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CEO da Azul debocha de processos movidos por clientes

John Rodgerson, CEO da Azul, afirmou que sempre brinca que toda mala que a companhia perde tem um vestido de noiva dentro.

Adriane SacramentoPor Adriane Sacramento2 min de leitura
John Rodgerson CEO da Azul

Aproximadamente 4 mil ações judiciais na área cível por mês. Segundo o CEO da Azul, John Rodgerson, esse é o número de processos que a companhia aérea brasileira recebe mensalmente. O executivo deu a declaração durante o Fórum de Aviação da Skift, evento realizado em Dallas, nos Estados Unidos.

De acordo com Rodgerson, a Azul foi considerada a companhia aérea mais pontual do país em quatro ocasiões diferentes somente neste ano. No entanto, ao exemplificar como a judicialização do setor pode afetar os negócios e preços das passagens áreas, o CEO afirmou que a companhia recebe 4 mil ações cíveis por mês.

Toda mala perdida tem um vestido de noiva dentro, diz CEO da Azul

Ainda falando sobre os processos movidos por clientes, o CEO da Azul disse que pode-se ter algum juiz aleatório no “meio do nada” no país, que este irá tomar uma decisão. Rodgerson completou sua declaração dizendo que sempre brinca que toda mala que a companhia perde tem um vestido de noiva dentro.

Há dois anos, durante uma entrevista ao portal Poder 360, o executivo já tinha afirmado que a companhia gasta mais de R$ 60 milhões anualmente apenas com processos no país. Essa quantia seria maior que a destinada a publicidade e comida de bordo.

Clientes da Azul são prejudicados pelos processos movidos

“A United tem 3% de seus voos aqui no Brasil. Mas 85% de todas as suas ações judiciais estão no Brasil. Alguma coisa está errada aqui”, afirmou Rodgerson na entrevista realizada em 2020. Segundo ele, as pessoas processam por danos morais porque o aeroporto fechou e querem algumas coisas a mais. Essa conta, por sua vez, é paga por outros consumidores.

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Inclusive, em 2020, Rodgerson foi um dos críticos ao governo do presidente Jair Bolsonaro. Foi o ano inicial da pandemia de Covid-19 e companhias aéreas do mundo todo lidavam com as consequências da situação, mas, segundo o CEO da Azul, no Brasil não houve um rápido auxílio ao setor.

Imagem: Matheus Obst / shutterstock.com

Adriane Sacramento

Autor

Adriane Sacramento

Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e redatora do Seu Crédito Digital desde 2022.

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