Aproximadamente 4 mil ações judiciais na área cível por mês. Segundo o CEO da Azul, John Rodgerson, esse é o número de processos que a companhia aérea brasileira recebe mensalmente. O executivo deu a declaração durante o Fórum de Aviação da Skift, evento realizado em Dallas, nos Estados Unidos.
CEO da Azul debocha de processos movidos por clientes
John Rodgerson, CEO da Azul, afirmou que sempre brinca que toda mala que a companhia perde tem um vestido de noiva dentro.
De acordo com Rodgerson, a Azul foi considerada a companhia aérea mais pontual do país em quatro ocasiões diferentes somente neste ano. No entanto, ao exemplificar como a judicialização do setor pode afetar os negócios e preços das passagens áreas, o CEO afirmou que a companhia recebe 4 mil ações cíveis por mês.
Toda mala perdida tem um vestido de noiva dentro, diz CEO da Azul
Ainda falando sobre os processos movidos por clientes, o CEO da Azul disse que pode-se ter algum juiz aleatório no “meio do nada” no país, que este irá tomar uma decisão. Rodgerson completou sua declaração dizendo que sempre brinca que toda mala que a companhia perde tem um vestido de noiva dentro.
Há dois anos, durante uma entrevista ao portal Poder 360, o executivo já tinha afirmado que a companhia gasta mais de R$ 60 milhões anualmente apenas com processos no país. Essa quantia seria maior que a destinada a publicidade e comida de bordo.
Clientes da Azul são prejudicados pelos processos movidos
“A United tem 3% de seus voos aqui no Brasil. Mas 85% de todas as suas ações judiciais estão no Brasil. Alguma coisa está errada aqui”, afirmou Rodgerson na entrevista realizada em 2020. Segundo ele, as pessoas processam por danos morais porque o aeroporto fechou e querem algumas coisas a mais. Essa conta, por sua vez, é paga por outros consumidores.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Inclusive, em 2020, Rodgerson foi um dos críticos ao governo do presidente Jair Bolsonaro. Foi o ano inicial da pandemia de Covid-19 e companhias aéreas do mundo todo lidavam com as consequências da situação, mas, segundo o CEO da Azul, no Brasil não houve um rápido auxílio ao setor.
Imagem: Matheus Obst / shutterstock.com
