A China aumentou em 7,2% seus gastos militares em 2023. Além disso, o país é o segundo maior orçamento militar, perdendo apenas para os Estados Unidos da América (EUA). Dessa forma, a China investirá US$ 225 bilhões em seu aparato militar este ano. O investimento dos Estados Unidos, no entanto, é três vezes maior, e isso preocupa a gigante asiática.
China aumenta gastos militares: entenda o caso
A China, maior país da Ásia, aumentou muito seus gastos militares por um motivo específico. Descubra qual é a motivação!
O motivo pelo qual a China vai investir mais é por desconfiar dos EUA e também de seus vizinhos asiáticos, além da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Dessa forma, o crescente poder militar deles despertou essa reação chinesa.
A China, hoje, destina 2% do seu Produto Interno Bruto (PIB) à sua força militar. Já nos EUA, o valor destinado ao mesmo recurso é de 3%. Sendo assim, a China vê como estratégico o aumento dos gastos militares de seu país.
China não revela gastos totais
Mesmo com esse investimento altíssimo, segundo Xi Jinping, presidente da China, o exército chinês é “puramente defensivo”. Ou seja, a China não investe em aparatos ou estratégias de ataque, mas de defesa. Entretanto, a veracidade das informações não é garantida.
Isso porque o valor divulgado pelo país com gastos militares não inclui exatamente todas as despesas. Segundo Niklas Swanström, diretor do Instituto de Políticas e Desenvolvimento da Suécia:
“grande parte de sua pesquisa militar, como mísseis, defesa cibernética, etc., não está incluída nos gastos militares, mas é considerada pesquisa e desenvolvimento civil”.
Corrida armamentista na região
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Muitos países da região asiática aumentaram seus orçamentos militares até este ano. Como é o caso da Coreia do Sul e da Índia, por exemplo, que aumentaram em 4,4% e 13%, respectivamente. O Japão também quer dobrar seu orçamento até 2027.
Todo esse movimento fez a China aumentar seus gastos militares. Além disso, a China já representa uma ameaça considerável para a ordem internacional liderada pelos EUA. Porém, militarmente falando, a China ainda não é uma ameaça para o país comandado por Biden.
Imagem: Alexander Khitrov / Shutterstock
