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Cesta básica: em quais lugares do Brasil ela é mais cara?

Confira os preços da cesta básica que cresceram mais no Brasil de acordo com uma pesquisa realizada pelo Dieese!

Andreza AraújoPor Andreza Araújo2 min de leitura
cesta básica do governo

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgou seus resultados neste mês. Logo, é possível saber em quais lugares do país ela está mais cara.

Dessa forma, a cidade do Rio de Janeiro registrou a cesta básica mais cara do Brasil em fevereiro deste ano, ultrapassando até mesmo São Paulo. O custo médio no município foi de R$ 832,80, enquanto a capital paulista apresentou um valor de R$ 808,38. Continue a leitura para mais informações!

Capital fluminense tem a cesta básica mais cara do Brasil

cesta básica do governo
Imagem: rafapress / Shutterstock.com

O estudo mostrou que as maiores elevações ocorreram no Rio de Janeiro (5,18%), em São Paulo (1,89%) e em Salvador (1,86%). Por outro lado, as capitais que tiveram redução nos preços foram Florianópolis (-2,12%), Goiânia (-0,41%) e Brasília (-0,08%).

Em contrapartida, nas capitais do Norte e do Nordeste do país, onde a composição da cesta básica é diferente, os preços médios encontrados foram menores. Aracaju liderou com o menor valor, R$ 534,40, seguida por Recife, com R$ 559,68, e João Pessoa, cujo valor registrado foi de R$ 564,50.

Salário mínimo insuficiente para manutenção familiar

O Dieese também calculou o valor do salário mínimo suficiente para atender as necessidades básicas de um trabalhador e seus dependentes. Levando em consideração despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o salário mínimo necessário em fevereiro seria de R$ 6.996,36. Isso representa 4,95 vezes o mínimo atual, de R$ 1.412.

Em janeiro, por exemplo, o salário mínimo necessário estimado foi de R$ 6.723,41, o equivalente a 4,76 vezes o salário mínimo vigente, ainda segundo dados do Dieese.

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Por fim dados da Penssan (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional) indicaram que cerca de 33 milhões de brasileiros estavam sujeitos à fome ao final de 2022. Já outros mais de 125 milhões não tinham acesso à alimentação adequada de forma regular e permanente.

Imagem: rafapress / Shutterstock.com

Andreza Araújo

Autor

Andreza Araújo

Andreza Araújo é formada em Letras (Português e Linguística) pela Universidade de São Paulo e em Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi. Com experiência na área educacional como professora de inglês, atualmente atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, escrevendo sobre finanças, benefícios sociais, consumo e mercado.

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