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Bancos terão que se responsabilizar por reaver dinheiro de vítimas de golpes; veja o que muda

Saiba como o projeto aprovado na CCJ busca devolver recursos de golpes no Pix e reforçar a segurança dos consumidores.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
golpes bancos

Nesta quarta-feira (4), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou um projeto de lei que impõe novas obrigações aos bancos para auxiliar vítimas de golpes financeiros, incluindo crimes relacionados ao Pix. O PL 133/2022, de autoria do senador Chico Rodrigues (PSB-RR), recebeu um substitutivo do senador Jorge Kajuru (PSB-GO) e agora segue para análise da Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC).

A medida representa um avanço na proteção dos consumidores, ao estabelecer regras claras para a recuperação de valores extraviados. Além disso, visa responsabilizar os envolvidos em transferências indevidas, promovendo maior segurança no uso de sistemas digitais de pagamento.

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O que Muda no Código de Defesa do Consumidor

CEOs golpes
Imagem: José Cruz / Agência Brasil

Alterações no Código e Novas Regras para Instituições

O projeto prevê a inclusão de diretrizes no Código de Defesa do Consumidor, de 1990, obrigando instituições financeiras e órgãos competentes a adotarem medidas imediatas para proteger as vítimas. Em casos de transferências fraudulentas, os bancos deverão:

  1. Identificar as Instituições Envolvidas: Mapear as contas e os responsáveis pelo recebimento dos recursos.
  2. Bloquear Valores Indevidos: Realizar bloqueios temporários quando os montantes ainda estiverem disponíveis.
  3. Restituir Recursos às Vítimas: Garantir a devolução integral dos valores extraviados, sem eximir os fraudadores de outras sanções legais.

Essa modificação reforça a responsabilidade das instituições financeiras em prevenir e remediar golpes, alinhando-se às normas do Banco Central.

Exclusões Feitas pelo Relator

Embora o texto original previsse detalhamentos técnicos, o relator Jorge Kajuru optou por simplificar a proposta. Dispositivos como a exigência de criação de senhas adicionais para transferências via Pix e o encerramento de contas de criminosos foram removidos.

Kajuru argumentou que tais medidas devem ser regulamentadas por decretos e portarias, evitando que legislações rígidas limitem soluções dinâmicas e tecnológicas no setor financeiro.

Impacto do Projeto nas Relações de Consumo

Benefícios para os Consumidores

A inclusão das novas diretrizes no Código de Defesa do Consumidor traz impactos positivos, como:

  • Fortalecimento da Segurança: Estímulo à criação de mecanismos eficientes contra fraudes.
  • Confiança no Sistema Financeiro: Incentivo ao uso de ferramentas digitais, como o Pix, com mais tranquilidade.
  • Rapidez na Solução de Casos: Obrigação das instituições em agir prontamente para mitigar os danos.

Responsabilidade das Instituições

A aprovação do projeto também torna as instituições financeiras mais responsáveis pela proteção de seus clientes contra golpes. O cumprimento das regras será fiscalizado por órgãos reguladores, e os bancos que não adotarem medidas eficazes estarão sujeitos a penalidades.

Próximos Passos e Expectativas

senador levantando a mão durante reunião na Câmara do Senado
Imagem: Mircea Moira/shutterstock.com

Trâmite Legislativo

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Após aprovação na CCJ, o texto será analisado pela Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC). Caso receba parecer favorável, seguirá para votação no plenário do Senado.

Reflexos no Setor Financeiro

O setor bancário deverá se adaptar rapidamente às novas exigências, investindo em tecnologia e processos para atender às demandas do projeto. Além disso, a medida deve incentivar debates sobre regulamentações complementares, visando ampliar a proteção aos consumidores.

A aprovação desse projeto pela CCJ representa um marco na luta contra fraudes e golpes financeiros. Ao propor medidas eficazes para a recuperação de recursos, o texto reforça a importância da proteção ao consumidor em um cenário de crescente digitalização das transações financeiras. O tema, agora, segue no centro das discussões legislativas e promete gerar impactos duradouros no setor bancário e nas relações de consumo.

A Relevância da Proposta no Contexto Atual

O aumento dos golpes financeiros, especialmente envolvendo o Pix, tem gerado um cenário de insegurança para muitos consumidores. A aprovação do projeto pela CCJ reflete a necessidade urgente de proteger os cidadãos em um ambiente digital cada vez mais vulnerável a fraudes.

Além disso, a iniciativa reforça a responsabilidade das instituições financeiras em garantir a segurança dos meios de pagamento, evitando que as vítimas de crimes sejam novamente prejudicadas.

Com informações de: Agência Senado

Imagem: fizkes / Shutterstock.com

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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