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Mendonça pede devolução dos casos Master e INSS e aguarda resposta de Fachin

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 5 min de leitura
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O futuro das investigações envolvendo o Banco Master e possíveis irregularidades relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está entre os principais desafios institucionais do Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa é que o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, defina os próximos encaminhamentos dos processos que foram enviados à Presidência em setembro de 2026.

A discussão envolve a possibilidade de devolver os casos ao ministro André Mendonça, que conduzia as investigações, ou estabelecer outro caminho para a distribuição dos processos. O assunto ganhou relevância após a abertura de procedimentos relacionados a informações encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a questionamentos sobre a condução das apurações.

Em outubro, a Polícia Federal (PF) e a Presidência do STF avançaram na organização das informações que mencionam integrantes da Corte. A análise desse material é considerada importante para esclarecer os fatos e orientar eventuais providências, sem antecipar conclusões sobre responsabilidades individuais.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Em 12 de setembro, Fachin determinou que os processos relacionados ao Banco Master e às fraudes investigadas no INSS fossem encaminhados à Presidência do Supremo. A decisão ocorreu em meio a uma crise institucional envolvendo procedimentos relacionados aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.

A transferência dos autos interrompeu a tramitação regular dos casos sob a condução de Mendonça, que posteriormente solicitou uma definição sobre o destino dos processos. Em ofício enviado a Fachin, o ministro apontou que a situação impedia seu gabinete de tomar decisões nos procedimentos.

A questão central é definir se as investigações retornarão ao relator original ou se haverá redistribuição. A decisão precisa considerar o regimento interno do tribunal, as circunstâncias dos procedimentos e as garantias de imparcialidade.

André Mendonça pode voltar à relatoria?

Mendonça demonstrou interesse em continuar à frente das investigações. A devolução dos processos permitiria que o ministro retomasse a análise de pedidos apresentados pelas partes e determinasse os próximos atos processuais, conforme suas atribuições.

Entretanto, a definição depende de Fachin e dos encaminhamentos institucionais relacionados aos procedimentos. A eventual mudança de relatoria não representa, por si só, uma conclusão sobre a validade das investigações ou sobre a responsabilidade de qualquer pessoa citada.

O debate também envolve propostas de redistribuição e de análise conjunta de procedimentos relacionados ao caso Master. Em setembro, o plenário do STF chegou a discutir questões processuais sobre a tramitação dessas petições, mas o exame foi interrompido por pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Relatórios da Polícia Federal podem influenciar os próximos passos

Outro ponto importante é a análise das informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A Polícia Federal identificou referências a ministros do Supremo, o que levou à discussão sobre como o material deve ser apresentado e avaliado institucionalmente.

Em reunião realizada em 13 de outubro, Fachin tratou com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, do envio de relatórios contendo menções a integrantes da Corte. A orientação foi organizar as informações com o contexto necessário e sem conclusões antecipadas sobre os fatos.

Segundo informações divulgadas em outubro, a expectativa era que o material fosse encaminhado ao Supremo até o início de novembro. A revisão dos dados pode exigir tempo, pois os registros precisam ser contextualizados e examinados de maneira adequada.

A simples menção ao nome de um ministro em mensagens ou documentos não comprova a prática de irregularidade. É necessário avaliar a autenticidade, o contexto e a relevância jurídica de cada informação antes de qualquer conclusão.

Qual é o papel da Procuradoria-Geral da República

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também tem participação importante no andamento dos procedimentos. Cabe ao órgão avaliar os elementos apresentados e se manifestar nos casos em que sua atuação é exigida, inclusive sobre pedidos relacionados à investigação e à validade de atos processuais.

A Presidência do STF informou que aguardava manifestações da PGR sobre questões ligadas aos procedimentos do Banco Master e do INSS. Essas manifestações podem ajudar a definir quais providências serão juridicamente cabíveis.

O andamento dos processos depende, portanto, de mais de uma etapa: análise documental, avaliação das questões processuais, manifestação dos órgãos competentes e decisões judiciais fundamentadas.

O que pode acontecer com as investigações do Banco Master e do INSS

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A definição da relatoria é relevante porque há pedidos apresentados pelas partes que dependem de apreciação judicial. A permanência dos processos na Presidência ou uma eventual redistribuição pode influenciar o ritmo de análise dessas solicitações.

No caso Master, a investigação da Operação Compliance Zero apura suspeitas de fraudes financeiras e possíveis irregularidades atribuídas a envolvidos no caso. No âmbito do INSS, as apurações estão relacionadas a descontos indevidos em benefícios previdenciários.

Os dois assuntos possuem objetos distintos, embora tenham sido alcançados pelas decisões de encaminhamento à Presidência do Supremo. Por isso, a solução administrativa sobre a relatoria não significa necessariamente que ambos terão o mesmo andamento ou serão decididos em conjunto.

A expectativa em torno de Fachin é que a definição permita esclarecer quem conduzirá cada procedimento e como serão examinadas as informações reunidas pela Polícia Federal.

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