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Cartão corporativo de Mourão tem gastos revelados; veja compras do vice de Bolsonaro

O hoje senador Hamilton Mourão usou o cartão corporativo para diferentes tipos de gastos entre 2019 a 2022. Saiba mais detalhes.

Marcos CostaPor Marcos Costa2 min de leitura
Ex-vice-presidente Hamilton Mourão

Vice-presidente durante o governo Jair Bolsonaro, o hoje senador Hamilton Mourão gastou R$ 3,8 milhões com o cartão corporativo entre 2019 a 2022. É o que aponta informações obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Nesse sentido, as cifras, divulgadas com o final do governo anterior, foram consultadas pelo jornal O Estado de São Paulo e pela agência Fique Sabendo. De acordo com a apuração, Mourão gastou R$ 1,5 milhão só em 2022 – ano em que disputou uma vaga no Congresso.

Além disso, o vice de Bolsonaro também ultrapassou a marca de R$ 1 milhão no cartão corporativo em 2021. Em suma, o general da reserva do Exército brasileiro gastou, em quatro anos, R$ 4.195.038,46 – valor corrigido pela inflação.

Principais gastos no cartão corporativo de Mourão

As principais despesas de Mourão no cartão corporativo estão ligadas à alimentação, hospedagens e viagens. Porém, também houve gastos com locação de carros, material esportivo e móveis, além de atendimentos médicos, odontológicos e laboratoriais.

Segundo a reportagem, seis empresas receberam mais de R$ 100 mil cada ao longo dos últimos quatro anos. São elas, por ordem decrescente de gastos: Mercadinho gourmet La Palma, Pão de Açúcar, Super Adega, Big Box, Atlântica Hotéis e International Meal Company.

O cartão corporativo pagou, ao todo, para essas organizações, em ordem, R$ 311.498,83, R$ 282.421,49, R$ 264.391,34, R$ 241.197,16, R$ 204.080,15 e R$ 102.071,53. Da mesma forma, o vice também usou o cartão corporativo para quitar R$ 1,3 mil em despesas na padaria La Boutique.

Mourão diz que cartão não ficava com ele

Já em 2019, R$ 9,3 mil foram gastos na doceria Sweet Cake. Os documentos também mostram R$ 551 gastos na sorveteria Brazilian Ice Cream e R$ 205 no Açaí Capital. Ademais, Mourão, que é ciclista amador nas horas vagas, gastou R$ 518 em lojas especializadas em manutenção e venda de bicicletas.

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Em contrapartida, durante viagens internacionais, a maioria dos gastos era com hotéis e alimentação aérea. Contudo, também foram documentadas idas a restaurantes.

Vale ressaltar que o uso do cartão corporativo para quitar despesas pessoais é autorizado. No entanto, procurado pela reportagem, Mourão afirmou que o item não ficava com ele, afirmando que alguns agentes recebiam suprimentos de fundos, tanto para despesas do Palácio Jaburu quanto para viagens.

Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Marcos Costa

Autor

Marcos Costa

Formado em Comunicação - Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2018. Acumula experiências como repórter, redator web e copywriter. Já trabalhou nos portais "Bahia Notícias" e "Bnews", além da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

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