Como funciona o cartão corporativo?
O Cartão de Pagamento do Governo Federal (CPGF), mais conhecido como cartão corporativo, tem como base as mesmas funções de cartões de qualquer outra empresa.
Ele serve para custear viagens, alimentação e combustível. Contudo, os limites são maiores do que os cartões de cidadãos comuns, e o pagamento da fatura acontece com dinheiro público.
De acordo com o Portal da Transparência, o cartão corporativo deve ser utilizado para “pagamentos de despesas próprias, que possam ser enquadradas como suprimento de fundos”.
O suprimento de fundos funciona como um adiantamento que é dado ao servidor público para que este possa realizar o pagamento de despesas, sem a necessidade de passar por uma licitação.
Contudo, ainda assim, os gastos devem se enquadrar nos princípios da Administração Pública de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
Gastos de Bolsonaro geraram polêmica
Os gastos do ex-presidente Bolsonaro no cartão corporativo têm causado polêmica devido às peculiaridades. Além disso, o fato de Bolsonaro ter colocado em sigilo de 100 anos também deixou os brasileiros mais curiosos. Veja alguns dos gastos — aproximados — de Bolsonaro no cartão corporativo:
- R$ 8,6 mil em sorvetes;
- R$ 13,7 milhões em hotéis;
- R$ 408 mil foram gastos em peixarias;
- R$ 800 em lanches do McDonald’s.
Além disso, Bolsonaro gastou R$ 140 mil em um hotel localizado na Praia do Tombo, no Guarujá, litoral paulista, em fevereiro de 2020. Esse foi o maior valor que o ex-presidente passou no cartão de uma só vez durante o carnaval de 2020.
Para acompanhar, na íntegra, os valores gastos pelo cartão corporativo da presidência, acompanhe mais no Portal de Transparência.
Imagem: Celso Pupo/shutterstock.com