiça ou aos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon e a plataforma consumidor.gov.br.
O Banco Central e a segurança do sistema financeiro
Função institucional
Criado em 1964, o Banco Central do Brasil é responsável por diversas atribuições, entre elas:
- Formular e executar a política monetária do país;
- Controlar a inflação;
- Supervisionar as instituições financeiras;
- Garantir o bom funcionamento do sistema bancário;
- Estimular a educação financeira da população.
Nos últimos anos, o BC tem reforçado seu papel como agente educativo, especialmente em meio ao aumento dos golpes digitais, fraudes com cartões e tentativas de engenharia social.
Avanços tecnológicos contra fraudes

Inovações que melhoram a segurança
O setor financeiro tem adotado tecnologias de proteção cada vez mais robustas. Entre os destaques estão:
- Cartões com chip criptografado;
- Autenticação por biometria;
- Reconhecimento facial em apps;
- Tokens de segurança integrados;
- Cartões virtuais com tempo de expiração.
Essas ferramentas ajudam a reduzir drasticamente o risco de clonagem, mas seu funcionamento depende, em grande parte, da atitude preventiva do consumidor.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
