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Cartão corporativo do presidente tem limite? Saiba como ele funciona!

Os gastos no cartão corporativo do ex-presidente Jair Bolsonaro chegam a mais de R$ 75 milhões durante o período entre 2019 e 2022. Entenda!

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
ex-presidente Jair Bolsonaro sorrindo

As informações a respeito dos gastos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no cartão corporativo, chamaram bastante atenção na última semana. Os gastos de Bolsonaro chegam a mais de R$ 75 milhões no período entre 2019 e 2022. 

A notícia levantou dúvidas referentes à utilidade do cartão corporativo e como ele funciona. Já que, de acordo com as informações, Bolsonaro gastou aproximadamente R$ 8.600 em sorveterias e R$ 13,7 milhões em hotéis. 

Como funciona o cartão corporativo?

O Cartão de Pagamento do Governo Federal (CPGF), mais conhecido como cartão corporativo, tem como base as mesmas funções de cartões de qualquer outra empresa.

Ele serve para custear viagens, alimentação e combustível. Contudo, os limites são maiores do que os cartões de cidadãos comuns, e o pagamento da fatura acontece com dinheiro público. 

De acordo com o Portal da Transparência, o cartão corporativo deve ser utilizado para “pagamentos de despesas próprias, que possam ser enquadradas como suprimento de fundos”.

O suprimento de fundos funciona como um adiantamento que é dado ao servidor público para que este possa realizar o pagamento de despesas, sem a necessidade de passar por uma licitação. 

Contudo, ainda assim, os gastos devem se enquadrar nos princípios da Administração Pública de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. 

Gastos de Bolsonaro geraram polêmica

Os gastos do ex-presidente Bolsonaro no cartão corporativo têm causado polêmica devido às peculiaridades. Além disso, o fato de Bolsonaro ter colocado em sigilo de 100 anos também deixou os brasileiros mais curiosos. Veja alguns dos gastos — aproximados — de Bolsonaro no cartão corporativo: 

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  • R$ 8,6 mil em sorvetes;
  • R$ 13,7 milhões em hotéis;
  • R$ 408 mil foram gastos em peixarias;
  • R$ 800 em lanches do McDonald’s.

Além disso, Bolsonaro gastou R$ 140 mil em um hotel localizado na Praia do Tombo, no Guarujá, litoral paulista, em fevereiro de 2020. Esse foi o maior valor que o ex-presidente passou no cartão de uma só vez durante o carnaval de 2020.

Para acompanhar, na íntegra, os valores gastos pelo cartão corporativo da presidência, acompanhe mais no Portal de Transparência.

Imagem: Celso Pupo/shutterstock.com

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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