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Pix rivaliza com cartão de crédito em preferência no e-commerce; veja quem vence

Cartão de crédito e Pix são os meios mais usados no e-commerce. Veja dados, fraudes, hábitos e desafios no pagamento online.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
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O cartão de crédito e o Pix são hoje os meios de pagamento mais utilizados no comércio eletrônico brasileiro. É o que aponta pesquisa da Visa Conecta, empresa de inovação da Visa, divulgada em celebração aos 30 anos do e-commerce no País.

Segundo o levantamento, 47% dos consumidores utilizaram cartão de crédito na última compra online, enquanto 45% optaram pelo Banco Central do Brasil Pix. A diferença é pequena, mostrando que o sistema de pagamentos instantâneos já compete diretamente com o meio tradicional mais consolidado do varejo digital.

O estudo ajuda a entender como o comportamento do consumidor brasileiro está evoluindo — e quais desafios ainda precisam ser superados na jornada de pagamento.

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Por que o cartão ainda lidera nas compras online?

Mesmo com a expansão do Pix, o cartão de crédito mantém leve vantagem no e-commerce. O principal fator é o parcelamento.

Entre os consumidores que optaram pelo cartão:

  • 53% citaram a possibilidade de parcelar como principal motivo
  • 40% mencionaram hábito de uso
  • 38% destacaram maior controle financeiro

No Brasil, o parcelamento sem juros é prática consolidada no varejo digital, especialmente em compras de maior valor, como eletrônicos, passagens aéreas e eletrodomésticos.

Exemplo prático

Um consumidor que compra um celular de R$ 2.400 pode dividir o valor em 10 parcelas de R$ 240 sem juros no cartão. No Pix, o pagamento é integral e à vista — o que pode comprometer o orçamento mensal.

Pix avança e já é quase universal no digital

O Pix, criado pelo Banco Central do Brasil em 2020, rapidamente se tornou parte da rotina financeira do brasileiro.

A pesquisa aponta que:

  • 95% dos entrevistados já usaram Pix em compras digitais
  • O índice de satisfação é de 78%
  • No cartão, a satisfação ficou em 74%

Os números reforçam que o Pix deixou de ser apenas alternativa e se consolidou como protagonista.

Segundo dados públicos do Banco Central, o sistema já supera bilhões de transações mensais e é o meio de pagamento mais utilizado no País em volume.

Fraudes preocupam mais no Pix do que no cartão

Apesar da alta adesão, a pesquisa revela um dado relevante: 62% dos brasileiros relataram problemas de fraude envolvendo Pix, contra 36% no cartão de crédito.

Esse número pode refletir principalmente:

  • Golpes de engenharia social
  • Transferências feitas sob pressão
  • Falsos comprovantes
  • Sites clonados

No cartão, existe maior familiaridade com mecanismos como estorno (chargeback), além da intermediação das bandeiras e emissores.

Reembolso ainda é ponto sensível

A satisfação com a possibilidade de reembolso ficou em 61%, indicando que ainda há espaço para melhorar a experiência de resolução de problemas — especialmente no Pix.

O Banco Central tem implementado mecanismos como o MED (Mecanismo Especial de Devolução), mas a percepção de segurança ainda é fator determinante na escolha do meio de pagamento.

Desafios na jornada de pagamento com Pix

Um dos principais pontos de fricção no Pix é a necessidade de sair do ambiente da loja virtual para concluir o pagamento no aplicativo do banco.

Segundo o estudo:

  • 87% consideram atraente finalizar a transferência em poucos segundos
  • 70% se dizem abertos a vincular dados bancários ao estabelecimento para agilizar o processo

Isso mostra uma demanda clara por soluções integradas, como:

  • Pix automático
  • Pix por aproximação
  • Integrações diretas no checkout

A evolução dessas tecnologias pode reduzir abandono de carrinho e aumentar conversão para lojistas.

E-commerce já faz parte da rotina do brasileiro

O levantamento também confirma que o comércio online está consolidado no cotidiano.

Frequência de compras:

  • 34% compram ao menos uma vez por semana
  • Entre jovens, o índice sobe para 45%
  • 52% compram quinzenal ou mensalmente

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Horários mais comuns:

  • 38% compram à tarde
  • 37% à noite

Isso reforça a importância de lojas manterem sistemas de pagamento estáveis e rápidos, especialmente fora do horário comercial tradicional.

Abandono de carrinho: pagamento é o principal gargalo

Um dos dados mais relevantes da pesquisa diz respeito ao abandono de compra.

Entre os consumidores que desistiram da compra:

  • 58% abandonaram na etapa de pagamento
  • 37% saíram na escolha do meio
  • 21% desistiram ao inserir ou confirmar dados

Ou seja, o checkout ainda é o maior ponto crítico do e-commerce brasileiro.

O que isso significa para lojistas?

Empresas que desejam aumentar conversão devem:

  • Oferecer múltiplos meios de pagamento
  • Garantir checkout simplificado
  • Reduzir redirecionamentos externos
  • Investir em certificações de segurança

Pequenos ajustes no fluxo podem representar aumento significativo na taxa de finalização.

Tendências para os próximos anos

Especialistas do mercado de pagamentos apontam que o futuro do e-commerce brasileiro deve combinar:

  • Parcelamento mais flexível
  • Integração do Pix ao checkout
  • Soluções antifraude mais robustas
  • Maior personalização da jornada

A tendência é que cartão e Pix coexistam, cada um atendendo perfis e necessidades diferentes.

Enquanto o cartão se mantém forte no parcelamento, o Pix avança pela rapidez e custo mais baixo para lojistas.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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